-A Apifarma manifesta preocupação pela redução de 30 por cento no preço dos medicamentos genéricos. Como os percebo, as empresas farmacêuticas cresceram ao longo dos anos através de vendas ao SNS, todo o seu investimento marketing e merchandising foi orientado para os médicos, o PVP nunca foi definido numa lógica de concorrência como a totalidade dos sectores económicos, mas reflectindo os investimentos realizados, grande parte de ética duvidosa. Por outro lado as margens de comercialização das farmacêuticas permitirão realizar ajustes necessários que as levem a manterem-se competitivas, reduzindo o preço nos medicamentos de marca, para manterem quota de mercado. O problema do funcionamento em toda a área da saúde, incluindo naturalmente as farmacêuticas, é a falta em Portugal duma verdadeira cultura de mercado, orientada para o consumidor, a génese do problema está no estado. O status quo interessa a muitos, pelo que ao longo dos anos, qualquer tentativa de reforma encontrou sempre resistencias de cariz corporativo.