-Como escrevi anteriormente, ao ceder á pressão dos camionistas o governo abriu a porta a todas as classes e interesses sectoriais para procurarem através da união fazerem uma demonstração de força apresentando um caderno reivindicativo. Os proprietários de reboque, sem capacidade de paralisarem o país, mas únicos prestadores do serviço de assistência em viagem a todos quantos possuem automovel, normalmente contratados pelas seguradoras, deram um exemplo de civismo e associativismo, em primeiro lugar porque não provocaram qualquer prejuízo a quem nada tinha que ver com o caso, em segundo porque o aumento de preços que pretendem não é para ser pago pelo contribuinte, mas pelo seu cliente, as seguradoras, ainda que o mesmo possa mais tarde vir inevitavelmente a ser suportado pelos segurados. Este era o caminho que deveriam ter seguido pescadores e camionistas, queriam paralizar eram livres de o fazer, não precisavam era de vandalizar nada, nem ameaçar ninguém, a conta não tinha de ser apresentada ao governo mas aos seus clientes, que não teriam alternativa em pagar a factura se não encontrassem no mercado outros pescadores a vender mais barato ou camionistas dispostos a baixar o preço do frete. Não estou a defender que outros sectores da economia venham protestar, mas se o fizerem sigam o exemplo dos rebocadores, para se lutar por objectivos não é necessário que pessoas de bem se transformem em vandalos.