La démocratie donne toute sa valeur possible à chaque homme, le socialisme fait de chaque homme un agent, un instrument, un chiffre. - Alexis de Tocqueville
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Out 09
publicado por António de Almeida, às 12:51link do post | comentar

   -O fenómeno da corrupção não constitui obviamente um exclusivo do sector público, mas é no Estado que poderá mais facilmente ser encontrado. A razão é simples, existe a sensação que dá para tudo, o Estado nunca irá à falência, se precisar aumentar a receita basta subir impostos, as contas públicas são manipuladas ao sabor da conveniência do governo em cada momento. A lição a retirar desta operação "face oculta", independentemente de quem é culpado ou inocente, deixo isso para a Justiça, é a omnipresença do Estado. Quem pretende investir, inovar, criar riqueza, esbarra numa teia de interesses e cumplicidades, com ramificações ao poder político, nacional ou local. Das grandes empresas públicas, às privadas onde o Estado detém participações ou golden share, dos Institutos, Direcções e Administrações de qualquer coisa, está sempre lá um fulano conhecido, que deve um favor a alguém. Há muito que os principais partidos políticos estão parasitados por gente menos escrupulosa, que vê o Estado como uma "cosa nostra", decidindo o investimento público a realizar, empregando os seus, determinando quem faz negócio ou vence concursos. Para lá da necessidade de maior transparência no funcionamento da Administração, punições a eventuais prevaricadores, para as quais urge modernizar e tornar a Justiça célere e eficaz, é fundamental para o país reduzir o peso do Estado na sociedade e retirá-lo da economia, diminuir a administração e apróximar o centro de decisão da população.

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Armando Vara gestor dum organismo púbico? É isso?

A SLN e o BCN eram públicos?
manuel gouveia a 31 de Outubro de 2009 às 14:56

Leste o que escrevi ou passaste a correr?

Eu transcrevo:
Das grandes empresas públicas, às privadas onde o Estado detém participações ou golden share, dos Institutos, Direcções e Administrações de qualquer coisa, está sempre lá um fulano conhecido, que deve um favor a alguém

Exactamente. Chega de investir em novas estradas, chega de construir auto-estradas, chega de comprar equipamentos, mobiliários para os serviços públicos, chega de construir mais hospitais, escolas... chega de dar dinheiro para as autarquias construírem mais estradas, passeios, parques... chega de comprar viaturas, máquinas, computadores...

Chega de meter tantos milhões nesses pequenos serviços que alimentam muita da economia nacional.

Está realmente na hora de fechar a loja e passar a coisa para as mãos do Belmiro, do Amorim e amigos.

Sim, está na hora de mandar toda a gente para o privado, eles que mantenham o país,. Além disso assim não pago impostos.
Daniel João Santos a 31 de Outubro de 2009 às 18:57

Percebeste o que escrevi? Eu não disse que não podes construir o Hospital, não deves é dar a empreitada à empresa do amigo, o mesmo é válido para tudo o resto.
António de Almeida a 31 de Outubro de 2009 às 19:13

Concordo plenamente... há que reduzir as influencias externas spbre o poder de decisão sobre matérias.
Há que procurar encontrar individuos competentes que estejam fora das esferas do poder e colocá-los nos centros de decisão. Procurar individuos fora dos partidos fetiche que estão expostos a influencias e escravos de favores que tiveram de pedir para chegar onde estão.
Os partidos politicos geram muita riqueza aos seus filiados quanto mais não seja pelos contactos que providenciam e junção de necessidades que se completam entre os seus membros e simpatizantes do partido.
Uma das soluções pode passar por haver um candidato independente que realmente possa enfrentar os habituais partidos do poder, one não eseja agarrado a uma ideologia obrigatória e possa ter a flexibilidade para aproveitar e conciliar as boas propostas que cada partido possa ter.
gritodosemvoz a 31 de Outubro de 2009 às 20:10

Tem sido uma corrente ininterrupta a dos escândalos em tais sectores - ressalvando, como faz, o facto deles andarem também por outras áreas. Até quando se vai aguentar este esconder a cabeça na areia? Uma prática que já tem barbas no país onde continua, a " no pasar nada ", sabendo todos nós que se passa, e muito.
Cristina Ribeiro a 31 de Outubro de 2009 às 23:50

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