"Lá vamos,
cantando e rindo,
(...)" - do Hino da Mocidade portuguesa
estou constatando que, o meu amigo, está desiludido. Se está desiludido é porque alguma vez, antes, acreditou nesse frenesim legífero, que enforma esta "justiça", deste nosso "Estado de Direito".
Lamento pelos crédulos. Incréu que sou.
Pois olhe que nunca acreditei que a dita fosse condenada e se o tivesse sido, t~e-lo-ia sido em 1ª instância. Ficar-lhe-ia a sobra de poder percorrer os restantes santuários da peregrinação - a Relação e quiçá o Supremo.
... E que vivam as garantias!
(as garantias dos delinquentes, dos prevaricadores, dos "criminosos já que as garantias dos viventes "normalizados" em toda essa filosofia do direito subjacente a esses caminhos do direito positivo e aplicado e ... ficam sempre no limite da retórica por um sereno, simples e elementar - "o mal feito, feito fica")
Abraço
David Oliveira
P.S. dormem nos lençóis com que fizeram a cama. Mudem-nos! (se quiserem)
David Oliveira a 30 de Julho de 2009 às 16:04

Aqui estou de acordo contigo. Devíamos de regressar ao tempo da outra senhora onde este tipo de casos era pura e simplesmente abafado e resolvido de outra forma sem dispêndio de dinheiros públicos. Titulares de cargos políticos e estrangeiros, que estão fora do alcance da nossa justiça, deviam ficar fora dos assuntos do MP . Não só pelos gastos mas também para que o país tenha uma melhor imagem.
manuel gouveia a 30 de Julho de 2009 às 16:38

Claro que daria mais trabalho, mas também poderíamos reformar o sistema Judicial.

Reformar? Que horror! Ainda nos levávamos a sério...

Com o meu não brinca ele, estou tesa que nem um carapau, há conta o género masculino, que bem me lixou.
Bem outras conversas.
Mas com o meu não brinca ele. heheheheeheheh
Ana Campos a 30 de Julho de 2009 às 17:02

Cara Ana, isto não é uma questão de género, porque brincar, brincam com todos nós...

Todos os dias mais uma confirmação de que vivemos uma anedota de muito mau gosto, em que só uns riem...
Cristina Ribeiro a 30 de Julho de 2009 às 18:25

O que me parece espantoso é que há pessoas que afirmam descrer da Justiça precisamente porque existe... Justiça.
Muitos dos nossos concidadãos, seguindo a significativa generalidade da comunicação social portuguesa e da opinião que nela ia sendo publicada, se tivesse podido, teria condenado a Senhora sem qualquer julgamento, colocando-a na cadeia ou encostando-a a uma parede, se tivesse podido; quando quem tem que decidir, julga e decide, embora ao contrário da decisão que paulatinamente foi sendo cuspida para o ar pelo "tribunal da Praça Pública", logo verberam aos céus que o Rei vai nú, que a República está caduca e que o país é uma farsa...
Apetece-me dizer, ao jeito de Zola: "Eu Acuso!" - acuso a comunicação social incompetente e leviana que campeia por Portugal; acuso as estruturas judiciais do Estado que gastaram dinheiro e energias na criação de um monstro que nem para meter medo aos miúdos para eles comerem a sopa, afinal, serve; acuso os partidos políticos de se terem aproveitado deste artificial "Felgueirasgate" como cortina de fumo para taparem outros casos, esses sim, bem sórdidos e graves, que lhes estavam a rebentar em casa (debaixo da alcatifa para onde os atiraram, julgando que não se descobriria?), como recentemente temos podido constatar; acuso, finalmente, os meus concidadãos, esses muitos portugueses que embarcaram de forma acrítica nesta má novela, não tendo o bom senso (quanto mais não seja...) de presumir que se é inocente até prova em contrário.
Tão malévola, tão maldosa, tão corrupta, tão velhaca que a Senhora foi, segundo tantos portugueses!...
E se - como a Justiça está paulatinamente a reconhecer - se hiperbolizaram defeitos e se mentiu, porque até chegou a dar jeito?
Quem foram, na realidade, os monstros, os velhacos, os malandros?...

Zé Povão
Zé Povão a 30 de Julho de 2009 às 22:16

O mal em Portugal é condenar-se as pessoas na praça pública, dando crédito barato e quiçá interesseiro a perseguições e vinganças, sem quaisquer provas. Depois... ai jesus...!!!
Sobre a Fátima Felgueiras, veja-se como a maioria do povo que a conhece, na sua terra, sempre acreditou nela... e tem penalizado os acusadores...
A Costa a 30 de Julho de 2009 às 23:35

Caros Zé Povão e A Costa, nunca condenei Fátima Felgueiras, nem Pinto da Costa, Valentim Loureiro, Avelino F. Torres, Isaltino Morais, Dias Loureiro ou quem quer que seja. Registo no entanto que é estranho, o MP não conseguir NUNCA obter em Tribunal uma condenação nestes processos mais mediáticos. Algo está a falhar na acusação.
António de Almeida a 30 de Julho de 2009 às 23:58

O que falha na acusão... é a falta de provas. Logo... é perseguição e vingança de quem acuso, ao desbarato...
A Costa a 31 de Julho de 2009 às 00:12