...um 'tema' que me persegue desde o ciclo preparatório (idos 1974/76) onde tal veio à baila numa aula de francês.
E se já não era fácil para miúdos saídos da 'longa noite das trevas', imagine-se numa língua estrangeira que começávamos a "arranhar"...
Confesso: há alturas, em que o desespero, a raiva, a "necessidade" de 'vingança' se sobrepõem ao sentido de justiça, à pedagogia, à humanidade e, até, à espiritualidade (que não religião).
Há alturas negras em que a perspectiva de se extinguir a peçonha junto com o pecador é vertiginosa; causa um envenenamento, uma tontura perigosa...
Não sei o que pensar, tantas vezes...
O que...desejar (excepto que o bem me 'ilumine')
Seremos mesmo tão melhores do que os outros?
Dadas as mesmíssimas circunstâncias, não me tornaria noutra 'estranha em mim', como no filme com a Jodie Foster?
Vingança ou Justiça?
Não sei, não sei...
E não posso pensar em Deus, ou então...
Fiquemo-nos pelos mandamentos ou 'evoluímos' socialmente face à maldade?...
Que 'tema', António!!
Sendo contra a pena de morte sou a favor da prisão perpétua, há indivíduos que pura e simplesmente não podem, não querem viver em sociedade, sendo um perigo público. Nem sequer olho para esta questão por um prisma religioso, mas não vejo o Estado como um vingador, aceito mais depressa a utilização de armas de fogo pela polícia, que deve obviamente ser limitada ao estritamente necessário, do que a posterior condenação de alguém já encarcerado. Mas tem razão, "que tema".