...um 'tema' que me persegue desde o ciclo preparatório (idos 1974/76) onde tal veio à baila numa aula de francês.
E se já não era fácil para miúdos saídos da 'longa noite das trevas', imagine-se numa língua estrangeira que começávamos a "arranhar"...
Confesso: há alturas, em que o desespero, a raiva, a "necessidade" de 'vingança' se sobrepõem ao sentido de justiça, à pedagogia, à humanidade e, até, à espiritualidade (que não religião).
Há alturas negras em que a perspectiva de se extinguir a peçonha junto com o pecador é vertiginosa; causa um envenenamento, uma tontura perigosa...
Não sei o que pensar, tantas vezes...
O que...desejar (excepto que o bem me 'ilumine')
Seremos mesmo tão melhores do que os outros?
Dadas as mesmíssimas circunstâncias, não me tornaria noutra 'estranha em mim', como no filme com a Jodie Foster?
Vingança ou Justiça?
Não sei, não sei...
E não posso pensar em Deus, ou então...
Fiquemo-nos pelos mandamentos ou 'evoluímos' socialmente face à maldade?...
Que 'tema', António!!
Margarida a 29 de Dezembro de 2009 às 14:52

Sendo contra a pena de morte sou a favor da prisão perpétua, há indivíduos que pura e simplesmente não podem, não querem viver em sociedade, sendo um perigo público. Nem sequer olho para esta questão por um prisma religioso, mas não vejo o Estado como um vingador, aceito mais depressa a utilização de armas de fogo pela polícia, que deve obviamente ser limitada ao estritamente necessário, do que a posterior condenação de alguém já encarcerado. Mas tem razão, "que tema".

Caro António sempre fui e sempre serei contra a pena de morte, seja ela executada nos USA ou na China. Sou a favor da perpétua porque existe gente que não pode nunca ter contacto com a sociedade. também acho que os 25 anos portugueses são muito mas mesmo muito "curtos".
Renato Seara a 29 de Dezembro de 2009 às 20:07

está até bem observado.
Daniel João Santos a 29 de Dezembro de 2009 às 21:10

António,

Assim como tu sou a favor da prisão perpétua.
Não acho certo cometer o mesmo crime que o criminoso.
______

(a)braços,flores,girassóis...:)
Lampejos a 30 de Dezembro de 2009 às 00:45

Há uma situação em que defendo a pena de morte. Numa guerra declarada, um agente duplo cria centenas/milhares de mortes. Aplicada em tribunal militar.
José Manuel Faria a 30 de Dezembro de 2009 às 18:28

Também sou contra a pena de morte. Mas quanto ao assassínio de iniciativa privada, sou a favor em alguns casos.
Fulano a 31 de Dezembro de 2009 às 09:26