Eu cá gosto de ir votar.
Venha daí o referendo
Margarida a 4 de Novembro de 2009 às 13:44

Um dos raros momentos em que concordo com o PS.
Blondewithaphd a 4 de Novembro de 2009 às 17:33

totalmente contra o referendo.

Não se pode referendar a livre escolha em consciência de alguém.
Daniel João Santos a 4 de Novembro de 2009 às 21:41

O referendo é recusado por uns porque receiam o resultado desfavorável; defendido por outros porque pretendem alcançar por aí o que no voto popular perderam.
É este o estado de coisas e não só em relação a este assunto. Na regionalização os que perderam sonham em ganhar em campo ou na secretaria o que perderam num jogo que não cumpriu as regras todas; no aborto a mesma coisa.
Se o referendo é para ser uma arma de arremesso que se usa conforme as maiorias do momento, então acabe-se com o referendo!
Ferreira-Pinto a 5 de Novembro de 2009 às 10:29

Medo do referendo?As mulheres, os negros e outras minorias que têm vindo a conquistar direitos também tiveram medo do referendo? Não sabia que os direitos de minorias, e falamos de direitos fundamentais tinham de ter o consentimento da populaça. Vamos referendar o casamento então, para heteros e homossexuais, assim ja ninguém discute, ninguém casa. Extremamente hipocrita este tipo de agumentação, comparar então com o referendo da IVG é brutal. Nesse caso estavam dois interesses em jogo, o da criança e o da mulher, neste do casamento está o interesse do casal, que em conflito só entram contra a barreiras legais que podem ser facilmente eliminadas, não fosse a ilusão de que uns tÊm a patente do casamento e já estaria resolvido há mais tempo!Apontar um regime de união civil para homossexuais então é o máximo quando alegado que vão ter os mesmos direitos. Se acredita nisso e se acha que devem ter os mesmos direitos mais ridicula e clara nas motivações se torna a sua argumentação. Mesmos direitos, igualdade, porque não o mesmo nome? Para que fique para sempre uma marca de mais ou menos valor social? Eu pago impostos, com o mesmo nome, vivo num país com o mesmo nome, faça uma ilha quem queira, eu não quero guettos, muito menos imposto pelo Estado e democracia, onde quer queiram quer não , também os homossexuais participam e são parte. Fossem referendar o casamento entre pessoas de etnias diferentes e ainda hoje teriamos um casamento de índolo nazi, fossem referendar se as mulheres deveriam poder votar/trabalhar/ser chefes de familia/ poder falar por si, e ainda home teriamos uma spciedade machista e brutalmente violenta para as mulheres. É por isso que não é referendavel, e se é arma de arremeço não é de quem se tem esforçado para esclarecer as pessoas e lutado por uma sociedade mais justa para si e para outros, arma de arremesso é que quem sempre ignorou a discriminação que ainda existe e agora lhe dá muita atenção invocando referendos democráticos que não invocariam aí sim se desconfiassem que a mentalidade das pessoas por esse tornassem legal a união CIVIL(do Estado!). Esses sim são os cobardes, que escondem através de palavras e "argumentos" politicamente correctos a verdadeira motivação, querendo referendar não o casamento mas a homossexualidade. Como não se escolhe se ser como se é( a não ser que existam por aí muitos heterossexuais que um dia acordaram e optaram por começar a gostar do sexo oposto) e como os casais homossexuais já existem , vivem juntos, têm planos, não será uma questão de interesse nacional decidir a legitimidade desses casais e um estado que não é particular e deve trabalhar para todos só tem mais é que responder ás necessidades e igualdade perante todos. Eu não tenho legitimidade para julgar se os heterossexuais devem casar ou não, divorciar-se ou não, nem eles tÊm legitimidade para o fazer em relação a mim. Ainda há a questão da adopção muito falada.. pois meus caros, pessoas a titulo individual ja adoptam, pessoas homossexuais tÊm filhos, e essa é uma falsa questão que só vem para incentivar pessoas mais desatentas a se manifestar contra os casamentos homossexuais. Existem heterossexuais que nem para criar uma lesma serviriam, e no entanto até podem ser pais vejam só, outros terão todas as capacidades paternas para adoptar e assegurar o direito da criança, tal como homossexuais que até já o fazaem, só não partilham a responsabilidade formal enquanto casal, o que é mau para o direito da criança e não o contrário. Enfim, no inicio tudo falava que o casamento não seria uma prioridade, que haviam questões realmente importantes, mas hoje, muitos desses dão o gosto ao dedo para se manifestar contra, como se não houvesse afinal outra prioridade.. é pena, mas fala por si
Paulo a 23 de Novembro de 2009 às 15:07