La démocratie donne toute sa valeur possible à chaque homme, le socialisme fait de chaque homme un agent, un instrument, un chiffre. - Alexis de Tocqueville
19
Set 09
publicado por António de Almeida, às 16:41link do post | comentar | ver comentários (3)

   -O professor Anacleto Louçã parece ter perdido as boas graças da comunicação social, passando a ser escrutinado, e logo apareceram falhas, afinal o BE está longe da perfeição, é apenas um partido político como qualquer outro, feito por pessoas com defeitos e virtudes. Após descobrirmos que o programa eleitoral prevê algumas bizarrias como a proibição de rodeos ou taxa sobre utilização de telemóveis, agora também ficámos a saber que num mercado todos os vendedores são iguais, excepto as peixeiras que não podem ser levadas a sério, não merecendo por isso umas palavras de tão ilustre visitante. Mais grave a meu ver será o facto do dirigente bloquista possuir investimentos em PPR, que tanto critica, não é comparável a alguém que discorda do SNS ou do ensino público, ser assistido num hospital do Estado ou frequentar a escola pública, que somos obrigados a pagar através dos nossos impostos, ficando com direito à sua utilização, ao passo que Francisco Louçã subscreveu os PPR de forma voluntária, quando tinha à sua disposição vários outros investimentos, mas lá diz o ditado, faz o que te digo...

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26
Jul 09
publicado por António de Almeida, às 21:30link do post | comentar | ver comentários (4)

    -Sucedem-se os desmentidos no Partido Socialista ao alegado convite feito a Joana Amaral Dias. Ainda que tenha manifestado anteriormente dúvidas na palavra do PM, a realidade é que neste se impõe ouvir de viva voz, a antiga deputada e dirigente bloquista, narrar a sua versão dos acontecimentos, para além de que terá de ser absolutamente convincente nas acusações, sob pena de se virar o feitiço contra o feiticeiro.

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22
Jun 09
publicado por António de Almeida, às 16:15link do post | comentar | ver comentários (3)

   -O Bloco de esquerda, partido que reclama para si uma diferente forma de estar na política, não consegue melhor nas presidenciais, que apoiar um militante de outro partido? Pelo menos na primeira volta, seria de esperar outra postura, mas Louçã tem um objectivo, muito para além da eleição presidencial, condicionar politicamente PS e PCP, os primeiros por já terem sido derrotados anteriormente pelo seu histórico militante, facto que não desejam de forma alguma repetir, encurralando os comunistas, principal adversário político, que teriam dificuldade em impedir uma convergência vitoriosa da esquerda, mas que pouco ou nada têm a ganhar com a jogada táctica de Louçã, bem pelo contrário, alimentada pela vaidade e orgulho de Manuel Alegre, sejamos claros, é disso que se trata. Nesta equação convém no entanto não subestimarem o PCP, partido que já enfrentou tempos mais difíceis, a seguir à queda do muro de Berlim, e sobreviveu.

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06
Mai 09
publicado por António de Almeida, às 09:09link do post | comentar | ver comentários (1)

   -Os factos são o que são, as imagens passaram, não há como negar a evidência. Vital Moreira é considerado traidor para muitos comunistas, por se ter desvinculado do PCP e aproximado do PS, partido no qual não milita, o BE conta nas suas fileiras com vários antigos militantes comunistas, que também existem no PSD e julgo que até no CDS/PP, como deverão tais personalidades ser classificadas? Nos incidentes da manifestação da CGTP no passado dia 1º de Maio, das pessoas que envolveram o cabeça de lista do PS às eleições europeias, até agora nem um sequer foi identificado como militante comunista, no entanto o BE já não poderá dizer o mesmo, embora Délio Figueiredo não tenha ido além das palavras. Como escrevi na altura o problema foram mesmo as reacções, enquanto o PCP procurou justificar o injustificável, enredando-se numa gestão desastrosa do episódio, o BE desvalorizou o mesmo, demarcando-se. Para a opinião pública passou a ideia que o PCP estará por trás dos acontecimentos.

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24
Mar 09
publicado por António de Almeida, às 23:49link do post | comentar | ver comentários (3)

    -Ainda não vi o Bloco de Esquerda defender a saída de Portugal da União Europeia, onde como sabemos existe liberdade de circulação de pessoas, bens e capitais. Na adaptação que o Esquerda.net faz do polémico anúncio da Antena 1, a locutora informa o Rui que o patrão o despediu, tal como aos restantes trabalhadores por ter deslocalizado a produção para a Eslováquia. Expliquem-me a diferença entre a crítica subliminar à transferência de empresas entre países comunitários, não estamos a falar de deslocalizar para um país onde a mão de obra seja paga ao preço da banana, em trabalho sem direitos, ou dos british jobs for british workers. O caso é mais grave do que as gafes de Manuela Ferreira Leite, que ao menos se referiu a países exteriores à U.E., muito perto da xenofobia, ainda que possa ser considerado um deslize.

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08
Fev 09
publicado por António de Almeida, às 13:17link do post | comentar | ver comentários (1)

     - Não surpreende a vitória esmagadora da lista encabeçada por Francisco Louçã à mesa nacional do Bloco de Esquerda, da qual ficou excluída Joana Amaral Dias, ainda que o líder dos bloquistas tenha afirmado continuar a contar com a sua colaboração. Sondagens recentes apontam para uma subida eleitoral, não seriam expectáveis convulsões internas, as divergências ficam para mais tarde, neste particular o BE è cada vez mais um partido igual a outros, no que à lógica do funcionamento diz respeito. Sobre o conteúdo das posições políticas, nomeadamente convergência com Manuel Alegre, e acordos para autarquias, mantenho no essencial o que escrevi ontem.

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07
Fev 09
publicado por António de Almeida, às 22:36link do post | comentar | ver comentários (3)

 

 

Vídeo via 31 da Armada

 

 

   -O vídeo assinala 10 anos de existência do Bloco de Esquerda, apresentando vários momentos e intervenções dos seus mais destacados dirigentes. Joana Amaral Dias, antiga deputada e uma das mais destacadas figuras não aparece, estará a ser apagada da história desta força política?

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publicado por António de Almeida, às 10:29link do post | comentar | ver comentários (1)

     -O Bloco de Esquerda realiza este fim de semana em Lisboa a sua VI Convenção. Na preparação do ciclo eleitoral que se aproxima, os bloquistas procuram ultrapassar o PCP, afirmando-se como 3ª força política no país, objectivo ao seu alcance segundo recentes sondagens nas eleições para o Parlamento Europeu e Legislativas, mas inatingível nas autárquicas, onde terão ainda um longo caminho a percorrer, muito embora possam ver a votação reforçada, conquistando alguns lugares de vereação. Outro grande objectivo será retirar a maioria absoluta ao PS, permitindo assim condicionar a política do executivo, através de acordos pontuais e iniciativas legislativas,  claramente Louçã e seus pares não se pretendem comprometer com a governação do país, sentem existir ainda margem para crescer eleitoralmente fora do poder, a coligação na CML demonstrou que o BE ainda não se sente à vontade nesse capítulo. Da estratégia fará parte uma aproximação a figuras do Partido Socialista, desalinhadas da actual direcção, com vista às autárquicas, é claro o namoro com o objectivo de candidatar Helena Roseta na capital, por forma a não perder na inevitável comparação com o resultado obtido por Sá Fernandes, e a cereja em cima do bolo seria contribuir para uma eventual eleição de Manuel Alegre nas presidenciais, o histórico militante socialista tem dado passos significativos na aproximação e convergência de posições, não esconde o desencanto com a governação, e poderia a partir de Belém condicionar José Sócrates, talvez até mais do que Cavaco Silva, apesar da cooperação estratégica ter claramente terminado. Obviamente que este cenário idílico está longe de ser uma realidade, desde logo derrotar Cavaco Silva não será fácil, nunca um PR perdeu a reeleição, o PCP terá uma palavra a dizer, o seu eleitorado tem permanecido constante, e não é líquido que os comunistas embarquem num caminho que os levaria inevitavelmente a votação residual. Mais difícil terá sido ultrapassar a queda do muro de Berlim e o colapso da URSS, muitos apontavam que o país caminharia inexoravelmente para a bipolarização, no entanto o PCP sobreviveu, estabilizou a descida eleitoral que vinha registando, e não será agora às mãos do BE, que a sua já longa história conhecerá o fim.

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