Avenida da Liberdade acolhe manifestação promovida pela CGTP
-Percebo a necessidade da CGTP em manter uma contestação permanente aos sucessivos governos, trata-se de satisfazer uma clientela política para quem está sempre tudo mal, culpabilizando terceiros pelas frustrações ou insucessos. Mas gostaria um dia de conseguir perceber o que defende Carvalho da Silva, de que forma conseguiria ele resolver os problemas do país, acabando com a precaridade? sim, mas se a empresa falir onde é que fica a segurança dos trabalhadores? aumentar os salários? de acordo, mas não será necessário aumentar a produtividade e gerar riqueza para poder redistribui-la? exigir ao estado que garanta serviços sociais de qualidade, com caracter universal e gratuitos? com que dinheiro? pretenderá aumentar impostos? se sim, até que limite? não me venham com a conversa da treta sobre as grandes fortunas, mesmo que isto fosse um país sem lei, como conseguiram em 1975 durante o inenarrável PREC, além de roubarem uns quantos bens e propriedades, o melhor que conseguiram foi afugentar de Portugal o pouco espírito empreendedor e a livre iniciativa, resultando daí para voltar a colocar o país nos eixos o apertar do cinto e as terapias económicas impostas pelo FMI, para controlar o défice, a inflação e a dívida pública. Ou pensarão estes srs ser possível não ligar pevide ao défice, contrair dívida para pagar despesa pública? quem pagaria? as gerações futuras? e quem estaria disposto a emprestar o dinheiro já que o país não gera riqueza necessária para tamanho regabofe? O Chavez? Deixemo-nos de utopias e amanhãs que cantam, vamos mas é ao trabalho, eu pelo menos é o que faço, porque tenho pena, mas não sou rico.
Adenda: tenho de reconhecer a capacidade de mobilização da CGTP, segundo a polícia estiveram 200 mil pessoas nas ruas de Lisboa, mas uma coisa é reconhecer que existe descontentamento, outra bem diferente é encontrar propostas alternativas á governação, não basta afirmarem-se de esquerda ou serem do contra.