-O Estado é por um lado demasiado rígido na sua relação com os cidadãos e pequenas ou médias empresas, já quanto às grandes empresas, em particular no sector financeiro, estamos conversados.
-O Estado é por um lado demasiado rígido na sua relação com os cidadãos e pequenas ou médias empresas, já quanto às grandes empresas, em particular no sector financeiro, estamos conversados.
-Quem disse que a crise quando nasce é para todos? Com imaginação o governo não só escapa aos efeitos da crise como consegue um ganho de 20 milhões para a administração central, conseguidos sobretudo á custa das autarquias. Enquanto isso por esta hora as petroliferas já devem procurar também elas uma solução imaginativa que as compense da perda de receita provocada pelo imposto extraordinário que o governo de forma selectiva criou sobre potenciais lucros extraordinários, o que levanta a meu ver algumas duvidas constitucionais e morais. No final o contribuinte continuará a suportar os efeitos da crise e o governo com as suas contas organizadas e o défice controlado avançará para o programa de mega-investimentos.
-José Socrates esteve bem na entrevista televisiva, perante perguntas relativamente faceis, já no conteúdo não disse nada de novo, para o primeiro-ministro todas as responsabilidades da actual situação económica que o país vive são de responsabilidade externa, o país necessita mesmo do megalómano programa de obras públicas que se avizinham, não existem opções políticas diferentes do rumo que o governo traçou para o país. Nenhuma reforma foi concretizada, a redução do défice foi obtida á custa do aumento de impostos, a carga fiscal não é suportavel, mas José Socrates considera uma aventura reduzi-los em 2009. Se o PS voltar a ganhar as legislativas, podemos esperar a continuação da actual situação económica, reformas adiadas, o país continuará na cepa torta.
"A reunião foi positiva” admitiram aos jornalistas António Lóios e Silvino Lopes, pelo que será previsivel que depois de ter cedido nas avaliações de professores, ter remodelado Correia de Campos para agradar á esquerda do PS, ter permitido e pactuado com actos de vandalismo protagonizados por armadores e pescadores, acedendo pelo menos a parte das reinvidicações, o governo prepara-se agora para recuar á frente de sinistros piquetes de greve, reduzindo o preço das portagens nas auto-estradas, compensando obviamente as concessionárias com verbas provenientes dos outros contribuintes, incentivando fiscalmente com subsídios a modernização das frotas dos transportadores, imaginem só quem pagará a factura. O sinal que o governo envia é de que o poder caiu na rua, muito embora o prineiro-ministro afirme não se impressionar com manifestações e números dos protestos, a realidade é que mostra precisamente o contrário. Srs. agricultores, taxistas, e todos quantos estejam com dificuldades na vossa actividade económica, aproveitem agora, o governo paga com o dinheiro de todos nós, é uma questão de serem capazes de fazerem barulho e bloquearem umas estradas, também podem atirar umas pedras para despacharem a questão mais rapidamente.
-Adenda: antes do jogo de Portugal os sinais eram positivos, depois do jogo parece que finalmente chegaram a acordo.
Teixeira dos Santos recusa ceder à reivindicação dos taxistas de acesso a gasóleo profissional
-Colocar o cidadão de Chaves, Bragança ou Vila Real a subsidiar os taxistas de Lisboa parece-me uma péssima solução. Apesar que já existe gasóleo profissional, o agrícola, o qual também tem a sua quota parte de contribuição para alguns dos problemas que afectam a Humanidade, como a escassez de alimentos em cuja origem está uma parte das políticas protecionistas e subsídios da U.E. e EUA. O princípio dos subsídios é sempre mau, convém relembrar que para alguém usufruir outros terão de pagar. Se o governo quiser mesmo estimular a economia, torná-la mais competitiva tem um único caminho, aliviar a carga fiscal, neste caso o ISP.