La démocratie donne toute sa valeur possible à chaque homme, le socialisme fait de chaque homme un agent, un instrument, un chiffre. - Alexis de Tocqueville
02
Mai 08
publicado por António de Almeida, às 22:40link do post | comentar

-Amanhã estarão todos colocados na barra lateral, para acompanharem as posições, reacções ou propostas das principais candidaturas á liderança do PSD.

 

-Manuela Ferreira Leite

 

-Pedro Passos Coelho também com blogue.

 

-Pedro Santana Lopes

 

-Se necessário serão editadas actualizações sobre esta informação ao longo do mês.


01
Mai 08
publicado por António de Almeida, às 10:35link do post | comentar

Mira Amaral e Passos Coelho criticam política financeira de Ferreira Leite

 -Já o tenho afirmado mas vou repetir, não sou militante do PSD embora tenha votado neste partido em mais de 90% dos actos eleitorais que ocorreram de 1985 para cá, o que não me deixa completamente indiferente á escolha do próximo líder, embora não implique que forçosamente apoie alguma das candidaturas. Contudo há que separar o trigo do joio, das actuais 5 alternativas que se propõem liderar o PSD, apenas encaro 2 com credibilidade política para concretizar tal objectivo, Manuela Ferreira Leite e Pedro Passos Coelho, embora existam, ainda bem que existem, diferenças entre ambas. Manuela Ferreira Leite tem a apoiá-la as principais figuras mediáticas do partido, veremos o que pensa o eleitorado, julgo que muito dificilmente conseguirá derrotar Socrates, embora possa conseguir um resultado eleitoral honroso, um pouco acima dos 30%, que poderá dar ou não, depende de multiplos factores, para retirar a maioria absoluta ao PS. Mas não conseguirá de forma alguma ir mais além, com o passado á frente do ministério da educação, responsável pelo orçamento e a obsessão pelo défice, poderá ser encarada com seriedade, mas nunca com entusiasmo pelos portugueses, não sendo expectáveis grandes novidades programáticas. Pedro Passos Coelho é diferente, encarado como esperança para o futuro, depara-se agora com a necessidade de enfrentar uma realidade para a qual talvez não tivesse totalmente preparado, e não dispunha seguramente dos apoios necessários. No entanto a adesão á sua candidatura por parte de elementos próximos de Menezes fez aumentar o número de apoios, ao ponto de Manuela Ferreira Leite ser obrigada a encará-lo como uma ameaça real á sua até aqui previsivel entronização. Mas Passos Coelho terá de ser cauteloso na aceitação de apoios, não se deixando rodear das figuras que estiveram muito ligadas á anterior liderança, e sobretudo se quer mesmo aproveitar a hipótese que agora tem, deverá avançar com algumas propostas concretas, e não apenas um discurso vagamente liberal com preocupações sociais. Se Passos Coelho der tal passo, talvez possa entusiasmar as bases, algo que seguramente nenhum dos candidatos que até agora se apresentou, ou os que se colocam em fila de espera conseguiram, mas não necessitam de ser muitas propostas, nem um programa definido, bastam meia dúzia de propostas concretas, sobre as quais certamente irão incidir bastantes críticas quer das restantes candidaturas, quer do governo se o PS o encarar como ameaça, que terão depois obviamente de ser bem defendidas pela sua candidatura.


26
Abr 08
publicado por António de Almeida, às 09:33link do post | comentar | ver comentários (1)

Jardim apela "ao PSD do povo" para que se revolte contra candidaturas à liderança

-Agora é Alberto João Jardim que vem falar em revolta popular, esperando por uma vaga que não surge. Aliás, os últimos anos vividos no PSD são tudo menos entusiasmantes, para que surjam vagas a apoiar quem quer que seja, Menezes terá percebido isso tarde de mais, Santana e Jardim ainda não o perceberam. O PSD é um partido vocacionado para o poder, o melhor a que os militantes podem aspirar por agora será um resultado honroso, a rondar  uns 30% nas legislativas, em tais circunstâncias não irão certamente surgir as tão apregoadas vagas, e as críticas á liderança começarão inevitavelmente no dia seguinte ás directas. O PSD na verdade não procura um líder, e sim um salvador, um homem providencial, uma espécie de D.Sebastião, algo que na realidade não existe, nem pode existir, mas que o destino por vezes em circunstâncias fortuitas atravessa no caminho dos partidos. Foi assim com Cavaco Silva, sem o fenómeno PRD e o desnorte na liderança socialista, nunca teria obtido a maioria absoluta, repetiu-se a história com Socrates, o caso Casa Pia, a ida de Durão Barroso para Bruxelas e as trapalhadas Santanistas contribuiram mais para a actual maioria do que qualquer estratégia traçada no Largo do Rato. As vagas não se pedem, surgem, as maiorias no nosso sistema político, acontecem. Alberto João Jardim já anunciou estar a cumprir o seu último mandato enquanto presidente do governo regional da Madeira, pelos vistos não se importaria de deixar a Vigia um pouco mais cedo para se instalar na Buenos Aires, falta-lhe contudo credibilidade no continente, ainda que o PSD não seja propriamente virgem na colocação de figuras "originais" em lugares de relevo.


24
Abr 08
publicado por António de Almeida, às 21:05link do post | comentar

PSD: Santana Lopes anuncia candidatura à liderança do partido 

-Pedro Santana Lopes avança efectivamente rumo á liderança do partido. Não deixa de ser curioso, a dupla derrotada em 2005, Santana/Portas, procurarem a desforra face a José Socrates. Mas Santana terá em primeiro lugar de vencer Manuela Ferreira Leite, o que não se afigura fácil. Considero contudo um factor positivo de clarificação para o partido a candidatura de P.S.L., que obrigará os militantes do partido a dizerem ao país se preferem política ou circo, como já escrevi anteriormente.


21
Abr 08
publicado por António de Almeida, às 21:05link do post | comentar | ver comentários (3)

PSD: Manuela Ferreira Leite vai candidatar-se à liderança com o apoio de Rui Rio      

        -Já tinha escrito que Manuela Ferreira Leite seria a melhor hipótese dentro do Partido Social Democrata, para apanhar os cacos da desastrosa herança da passagem de Luis Filipe Menezes pela direcção do partido. Personalidade de conhecido rigor, prestigiada dentro do partido, Ferreira Leite poderá recuperar a credibilidade perdida, e conseguir um resultado eleitoral honroso. Para acertar em cheio nas previsões que tenho avançado, faltará a candidatura de Pedro Santana Lopes, ao contrário do que muitos julgam, que Menezes vai avançar, pelo contrário, julgo que ficará resguardado para um embate posterior com Rui Rio, talvez para depois das legislativas.


20
Abr 08
publicado por António de Almeida, às 21:10link do post | comentar | ver comentários (2)

Patinha Antão anuncia candidatura à liderança do PSD

-Não param de surgir candidatos ou proto-candidatos á liderança do PSD. Patinha Antão, coordenador da área económica do partido, próximo de Menezes, anuncia agora candidatura. Ou corre para marcar algum território dentro da área da actual direcção, na hipótese de Menezes não avançar, nem tão pouco Ribau Esteves, embora pessoalmente julgue que Patinha Antão terá inclusivé dificuldades de angariar as assinaturas necessárias para poder formalizar a candidatura.


publicado por António de Almeida, às 09:54link do post | comentar | ver comentários (2)

 Ribau Esteves ainda acredita na recandidatura de Menezes       

        -Poderei estar errado, mas julgo que Menezes estará tentado a não avançar, guardando-se para um duelo após as legislativas com Rui Rio, que é práticamente certo não avançará, Patinha Antão é um fait-divers, Manuela Ferreira Leite espera por um consenso para se poder apresentar, podendo inclusivé provocar as desistências de Pedro Passos Coelho, e quase de certeza a de Aguiar Branco. E Santana Lopes? Alguém já ouviu uma palavra sua, excepto aquela frase no dia seguinte á demissão de Menezes, quando afirmou apoiar o actual lider caso este se recandidatasse? Julgo que Pedro Santana Lopes poderá protagonizar a surpresa. Mas antes de 4ª feira nada ficará clarificado, pelo contrário, a incerteza e a especulação tendem a aumentar.


19
Abr 08
publicado por António de Almeida, às 11:28link do post | comentar | ver comentários (1)
           -Vou agora fazer um pouco, o papel de advogado do diabo. Admitindo qua as lutas fraticidas, independentemente dos cenários, conduzem o PSD a um resultado negativamente histórico, admitamos por exemplo, abaixo de 20%, estaria o CDS-PP em condições de aproveitar tal hecatombe? Julgo que não, em primeiro lugar por estar o partido ainda a pagar junto da opinião pública, aquele regresso de Paulo Portas de forma no mínimo pouco elegante para com Ribeiro e Castro, em segundo lugar, porque a mensagem do partido não passa em parte alguma, não passa na A.R. porque o circo mediático de 15 em 15 dias está montado em torno dos duelos Socrates/Santana, e mesmo nos noticiários, a crise no PSD ocupa toda a agenda noticiosa. Uma eventual implosão do PSD, com o abandono do partido por parte de figuras mediáticas prestigiadas, teria como consequência a criação dum novo partido, o qual iria apoiar-se grandemente na base quer de PSD, quer de CDS-PP, refundando o espaço político da direita portuguesa, um fenómeno que já ocorreu em Espanha há muito tempo, e mais recentemente em Itália, onde aliás, a esquerda poderá agora vir a passar por algo semelhante, face ao enorme revés sofrido pelos partidos tradicionais. No fundo talvez até fosse possitivo clarificar quem é o quê, num partido onde convivem centro-esquerda com centro-direita, sociais democratas com liberais, e falar em programa ideológico será um manifesto exagero, o que explica muitas das contradições e convulsões, pelas quais o partido passou ao longo da História, ficando apenas unido nos momentos de governo, quando existe poder para distribuir, e todos querem o seu quinhão. Tenho para mim, que todos os cenários são possíveis...

18
Abr 08
publicado por António de Almeida, às 08:58link do post | comentar | ver comentários (6)

 

    

       -É chegada a hora dos militantes do PSD clarificarem duma vez por todas, o rumo que pretendem para o partido. Luis Filipe Menezes foi eleito há pouco é tempo, é certo, mas derrotando um líder manifestamente apagado, sem chama nem entusiasmo, que havia sido eleito na expectativa de conseguir arrumar a casa, após o breve mas marcante e inesquecível, periodo de liderança de Santana Lopes. Já começaram as vagas de fundo, procurando reconduzir Menezes, aliás o timing por este escolhido, afinal as directas são já no próximo mês, apanhando todos desprevenidos, não deixam margem para dúvidas, tudo está a postos na actual equipa directiva do partido, para encenar vagas carregando o líder em ombros. A partir de agora, os críticos não têm mais desculpa para recusarem ir a votos, pessoalmente, embora não militante, prefiro nesta altura uma solução capaz de federar as diversas sensibilidades, do que propriamente avançarem vários nomes em simultâneo, dividindo os votos de todos os militantes que não se identificam com a errática liderança de Menezes. Parece-me que Manuela Ferreira Leite seria indubitavelmente uma boa solução, capaz de reorganizar o partido, podendo inclusivé reunir á sua volta um grupo parlamentar credível, e até mesmo retirar a maioria absoluta ao PS. Os militantes serão agora obrigados a escolher, entre alinhar em vagas de fundo que afundam, mantendo figurões como Ribau, Bota, Gomes da Silva, Pedro Pinto, Marco António, entre outros, ou recuperando a credibilidade perdida junto do eleitorado, sem ziguezagues nem populismos, se escolherem a primeira hipótese, muitos votantes habituais, entre os quais eu próprio, escolherão certamente outras alternativas, entre as quais até possivelmente absterem-se.


17
Abr 08
publicado por António de Almeida, às 20:27link do post | comentar
        -Alberto João Jardim afirmou que Aguiar Branco não terá qualquer hipótese de disputar a liderança do partido, afirmando que o PSD é um partido das bases profundas, e não duma certa elite burguesa do Porto. Poderá até ter razão, actualmente é mais importante alimentar vaidades e satisfazer caciques, como prova a recente alteração de posição da direcção do partido em matéria de lei eleitoral autárquica, não hesitando em perder credibilidade política perante o país, para agradar aos presidentes de junta, angariando assim apoios para qualquer eventualidade. Mas nem a todo o país, mesmo a eleitores que votam sempre á direita, agrada o estilo de dirigentes populistas e demagogos, que costumam circular pelas feiras de norte a sul, entronizando-se junto dos assadores de febras e sardinhas no Pontal ou no Chão da Lagoa, onde depois dum jarrinho costumam sair uns insultos aos adversários políticos, por vezes mesmo para dentro do próprio partido. Pessoalmente prefiro nem votar, mesmo sabendo que o resultado da minha opção seria mais 4 anos de governação Socrates, do que contribuir para sentar na 1ª fila do hemiciclo, alguns dos figurões políticos mais bizarros que este país já conheceu.

21
Fev 08
publicado por António de Almeida, às 15:33link do post | comentar | ver comentários (3)
Portugal Diário - PSD quer duas alterações à lei autárquica
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-O PSD é neste momento um partido sem rumo, completamente á deriva, arriscando-se a entrar no anedotário nacional. Esta semana veio Luis Filipe Menezes garantir não encerrar qualquer serviço público durante uma legislatura, poucos meses depois de ter afirmado, que uma vez eleito desmantelaria o estado em apenas 6 meses. Seguiu-se a ruptura do pacto da Justiça, não que eu seja especialmente adepto de pactos de regime, mas os compromissos são para honrar, não podemos estar a acusar o engº Socrates de faltar á palavra na questão do Tratado Europeu, e depois denunciar o pacto de Justiça, sem uma explicação convincente aos portugueses. Agora quer o PSD introduzir alterações na lei eleitoral autarquica, que ele próprio negociou, nem sequer podem invocar a herança de Marques Mendes, e aprovou na generalidade no parlamento. Não estou aqui a tecer considerações sobre a lei, estou mesmo a afirmar que quem necessita alterar comportamento e mudar de vida rapidamente, é mesmo o PSD, que a continuar ao sabor do vento, corre o risco de perder muita da sua base eleitoral. Pessoalmente nunca votaria num partido que apresenta ideias novas e contraditórias semanalmente, sem orientação, sem estratégia. O PSD de hoje não oferece confiança a quem quer que seja, excepção feita aos humoristas, que poderão confiar ter matéria de sobra para se inspirarem enquanto durar a actual liderança do partido.

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