La démocratie donne toute sa valeur possible à chaque homme, le socialisme fait de chaque homme un agent, un instrument, un chiffre. - Alexis de Tocqueville
27
Abr 10
publicado por António de Almeida, às 14:28link do post | comentar | ver comentários (4)

-Já tinhamos percebido. E não será certamente caso único, nem um exclusivo do partido rosa, há mais por aí ocupando lugares na administração, empresas públicas ou participadas. Começam nas jotas, depois é terem a sorte de escolher o padrinho certo.

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19
Jun 09
publicado por António de Almeida, às 11:23link do post | comentar | ver comentários (1)

    -Já tinha percebido que o actual governo se baseia em estimativas, normalmente algo sobrevalorizadas, os resultados é que infelizmente são sempre escassos. Logo no início da legislatura assistimos ao tal défice estimado em 6,83 por cento, com a cumplicidade do comissário político de serviço no Banco de Portugal, agora é Teixeira dos Santos quem estima em 17 mil milhões de Euros os custos de uma eventual falência do BPN, pelo risco sistémico a ela associado. Durante estes quatro anos fomos assistindo a várias outras estimativas, os resultados estimados do plano tecnológico, que não surgem, a aposta nas energias renováveis, que nada produzem, a taxa Robim dos Bosques, que iria combater a especulação no preço dos combustíveis. Sinceramente dispenso novas estimativas, estimo mesmo é que os portugueses dispensem os serviços destes governantes nas próximas legislativas.
 

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12
Jun 09
publicado por António de Almeida, às 12:56link do post | comentar | ver comentários (14)

   -A melhor solução em meu entender para a Lei do financiamento partidário é adiar para a próxima legislatura a resolução de tão delicada questão, por forma a evitar a proximidade de actos  eleitorais, possibilitando uma discussão pública da matéria, sempre algo sensível. O ideal seria mesmo terminar com as subvenções públicas a partidos e candidatos, não faz qualquer sentido financiar actividades políticas com dinheiro dos contribuintes, mas não vi até agora qualquer partido defender uma tal iniciativa.

 

Actualização 13h55 - O seu a seu dono, após comentário a este post de Sérgio Bernardo corrijo, o MMS defende o fim do financiamento público aos partidos políticos. 

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23
Mai 09
publicado por António de Almeida, às 23:27link do post | comentar | ver comentários (4)

 

   -À medida que se aproximam as eleições europeias, o primeiro dos três actos eleitorais até final do ano, aumenta de tom a luta política entre PS e PSD, com troca de galhardetes entre José Sócrates e Manuela Ferreira Leite. Não vou ser original, a frase é antiga, mas parece ser pertinente no ano de 2009 em Portugal, a qual dos dois personagens na foto, aceitaria o caro leitor comprar um automóvel?

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09
Mai 09
publicado por António de Almeida, às 17:11link do post | comentar | ver comentários (6)

   -Elisa Ferreira não pode afirmar publicamente que apenas emprestou o nome à lista de candidatos do PS ao Parlamento Europeu, onde apenas pretende ir assinar o nome, porque na realidade está mais interessada em ocupar a presidência da Câmara Municipal do Porto. No entanto foi esse o teor das afirmações da candidata a ambos os lugares, ontem durante uma visita ao bairro do Viso. Paulo Rangel obviamente aproveitou o deslize.

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08
Mai 09
publicado por António de Almeida, às 13:04link do post | comentar | ver comentários (3)

   -O Presidente da República tem na nova Lei do financiamento partidário uma oportunidade soberana para conquistar a simpatia e apreço dos portugueses, caso opte por vetar, mesmo sabendo que poderá ser obrigado à promulgação caso os partidos, cada vez mais afastados da sociedade portuguesa, decidam contornar o veto com uma maioria qualificada. São cada vez as vozes que se levantam contra a recente aprovação do projecto-lei que aumenta as receitas dos partidos políticos, numa altura em que os contribuintes vêm diminuir as suas. Para cúmulo isto vem logo a seguir à troca de automóveis na A.R., depois admiram-se com a abstenção, e queixam-se da falta de formação cívica dos eleitores.

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07
Mai 09
publicado por António de Almeida, às 09:29link do post | comentar | ver comentários (4)

    -Manuela Ferreira Leite afirmou o óbvio, o Governo confunde-se com o Partido que o apoia. A reacção surgiu por intermédio do malhão ministro da propaganda, Joseph Goebbels Augusto Santos Silva, que acusou a adversária de querer colocar uma mordaça nos dirigentes socialistas, que têm de facto toda a legitimidade para participarem na luta política, algo que ninguém contesta, mas nenhuma para envolverem nas suas campanhas dirigentes de organismos como o presidente da AICEP, Basílio Horta, ou através do Ministério da Educação filmarem crianças a entoar loas ao Magalhães para fins partidários, como aconteceu recentemente em Castelo de VIde.

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06
Mai 09
publicado por António de Almeida, às 10:20link do post | comentar | ver comentários (3)

   -A nova Lei de financiamento dos partidos políticos aprovada por um amplo consenso parlamentar, é um daqueles acontecimentos para lamentar. Numa altura em que pretendem mostrar serviço no combate à corrupção, os partidos da esquerda à direita abriram a porta a financiamentos obscuros, com a desculpa esfarrapada que a Lei anterior penalizava o PCP. A Festa do Avante serve como História do faz de conta, de pretexto para algo bem mais grave, aumentar as receitas dos partidos. As lacunas anteriores poderiam ter sido corrigidas, mas optou-se ir muito para além de resolver falhas como o pagamento das quotas em dinheiro ou receitas obtidas em festas populares. O país não aceita estes comportamentos, depois admiram-se com o afastamento dos cidadãos da política, ou opiniões como "são todos iguais".

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30
Abr 09
publicado por António de Almeida, às 11:28link do post | comentar

    -O PS não pretende constituir o bloco central, o PSD acreditando na sua líder também não, sei que muitos destacados militantes, alguns da chamada oposição interna, nem querem ouvir falar em tal hipótese. Cavaco Silva tem apelado à cooperação estratégica, agora vem o presidente da CIP defender um governo PS/PSD caso não exista maioria na próxima legislatura. Crescem as pressões dos interesses instalados no bloco central.

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19
Abr 09
publicado por António de Almeida, às 01:06link do post | comentar

   -Queiram ou não, o PS e José Sócrates serão mesmo obrigados a discutir questões de política interna, durante a campanha eleitoral para o Parlamento Europeu. Saber quais as consequências que daí podem resultar, no partido do governo, mas também na oposição, em particular no PSD, é outra questão.

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19
Mar 09
publicado por António de Almeida, às 11:36link do post | comentar | ver comentários (1)

   -Nascimento Rodrigues não é Provedor de Justiça? Ninguém pode ficar admirado com a demora, afinal o que são 8 meses para a Justiça portuguesa?

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06
Mar 09
publicado por António de Almeida, às 13:04link do post | comentar | ver comentários (4)

     -Não surpreende a descida do PS nas intenções de voto, o mesmo já não se pode afirmar do PSD, que volta a cair no barómetro Renascença/SIC/Expresso, da responsabilidade da Eurosondagem, hoje divulgado. Já vai sendo tempo de Manuela Ferreira Leite esquecer as teorias conspirativas dos seus conselheiros, e analisar se tem de facto condições para inverter a tendência, ou pelo contrário, mantendo-se na liderança do partido, prefere perder o país, garantindo assim o mais absoluto situacionismo.

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18
Fev 09
publicado por António de Almeida, às 15:16link do post | comentar | ver comentários (4)

    -José Sócrates afasta possibilidade de pacto de regime com o PSD, gostaria que Manuela Ferreira Leite fosse igualmente clara a esse respeito, e principalmente que não venham no futuro a serem invocadas desculpas para faltar à palavra, mesmo que contem com o apoio de Belém. Por mim sou contra o bloco central, já bastam os acordos tácitos que existem, e condicionam o país há mais de 30 anos.

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12
Fev 09
publicado por António de Almeida, às 15:47link do post | comentar | ver comentários (2)

   -O governo já se encontra manifestamente em campanha eleitoral. 2009 não será ano de preocupações com défice ou sustentabilidade com a Segurança Social, o apertar do cinto será retomado em 2010.

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07
Fev 09
publicado por António de Almeida, às 10:29link do post | comentar | ver comentários (1)

     -O Bloco de Esquerda realiza este fim de semana em Lisboa a sua VI Convenção. Na preparação do ciclo eleitoral que se aproxima, os bloquistas procuram ultrapassar o PCP, afirmando-se como 3ª força política no país, objectivo ao seu alcance segundo recentes sondagens nas eleições para o Parlamento Europeu e Legislativas, mas inatingível nas autárquicas, onde terão ainda um longo caminho a percorrer, muito embora possam ver a votação reforçada, conquistando alguns lugares de vereação. Outro grande objectivo será retirar a maioria absoluta ao PS, permitindo assim condicionar a política do executivo, através de acordos pontuais e iniciativas legislativas,  claramente Louçã e seus pares não se pretendem comprometer com a governação do país, sentem existir ainda margem para crescer eleitoralmente fora do poder, a coligação na CML demonstrou que o BE ainda não se sente à vontade nesse capítulo. Da estratégia fará parte uma aproximação a figuras do Partido Socialista, desalinhadas da actual direcção, com vista às autárquicas, é claro o namoro com o objectivo de candidatar Helena Roseta na capital, por forma a não perder na inevitável comparação com o resultado obtido por Sá Fernandes, e a cereja em cima do bolo seria contribuir para uma eventual eleição de Manuel Alegre nas presidenciais, o histórico militante socialista tem dado passos significativos na aproximação e convergência de posições, não esconde o desencanto com a governação, e poderia a partir de Belém condicionar José Sócrates, talvez até mais do que Cavaco Silva, apesar da cooperação estratégica ter claramente terminado. Obviamente que este cenário idílico está longe de ser uma realidade, desde logo derrotar Cavaco Silva não será fácil, nunca um PR perdeu a reeleição, o PCP terá uma palavra a dizer, o seu eleitorado tem permanecido constante, e não é líquido que os comunistas embarquem num caminho que os levaria inevitavelmente a votação residual. Mais difícil terá sido ultrapassar a queda do muro de Berlim e o colapso da URSS, muitos apontavam que o país caminharia inexoravelmente para a bipolarização, no entanto o PCP sobreviveu, estabilizou a descida eleitoral que vinha registando, e não será agora às mãos do BE, que a sua já longa história conhecerá o fim.

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06
Fev 09
publicado por António de Almeida, às 11:49link do post | comentar | ver comentários (1)

    -Deram que falar as palavras proferidas por Edmundo Pedro, afirmando existir medo no PS, sobre as quais ontem escrevi. A melhor interpretação do significado da declaração do histórico militante socialista, partiu de Manuel Alegre, não existe medo de ser preso, nem ficar sem liberdade, mas de perder um lugar nas listas, não ver o filho ser contratado para um cargo já apalavrado com o autarca, medo sim, mas do aparelho. O clientelismo no seu pior, e sinceramente, alguém está verdadeiramente interessado em mudar algo? Teriam de virar a República de pernas para o ar, reduzir o Estado, emagrecendo a administração, o que não interessa aos partidos políticos. Pelo contrário, perfilam-se no horizonte oportunidades de novos jobs for the boys graças ao súbito consenso pela regionalização.

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24
Jan 09
publicado por António de Almeida, às 09:53link do post | comentar

     -Estes dois projectos foram licenciados por governos de gestão. Aqueles que tanto protestaram pelo facto de Telmo Correia ter despachado a questão do Casino de Lisboa,

não terão agora uma palavrinha a dizer sobre o facto do ministro do ambiente de António Guterres ter assinado a alteração da ZPET a 3 dias das eleições, pemitindo licenciar este projecto?

     -Bem me queria parecer que existiria qualquer interesse por detrás da súbita urgência em discutir a questão do casamento homossexual, talvez desviar atenções.

 

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05
Jan 09
publicado por António de Almeida, às 21:42link do post | comentar | ver comentários (4)

      -Os entrevistadores da SIC, em particular José Gomes Ferreira procuram colocar a José Sócrates questões relevantes, mas o primeiro-ministro consegue passar a entrevista sem responder rigorosamente nada, nomeadamente as principais questões económicas, desde a nacionalização desnecessária do BPN à Quimonda, das infra-estruturas anunciadas com pompa e circunstância ao salvamento de empresas, da política fiscal às linhas de crédito, nada, mas mesmo nada. Sobre a avaliação de professores ficámos a saber que o processo irá continuar, falou de insucesso escolar, mas tal como nos temas económicos, também aqui Sócrates nada disse. Sobre Manuel Alegre, a conversa do costume, também aqui nada de novo, mais uma vez sem responder às perguntas. Boa imagem, gravata bem escolhida, retórica quanto baste não hesitando em utilizar demagogia, face à completa nulidade que são as lideranças dos partidos da oposição capazes de formar governo, José Sócrates não terá dificuldades em vencer as próximas legislativas, muito provavelmente com maioria absoluta. Pobre Portugal!

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27
Dez 08
publicado por António de Almeida, às 09:40link do post | comentar | ver comentários (4)

     -O PS liderado por José Sócrates tem governado claramente ao centro, procurando disputar o eleitorado flutuante que alterna entre os dois maiores partidos, o que permitiu por outro lado algum espaço de crescimento à sua esquerda nos partidos mais radicais. Com Manuela Ferreira Leite na liderança do PSD, os sociais democratas procuram reconquistar o espaço ocupado pelos socialistas, sem o conseguirem a julgar pelas sondagens, muito pela postura de autoridade, firmeza e liderança que Sócrates oferece, por contraponto às intrigas constantes e guerrilha permanente, que duram há já vários anos. Pressionado com a ameaça de cisão por parte da sua ala esquerda, o PS está neste momento perante um dilema, uma verdadeira encruzilhada, se opta por atender o seu espaço natural e histórico perderá o centro sem garantias de reconquistar a esquerda, para manter será natural uma progressiva deslocalização à direita, mas aí será inevitável a cisão. Não se pense porém que o PSD estará melhor, procurando impedir o crescimento dos socialistas, são cada vez mais os eleitores à direita que não se revêem nos sociais democratas, com a agravante do cada vez mais narcísico CDS/PP não ser alternativa com o mínimo de credibilidade. O ideal no nosso actual sistema político seria não uma, mas duas cisões, uma à esquerda outra à direita, que permitiria todo um novo jogo de equilíbrio.

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06
Dez 08
publicado por António de Almeida, às 20:14link do post | comentar | ver comentários (4)

    -Manuel Alegre como primeiro-ministro, Francisco Louçã nas finanças e Jerónimo de Sousa na administração interna seria um cenário para uma bom filme, não sei se deveria catalogá-lo como comédia ou terror, mas certamente que nunca passará de ficção, ainda bem pois o país não sobreviveria a novo PREC.

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