La démocratie donne toute sa valeur possible à chaque homme, le socialisme fait de chaque homme un agent, un instrument, un chiffre. - Alexis de Tocqueville
22
Set 08
publicado por António de Almeida, às 10:25link do post | comentar

       -Pedro Santana Lopes sabe que dispõe neste momento de poucos apoios no PSD, os seus objectivos não serão imediatos, mas de longo prazo, sempre que até hoje alguém vaticinou o fim da sua carreira política, foi obrigado a admitir que o homem possui uma capacidade de sobrevivência notável. A estratégia de PSL passará por eventualmente conquistar uma autarquia, mostrar solidariedade institucional com a actual liderança, interessando-lhe colocar exigência no resultado expectável para o partido, pedir a vitória e não considerar como positivo apenas a retirada da maioria absoluta ao PS, permitindo-lhe sentar-se á mesa no dia do ajuste de contas, com outros críticos de Manuela Ferreira Leite obviamente, para a noite das facas longas que se seguirá a uma eventual vitória socialista.


06
Mai 08
publicado por António de Almeida, às 20:42link do post | comentar | ver comentários (1)

Santana Lopes promete um PSD com “uma nova ambição nacional”  

      -Pedro Santana Lopes apresentou hoje oficialmente a candidatura, com um discurso virado para o país, afirmando-se disposto a contribuir para aumentar a competitividade económica, aumentar a segurança, melhorar as condições de saúde, enfim, melhorar a vida dos portugueses. O problema é que este senhor que já foi presidente do Sporting C.P., presidente das câmaras da Figueira da Foz e Lisboa, Primeiro-Ministro, Deputado e actualmente lider parlamentar, nunca levou um projecto até final. Enquanto Primeiro-Ministro, cargo que se propõe novamente desempenhar, ficou ligado a um período de desnorte pessoal e partidário, com inúmeras trapalhadas á mistura. Que razões teremos agora para acreditar que desta vez seria diferente? Talvez chegue para convencer alguns militantes mais crédulos, mas dificilmente poderá merecer a credibilidade do país. José Socrates não poderia receber melhor presente, defrontar novamente em 2009 a dupla que derrotou em 2005, com a 1ª maioria absoluta na história do PS, a par do pior resultado de sempre do espaço político sentado á direita no hemiciclo. Já vimos este filme, sabemos como termina.


02
Mai 08
publicado por António de Almeida, às 11:00link do post | comentar

Santana Lopes candidata-se à procura da legitimidade que não teve em 2004 

-Assisti á entrevista que Santana Lopes deu a Judite de Sousa, e julgo não errar ao afirmar que P.S.L. ainda não percebeu o que lhe aconteceu em 2004, pensa que o partido e o país lhe darão uma segunda oportunidade, e que a governação é um brinquedo com o qual se pode errar, depois rectificar e voltar a fazer bem. Mas não é, a sua actual candidatura á liderança só pode ser encarada como mais uma precipitação, afinal até vinha recuperando um pouco a sua credibilidade política, deveria permanecer líder do grupo parlamentar, equidistante das diferentes candidaturas, apelando á união, salvando a hipótese que ainda tinha de tornar-se uma referência do partido, tal como Balsemão, Mota Amaral entre outros, sem necessitar de provar nada a ninguém. Mas P.S.L. não aceita tal papel, reconheço-lhe a combatividade, mas será triste ver um ex-lider apenas porque ainda quer acertar contas com a História obter uma votação longe dos dois principais candidatos á liderança, porque se perspectiva cada vez mais um duelo entre Manuela Ferreira Leite e Pedro Passos Coelho. A partir daqui começará a funcionar a lógica do voto útil, estar perto do lider, ou do principal rosto da oposição interna, para reivindicar lugares nas listas aos diversos actos eleitorais que irão ocorrer em 2009. Pedro Santana Lopes mais vez erra, é pena, para ele próprio.


27
Abr 08
publicado por António de Almeida, às 12:19link do post | comentar

   

     -Algo que não se poderá negar a Pedro Santana Lopes é falta de coragem política, mas a sua vontade e disponibilidade levam-no a cometer por vezes as célebres "trapalhadas", por muito que o próprio e seus apoiantes recusem esta expressão. Ao entrar praticamente sem apoios na corrida á liderança do partido, Pedro Santana Lopes corre o risco de ficar em terceiro lugar, ultrapassado por Pedro Passos Coelho, que conta com o apoio do filho mais velho de Luis Filipe Menezes, e o próprio Marco António, presidente da distrital do Porto afirmou de forma nada inocente, preferir outra solução, como Passos Coelho ou Jardim, quando é sabido que este último está fora da corrida, Santana Lopes vê assim fugir-lhe o apoio das figuras mais próximas de Menezes, veremos se consegue o mais importante, os votos dos militantes. Entrando na corrida, P.S.L. será obrigado a colocar o seu lugar de líder parlamentar á disposição da nova liderança, perdendo as directas terá menos apoios no interior do próprio grupo parlamentar, embora muitos lhe devam os lugares que ocupam, irão procurar mantê-los, e caberá á nova liderança a sua distribuição, embora os resultados das candidaturas derrotadas tenham forçosamente de ser levados em consideração. Pedro Santana Lopes terá ficado entusiasmado com a reabilitação de Berlusconi, mas ele próprio não é "il cavalieri", o processo de recuperação de imagem que tinha encetado junto da opinião pública, e no qual vinha sendo bem sucedido, sofrerá um revés porque impulsivamente ao candidatar-se á liderança do PSD, Santana cometeu mais uma trapalhada. Veremos como sairá de mais esta díficil situação, afinal em termos políticos, o homem não deixa de ter 7 vidas.


26
Abr 08
publicado por António de Almeida, às 11:59link do post | comentar | ver comentários (1)

Santana nega ser candidato contra vontade de Menezes e diz que teria apoiado Marcelo 

        -Muitos ainda não perceberam as razões que levaram o então Presidente da República, Jorge Sampaio a dissolver a Assembleia da República, entre os quais certamente estará Santana Lopes. Convencido que não chegou a ter tempo para mostrar serviço perante o país, afirmou ao partido na hora da despedida, que iria andar por aí, apostou num processo de reabilitação da sua imagem, associada a gaffes e trapalhadas, o que gradualmente até vinha conseguindo. Tem tido um razoável desempenho enquanto lider parlamentar, não sendo obviamente o culpado pela falta de credibilidade e ziguezagues constantes que caracterizaram os meses de liderança de Luis Filipe Menezes no PSD. Só que em 2004 existia em Portugal um mito, o da invencibilidade de Santana Lopes em eleições, mito esse que no ano 2005 viria a terminar com um dos piores resultados na história do partido em legislativas, e maioria absoluta, a primeira em termos históricos do PS e José Socrates. Estarão hoje reunidas condições para Santana Lopes inverter os resultados de 2005? Julgo que manifestamente não, olhando para o país, percebe-se que existe desgaste do governo, mas nenhum apoio nas lideranças dos partidos sentados á direita no hemiciclo, Paulo Portas ainda está a ser penalizado pelo regresso precipitado, nomeadamente pela forma truculenta como Ribeiro e Castro foi apeado da liderança, episódio que os portugueses não esquecem facilmente e faz com que o PP tenha hoje sondagens pouco favoráveis, veremos a sua capacidade de recuperação até 2009. O que manifestamente os portugueses não precisam é que sejam os dois derrotados nas legislativas de 2005 a enfrentarem Socrates, o qual poderá já começar a preparar o próximo executivo na hipótese de Santana Lopes vencer as directas no partido, pois perante tal cenário nova maioria absoluta será practicamente certa.  Ter ou não o apoio de Menezes será importante para Santana Lopes ganhar o partido, é uma questão de pormenor meramente interno, mas sem as figuras mais prestigiadas no país, militantes ou não, será impossível ganhar o país, algo que Santana Lopes teima em não perceber, apostado que está na desforra, a qual apenas por suicídio poderá ser permitida pelos militantes.


24
Abr 08
publicado por António de Almeida, às 10:02link do post | comentar | ver comentários (1)

Santana Lopes: "Estou aqui mais uma vez disponível para o combate" 

-Alberto João Jardim afinal não irá a votos no PSD, perde o humor, mas ganha a seriedade no partido, Pedro Santana Lopes prepara-se para avançar, o que ainda não fez em definitivo porque estará a avaliar apoios. Ninguém poderá negar a Santana Lopes falta de coragem política, disputou praticamente sem apoios lideranças a Marcelo Rebelo de Sousa e Durão Barroso, conquistou a câmara da Figueira da Foz, que era recorde-se, um bastião socialista, em defesa da qual o próprio Manuel Alegre se envolveu, ganhou Lisboa a João Soares contra todas as sondagens, o homem tem curriculum político, coragem, isso ninguém dúvida. O problema de Santana Lopes é a sua falta de conteúdo, habitualmente não leva os mandatos ao fim, e não consegue reunir em seu redor gente credível, quando foi primeiro-ministro, existia poder, ainda conseguiu colocar algumas figuras prestigiadas no governo, mas acaba sempre rodeado de outros figurões, os quais ninguém poderá querer de volta na direcção do partido, quanto mais no governo da República, Rui Gomes da Silva, Raul dos Santos entre outros. Mas não deixa de ser positivo que Santana Lopes vá a votos, enquanto muitos afirmam que duma vez por todas, vamos saber quanto valem as "elites", reunidas em torno da candidatura de Manuela Ferreira Leite, também iremos saber afinal que partido querem as bases, o partido das festas, febra e sardinha assada, com discursos patéticos como o recente episódio das críticas de Gomes da Silva á compra dum conteúdo televisivo, ou seriedade na acção política, enfrentando os problemas do país e apontando os erros da governação de José Socrates.  Porque se preferirem o circo, então os militantes sociais-democratas optam por um partido autárquico, capaz de vencer muitas freguesias e pequenas câmaras municipais no interior do país, mas perdendo peso eleitoral nas grandes cidades, afastando-se cada vez mais das classes médias, das pessoas para quem a política é mais que espectáculo, entre as quais me incluo, que serão forçadas a procurar outros partidos, ainda que a oferta não seja abundante no espaço político do centro-direita, ou abterem-se em próximos actos eleitorais.


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