O que me parece espantoso é que há pessoas que afirmam descrer da Justiça precisamente porque existe... Justiça.
Muitos dos nossos concidadãos, seguindo a significativa generalidade da comunicação social portuguesa e da opinião que nela ia sendo publicada, se tivesse podido, teria condenado a Senhora sem qualquer julgamento, colocando-a na cadeia ou encostando-a a uma parede, se tivesse podido; quando quem tem que decidir, julga e decide, embora ao contrário da decisão que paulatinamente foi sendo cuspida para o ar pelo "tribunal da Praça Pública", logo verberam aos céus que o Rei vai nú, que a República está caduca e que o país é uma farsa...
Apetece-me dizer, ao jeito de Zola: "Eu Acuso!" - acuso a comunicação social incompetente e leviana que campeia por Portugal; acuso as estruturas judiciais do Estado que gastaram dinheiro e energias na criação de um monstro que nem para meter medo aos miúdos para eles comerem a sopa, afinal, serve; acuso os partidos políticos de se terem aproveitado deste artificial "Felgueirasgate" como cortina de fumo para taparem outros casos, esses sim, bem sórdidos e graves, que lhes estavam a rebentar em casa (debaixo da alcatifa para onde os atiraram, julgando que não se descobriria?), como recentemente temos podido constatar; acuso, finalmente, os meus concidadãos, esses muitos portugueses que embarcaram de forma acrítica nesta má novela, não tendo o bom senso (quanto mais não seja...) de presumir que se é inocente até prova em contrário.
Tão malévola, tão maldosa, tão corrupta, tão velhaca que a Senhora foi, segundo tantos portugueses!...
E se - como a Justiça está paulatinamente a reconhecer - se hiperbolizaram defeitos e se mentiu, porque até chegou a dar jeito?
Quem foram, na realidade, os monstros, os velhacos, os malandros?...

Zé Povão
Zé Povão a 30 de Julho de 2009 às 22:16

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