-Situado no Sul da Europa, existe um país onde as contas públicas foram sistematicamente manipuladas ao longo dos últimos 20 anos, sempre com o objectivo de receber fundos estruturais. Em 2009 o défice excedeu os 12 por cento, mas em Bruxelas todos pensam que pode ter sido bem maior. Nesse país as pessoas são reformadas aos 61 anos, idade que o governo propõe aumentar para 63. Simultaneamente a jornada laboral é das mais curtas na U.E., mas o salário mínimo está perto de 700 Euros mensais. A corrupção passa impune, tornando-se prática comum no dia a dia dos cidadãos um suborno para conseguir obter serviços básicos, como uma simples marcação de consulta médica. À semelhança do que alguns patuscos keynesianos tugas defendem para Portugal como modelo de desenvolvimento, a Grécia apostou no turismo e produção de eventos, alguns até com grande investimento público, por exemplo os Jogos Olímpicos em Atenas, que se revelaram colossais desastres financeiros de consequências bem mais graves para eles, que para nós o Euro 2004. Não surpreendem os apelos dos socialistas europeus, entre os quais o governo português, acompanhados por políticos dos países do Sul da Europa, à intervenção da Alemanha no sentido de ajudar a Grécia.