-Tenho sérias dúvidas quanto á necessidade do estado manter uma estação pública de televisão. Aceitando como válida que a prestação de serviço público não obedece a critérios de audiência, o que levaria o mercado a desinteressar-se, não vejo impossibilidade na contratualização de tal serviço com as estações emissoras, através de concurso público. Posso ainda recordar que o mercado de televisão não é liberalizado, pelo menos em sinal aberto, onde o estado atribui licenças, e poderá incluir clausulas na atribuição das mesmas, sendo depois uma questão a valorizar com os operadores. Na realidade portuguesa a RTP1 não presta qualquer serviço público, "Dança comigo", "Operação triunfo", "Quem quer ser milionário", Praça da alegria", "Prós e contras" entre outros, disputam palmo a palmo audiências com os operadores privados, mas a partir do próximo mês de Agosto a estação pública irá ver a sua grelha de programação substancialmente reforçada com a transmissão dos jogos de futebol da I liga, os quais também não poderão ser classificados como serviço público, através dum negócio com a SPORT TV cujos contornos ainda não são totalmente conhecidos. A existir hoje verdadeiro serviço público na RTP está na 2, o tal que defendo poderia ser contratualizado com privados.