As lutas de libertação evoluíram para novas realidades...
Lutas de libertação? Isto é barbárie, pura e simples. O mundo não pode pactuar com isto.
Também dizíamos o mesmo dos terrorista nas nossas ex-colónias, depois tivemos que acertar o passo.
Mas esses não eram terroristas, ainda que alguns massacres no início tenham sido actos de verdadeira selvajaria, que levaram depois a uma resposta na mesma linha por parte da nossa tropa. Julgas que os russos irão agora ficar quietos?
Isso dizes tu hoje, mas na altura eram terroristas... depois, mais tarde, acertámos o passo.
O Cáucaso é um barril de pólvora e os russos ao invés de utilizarem água, optam por regar o rastilho com gasolina. Depois é claro os fanáticos líderes das guerrilhas vingam-se nos inocentes pelos erros cometidos pelos responsáveis políticos russos.
O que levará duas mulheres/bomba, a assassinarem inocentes?
Serão loucas?
A juntar a essa gentinha nojenta, junte-se os pedófilos, os gangs, os proxenetas, os ladrões, violadores, raptores, traficantes de droga e carne humana.
Vivemos num mundo cada vez mais obscuro.

Em abstracto estou de acordo consigo. O problema é depois na prática saber quem classifica quem de terrorrista; por exemplo, são os israelitas ou os palestinianos os terrorristas? E na Tchetchénia os russos que violam, matam, pilham são também eles terrorristas ou só os fundamentalistas islâmicos?
Julgo que concordará que terroristas são aqueles que atacam alvos civis. Alguns actos que descreve podem cair na classificação de crimes de guerra. Isso é mais ou menos consensual.
Concordo perfeitamente, António, embora Dresden fosse um alvo civil e o bombardeamento nem na categoria dos crimes de guerra tenha entrado.
Também é certo que a Convenção de Genebra se aplica apenas aos combatentes regulares (leia-se, exército), mas os princípios do direito natural aplicam-se universalmente no campo de batalha.
Mas, e que isto fique bem claro, não aplaudo, nem apoio, nem simpatizo com este tipo de atentado.
Completamente de acordo.
Agora, como refere muito bem o comentador Ferreira-Pinto, podemos discutir o conceito de terrorista?
Vítimas inocentes são sempre as primeiras e as mais numerosas em qualquer, repito, qualquer conflito violento.
A violência nunca tem justificação... venha ela de onde vier. Não existem guerras "boas" ou "justas" e guerras "más" ou "injustas": todas as guerras são más e injustas.
De acordo, mas concordará que por vezes as guerras são necessárias, sem procurar grande polémica refiro a WWII, era necessário travar Hitler.
Era necessário travar Hitler? Sim, é verdade.
Era necessária uma Guerra Mundial para o fazer? Duvido.
A derrota de Hitler começou por suas próprias mãos, no momento em que decidiu ampliar ainda mais o conflito e invadir a Rússia. Custa até a crer que o indivíduo não conhecesse a lição histórica do outro belicista europeu furioso, Napoleão.
Também era necessário travar o Japão. Sim, é verdade.
Era necessário fazer explodir a bomba atómica para atingir esse fim? A maior parte dos especialistas na 2ª Guerra Mundial são unânimes em dizer que não.
Os ingleses usam um provérbio muito interessante: Two wrongs don't make one right.
Actos cobardes e atentatórios da vida e da dignidade de inocentes, há-os todos os dias aos milhões em todo o mundo. Infelizmente. Alguns até são mediatizados, mas passam-se em países onde é muito difícil a sua exposição. E não vejo ninguém a indignar-se com esses actos, da forma como o fazem com estes.
Terá o facto de estes nos "terem vindo bater à porta" e de nós termos medo alguma coisa a ver com essa indignação?
Não pretendendo discutir a História, muito menos dar lições, provavelmente percebe do assunto bem mais que eu, estou convencido que Hitler não poderia mais ser travado a partir do Congresso de Nuremberga. Seria uma questão de tempo ou método. Já o Japão atacou Pearl Harbour e recuou por sobrevalorizar o poderio militar americano, em 1941 não era assim tão forte, depois sim, mobilizou a nação no esforço de guerra. Em 1945 a versão oficial afirma que decidiram lançar a bomba atómica para poupar os soldados americanos à luta corpo a corpo, metro a metro, após a ferocidade com que os japoneses tinham defendido Iwo Jima. Julgo no entanto que os militares, cientistas e políticos, após vencerem a luta com a Alemanha para chegar à arma atómica, estavam mortos por experimentá-la e demonstrar força a Moscovo. Convém relembrar que Truman sucedera a um Roosevelt debilitado, que não foi propriamente tratado com grande respeito por Stalin, em rigor foi até remetido para 2º plano, a discussão foi com Churchill.
A utilização da bomba atómica, deveu-se sobretudo aos receios norte-americanos em invadir o Japão, pois pese a supremacia militar, os norte-americanos receavam a resistência nipónica que certamente causaria centenas de milhares (os próprios responsáveis norte americanos previam entre 200 mil a 300 mil) de baixas no exército norte americano.
Essa é a versão oficial. Será a verdade toda?
Os actos terroristas têm a finalidade de retaliar e "chamar a atenção" para os problemas que normalmente não conseguem ser resolvidos pela via do diálogo!
Estes actos não me chocam mais do que o "terrorismo" exercido sobre os povos que morrem à fome e à sede, por falta de assistência médica, por tortura....etc., etc.
Só que, quando o nosso "ninho civilizado" é atacado aí já lhe chamamos terrorismo!!
Ana A. a 1 de Abril de 2010 às 00:14
Sei perfeitamente que terrorismo ou crimes de guerra são nomes que atribuímos a actos hediondos. No entanto é sempre chocante que se utilizem estes métodos, esta semana em Moscovo, como antes em Bali, Londres, Madrid ou Nova Iorque. Em tempos foi "moda" fazer explodir aviões no ar. Esses actos, para lá de vítimas inocentes, conseguiram mudar algo? O 11 de Setembro por exemplo, como antes o atentado no Teatro em Moscovo? Diferente será travar uma guerra de guerrilha contra potencias ocupantes, a História demonstra-o...