-O ministro da finanças Teixeira dos Santos manifesta preocupação pelos inevitaveis efeitos que a subida das taxas de juro terão no dia a dia dos portugueses. Esquece-se o ministro que faz parte dum governo que aumentou impostos, continua diariamente a arrecadar receitas através do ISP, que incide de forma percentual no preço dos combustiveis, decretou há uns meses o final da crise e a retoma do crescimento económico, pelos vistos terá feito um diagnóstico manifestamente exagerado, não preparando o país para enfrentar os tempos que correm, sabendo-se que a nossa economia nunca poderia escapar á conjuntura internacional que era previsivel há pelo menos um ano. Felizmente que já não existe o escudo, com o actual governo já teriamos visto a moeda desvalorizada sistematicamente para criar uma ilusão, o BCE pelo menos não obedece ao poder político, como pretendem alguma esquerda, acompanhados por Sarkozy e Berlusconi, o populismo elevado ao expoente máximo. Não estou contudo afirmando que defendo a subida das taxas de juro, tenho até sérias dúvidas a esse respeito, o FED tomou opção contrária, estou apenas afirmando que a política económica é assunto demasiado sério para ser deixado aos interesses eleitorais, a Alemanha, mais rigorosa e séria nestas matérias também manifestou reservas quanto á decisão de Trichet e seus pares. Parece-me contudo evidente que o melhor caminho para Portugal não é investir em betão, mas libertar os contribuintes, individuais e empresas de alguma asfixia fiscal, por forma a estimular algum consumo, e permitir continuar o investimento, sem o qual não existe riqueza nem criação de emprego.