La démocratie donne toute sa valeur possible à chaque homme, le socialisme fait de chaque homme un agent, un instrument, un chiffre. - Alexis de Tocqueville
31
Out 08
publicado por António de Almeida, às 17:34link do post | comentar | ver comentários (17)

      -Em qualquer manifestação onde se unem movimentos, existem naturalmente diversas motivações, ainda que sob um qualquer denominador comum. Os professores defendem a suspensão do actual sistema de avaliação, muitos estarão certamente de boa fé, apenas contra um método excessivamente burocrático, que obriga a relatórios inúteis e desvia os docentes da sala de aula que é o lugar onde pertencem. Mas vamos falar claro, muitos professores estão na realidade contra qualquer método de avaliação, preferindo um sistema de progressões automáticas na carreira mediante antiguidade. Nada mais retrógrado, em qualquer profissão existem bons e maus, os professores não constituem excepção, não é justo que o absentismo, a falta de dedicação e a mediocridade tenha o mesmo valor que o profissionalismo  e a excelência. Desde logo é injusto para com os bons, e principalmente para com os alunos, a educação existe para formar pessoas, não para dar coutada a uma corporação. Estou de acordo que este modelo de avaliação possa ser aperfeiçoado, desde que os professores aceitem partir do princípio que terá de existir uma avaliação, que permita separar o trigo do joio.


29
Out 08
publicado por António de Almeida, às 15:22link do post | comentar | ver comentários (3)

     -Mais uma vez as escolas privadas ocupam os primeiros lugares no ranking, apenas a D.Maria em Coimbra aparece em 17º lugar. O facilitismo dos exames foi igual para todos, enquanto na escola pública os professores perderam autoridade, são desrespeitados por alunos e encarregados de educação, têm de aturar nas aulas toda a espécie de bardinagem e arruaceiros pouco interessados em aprender, prejudicando outros, no privado tal não acontece, só está quem quer, disciplina é uma palavra com significado. Outros factores como o absentismo e greves não deixam de contribuir de forma mais ou menos acentuada para os maus resultados do ensino público. Enquanto não for permitido às escolas escolher livremente o seu corpo docente, e remunerar de forma diferenciada os seus professores de acordo com o desempenho obtido, continuará a prevalecer a mediocridade. Depois seria necessário que o financiamento da própria escola variasse em função dos resultados, chama-se gerir por objectivos, algo que sindicatos e alguns menos capazes não apreciam, mas que acabaria com feudos e coutadas, para além de premiar os verdadeiros profissionais.

 

Adenda: O CNE aponta precisamente no caminho errado.


07
Out 08
publicado por António de Almeida, às 09:20link do post | comentar

      -Alguém que tenha folheado ainda que superficialmente as páginas de qualquer manual de gestão, percebe que avaliar não significa reuniões constantes, formulários complexos, e critérios duvidosos. Avaliar significa tão somente, explicar objectivos, aferir ao longo do tempo o empenho do profissional na obtenção das metas, e conferir no final os resultados alcançados. Quando falamos de educação em Portugal, o sistema nunca é tão simples, por estar viciado à partida pelas regras do eduques, não existem exames, os alunos não podem chumbar, os maus professores continuarão a ser professores, os bons professores, se não pertencerem ao quadro, poderão ser deslocalizados ou nem sequer colocados, a escola não tem uma palavra a dizer na escolha do seu próprio corpo docente, apesar da tão propagandeada vontade reformista do governo, a educação em Portugal não poderá ser avaliada positivamente.


10
Set 08
publicado por António de Almeida, às 09:51link do post | comentar | ver comentários (7)

        -Um novo ano escolar que começa, com os velhos problemas e vícios do sistema, apesar de alguns aspectos positivos, como a introdução duma avaliação dos professores, sempre é preferível um mau modelo de avaliação do que avaliação nenhuma, e que as promoções na carreira sejam obtidas pelo mérito, e não por antiguidade, a gradual substituição dos orgãos colegiais pela figura do sr. Director, gosto de pensar que os resultados positivos ou negativos, têm um rosto que podemos responsabilizar, em lugar do péssimo hábito da culpa, morrer sistematicamente solteira. Claro que continuam a existir problemas ao nível das instalações, apoios pedagógicos aos alunos, e outras lacunas que regularmente são apontadas, nomeadamente pelos professores, cujo papel não pode de forma alguma ser menosprezado. Mas a sua voz deverá ser ouvida escola a escola, caso a caso, e não de forma corporativa através de sindicatos. O pior será mesmo a continuação da falta de exigência, tendo por objectivo o aproveitamento da totalidade dos alunos, o que ao longo dos anos se tem traduzido pela formação de inadaptados ao mercado de trabalho, engrossando as listas do desemprego, motivados pelo pudor em introduzir exames, mas também a falta de autonomia das escolas na escolha do seu corpo docente. Falta coragem ao poder político para afrontar o excessivo poder sindical, em particular da CGTP através da sua correia de transmissão FENPROF, que procuram manter a coutada que detêm no ensino público, para utilizar com os mais diversos objectivos políticos, o que tem sido prática habitual ao longo dos anos, também aqui, nada de novo devemos esperar.


08
Mar 08
publicado por António de Almeida, às 12:05link do post | comentar | ver comentários (3)
-Realiza-se hoje uma manifestação de professores em Lisboa, contra a política de educação do governo, em particular contra a ministra Maria de Lurdes Rodrigues. Os sindicatos contestam o modelo de avaliação proposto pelo governo, mas ainda não vi por parte dos sindicatos, ou de qualquer partido da oposição, a apresentação dum modelo alternativo ao proposto pela ministra, o que me leva a concluir, que apesar de todos afirmarem considerarem necessária a existência de avaliação, o ideal seria mesmo continuar tudo como dantes. Também não concordo com o actual modelo de funcionamento escolar, centralizado, preferia uma autonomia das escolas, na contratação pelas mesmas do seu corpo docente, na avaliação face aos resultados obtidos, nomeadamente através de exames nacionais. A escola é paga pelos contribuintes, é suposto que os mesmos obtenham retorno do investimento, não conheço outra forma de medir os resultados, que não em exames nacionais, extraindo daí todas as consequências inerentes, quer á avaliação da própria escola, dos seus responsáveis ou do seu corpo docente. Dos sindicatos nada há a esperar, entrincheirados na defesa dum modelo de escola pública, responsável pelo insucesso á vista de todos das últimas décadas, isto apesar de Portugal ser dos países que mais investe per capita na educação, mas investe mal, obtendo pouca produtividade. Dos partidos da oposição, pelos vistos também não poderemos esperar muito mais, face a tanta contestação vivida neste sector nos últimos tempos, não teriam já tido oportunidade, para apresentar ao país uma proposta alternativa á do governo? Ou será mais fácil cavalgar a demagogia sindical?

28
Jan 08
publicado por António de Almeida, às 15:44link do post | comentar | ver comentários (2)
PUBLICO-Divulgadas fichas de avaliação de desempenho dos professores


-Correndo o risco de estar a escrever este comentário, sem conhecer o conteúdo efectivo da ficha de avaliação de professores, merecem-me desde já um comentário as críticas da FENPROF, pelos vistos estes srs gostariam que continuasse tudo no regabofe habitual, onde os bons se misturam com os maus, progredindo na carreira por antiguidade e não por mérito. A existência de fichas significa o estabelecimento de objectivos concretos, que todos os professores, sindicalizados ou não, tomarão conhecimento, pelo que a partir de agora passam a saber com o que contam, desaparecendo a carga de subjectividade que serve sempre para camuflar eventuais compadrios. Como é óbvio cabe ao ministério a definição dos critérios, tendo por base uma opção política, certa ou errada poderemos depois discuti-la, sendo sempre possível que os sindicatos possam, assim o queiram, apresentar propostas de aperfeiçoamento das mesmas, nomeadamente se tal contribuir para dignificar a carreira docente. Agora ameaçar recorrer aos tribunais, porque uma ficha de avaliação de desempenho não foi discutida com um sindicato, parece-me um absurdo, nenhuma entidade, pública ou privada, tem de negociar critérios de avaliação com os seus trabalhadores, avalia e pronto, existindo sim o dever de dar a conhecer á partida quais os critérios, para que exista transparência nas avaliações, e caso tal não venha a suceder, aí sim, deverão os sindicatos exigir garantias de equidade nas avaliações entre os seus associados. A bem de todos, nomeadamente dos bons professores e do ensino em geral.

14
Jan 08
publicado por António de Almeida, às 10:07link do post | comentar | ver comentários (5)
J.N.-Gestão colegial das escolas despede-se em polémica

-Porque não acredito em orgãos de direcção colegiais, estou completamente de acordo com a instituição da figura do Director, nas escolas deste país. É o princípio da responsabilização, se existe alguém responsável, temos um rosto que podemos culpabilizar pelos problemas, ou atribuir os louros pelo sucesso alcançado, mas uns breves reparos, que o Director da escola não venha a ser considerado um cargo de confiança política, todos nos lembramos do triste episódio do centro de saúde de Vieira do Minho, bem sei que o ministério é outro, mas o governo e o partido que o suporta, são os mesmos, e apesar de tal cargo ser alcançado através de eleição, estando os municípios envolvidos no processo, tudo é possível, em segundo que se dignifique a carreira docente, não existe política educativa bem sucedida, sem ou contra os professores, pelo que não poderão ser excluidos deste processo, julgo que o Conselho Geral das escolas deveria também ele ser presidido por professores, e não por pais, menos ainda por representantes do poder autarquico, que servem uma lógica eleitoralista. O reforço da autoridade dos professores, a formação contínua dos mesmos, a progressão na carreira, eventual introdução de mecanismos remuneratórios que premiassem os resultados obtidos, os quais naturalmente só poderiam ser aferidos em exames nacionais, são caminhos que deveriam a meu ver ser seguidos, porque não existe um Portugal com futuro, sem sucesso na educação.

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