Um exemplo de vida, que tem de contar no debate a fazer sobre a eutanásia
É um campo onde tenho mais dúvidas que certezas.
Existirão sempre excepções, mas eu julgo que devo ter o direito decidir se numa situação destas pretendo ou não continuar a viver.
Não defendo o contrário, estou apenas a levantar um alerta, neste campo há muito por descobrir. Põe-te no lugar daquele homem, imagina que tinha ouvido alguém decidir por ele colocar um ponto final à sua vida.
Sim, é um tema complexo. É preciso não fugir a ele.
Não critico quem é contra a eutanásia. Contudo penso que também não posso ser criticado quando digo que entre uma vida preso a uma cama e a morte, ponderaria bastante a segunda opção.
Com decisões ponderadas pelos próprios estarei sempre de acordo, o meu problema vai inteirinho para decisões tomadas por terceiros.
este é difícil de comentar...
António,
A morte é a derrota... é a negação de tudo que eu apreendi e aprendo para salvar vidas..
E com esse testamento reforço ainda mais o meu contra a prática.
(a)braços,flores,girassóis..:)
Lampejos a 25 de Novembro de 2009 às 00:20
O testamento vital penso que objectivamente não deverá levantar grandes dúvidas, porquanto exigirá a consciência objectiva da vontade do sujeito e pressupõe que este se encontre em pleno uso das suas faculdades. No fundo, que além da personalidade tena capacidade jurídica plena.
A eutanasia é um campo delicado, e casos como este devem servir de referente e alerta como bem diz mas devem ser considerados no contexto e como uma excepção e não a regra.
O testamento vital deveria a meu ver ser periodicamente revalidado, porque não pensamos aos 50 da mesma forma que aos 20.