La démocratie donne toute sa valeur possible à chaque homme, le socialisme fait de chaque homme un agent, un instrument, un chiffre. - Alexis de Tocqueville
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Mar 10
publicado por António de Almeida, às 16:44link do post | comentar

-Situado no Sul da Europa, existe um país onde as contas públicas foram sistematicamente manipuladas ao longo dos últimos 20 anos, sempre com o objectivo de receber fundos estruturais. Em 2009 o défice excedeu os 12 por cento, mas em Bruxelas todos pensam que pode ter sido bem maior. Nesse país as pessoas são reformadas aos 61 anos, idade que o governo propõe aumentar para 63. Simultaneamente a jornada laboral é das mais curtas na U.E., mas o salário mínimo está perto de 700 Euros mensais. A corrupção passa impune, tornando-se prática comum no dia a dia dos cidadãos um suborno para conseguir obter serviços básicos, como uma simples marcação de consulta médica. À semelhança do que alguns patuscos keynesianos tugas defendem para Portugal como modelo de desenvolvimento, a Grécia apostou no turismo e produção de eventos, alguns até com grande investimento público, por exemplo os Jogos Olímpicos em Atenas, que se revelaram colossais desastres financeiros de consequências bem mais graves para eles, que para nós o Euro 2004. Não surpreendem os apelos dos socialistas europeus, entre os quais o governo português, acompanhados por políticos dos países do Sul da Europa, à intervenção da Alemanha no sentido de ajudar a Grécia.

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Houve tempos, onde uma certa direita se regozijava com o exemplo da Irlanda... que seguiu uma estratégia da India da Europa... agora calaram-se com a Irlanda, curioso!
manuel gouveia a 23 de Março de 2010 às 17:17

A Irlanda está a fazer os trabalhos de casa, não tarda volta ao crescimento, já Portugal... Mas o post é sobretudo sobre a Grécia, país que espera um bailout da Alemanha, porque os políticos socialistas são lestos a pedir auxílio, que será pago pelo contribuinte alemão.

A Irlanda já se está a arrepender de não ter investido nas suas infra-estruturas. O tempo em que as multinacionais americanas apostavam no país terminou. Nós íamos ser a china de europa e eles deixaram de ser a Índia!

E sobre as infra-estruturas gregas, o investimento público na organização dos J.O ., o elevado salário mínimo face à produtividade e baixa idade de reforma, tens algo a dizer?

Acho o caso Irlandês mas interessante, mais curioso...
manuel gouveia a 23 de Março de 2010 às 23:00

Como digo lá no ES, quem trabucou não está para pagar os folguedos dos outros.
Cristina Ribeiro a 23 de Março de 2010 às 19:49

estranho país esse.
Daniel João Santos a 23 de Março de 2010 às 22:06

Na Grécia António um jovem saído da Universidade ou tem cunha, ou simplesmente não tem emprego. Ou se envolve com as máfias (palavras utilizadas por um inestigador grego cá da minha faculdade) que controlam os postos de trabalho, ou continua a penar... Será que chegaremos a esse ponto? Infelizmente acredito que sim. Os alemães esses começam a fartar-se de terem de ser sempre eles a limpar a borrada dos outros.
Renato Seara a 24 de Março de 2010 às 10:10

Começamos com a pequena corrupção, acabamos numa corrupção generalizada, controlada depois por verdadeiras máfias. Os gregos começaram esse caldo cultural, é natural que os alemães não estejam dispostos a pagar para arrumar a casa alheia...

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