"Lá vamos,
cantando e rindo,
(...)" - do Hino da Mocidade portuguesa
estou constatando que, o meu amigo, está desiludido. Se está desiludido é porque alguma vez, antes, acreditou nesse frenesim legífero, que enforma esta "justiça", deste nosso "Estado de Direito".
Lamento pelos crédulos. Incréu que sou.
Pois olhe que nunca acreditei que a dita fosse condenada e se o tivesse sido, t~e-lo-ia sido em 1ª instância. Ficar-lhe-ia a sobra de poder percorrer os restantes santuários da peregrinação - a Relação e quiçá o Supremo.
... E que vivam as garantias!
(as garantias dos delinquentes, dos prevaricadores, dos "criminosos já que as garantias dos viventes "normalizados" em toda essa filosofia do direito subjacente a esses caminhos do direito positivo e aplicado e ... ficam sempre no limite da retórica por um sereno, simples e elementar - "o mal feito, feito fica")
Abraço
David Oliveira
P.S. dormem nos lençóis com que fizeram a cama. Mudem-nos! (se quiserem)
Aqui estou de acordo contigo. Devíamos de regressar ao tempo da outra senhora onde este tipo de casos era pura e simplesmente abafado e resolvido de outra forma sem dispêndio de dinheiros públicos. Titulares de cargos políticos e estrangeiros, que estão fora do alcance da nossa justiça, deviam ficar fora dos assuntos do MP . Não só pelos gastos mas também para que o país tenha uma melhor imagem.
Claro que daria mais trabalho, mas também poderíamos reformar o sistema Judicial.
Reformar? Que horror! Ainda nos levávamos a sério...
Com o meu não brinca ele, estou tesa que nem um carapau, há conta o género masculino, que bem me lixou.
Bem outras conversas.
Mas com o meu não brinca ele. heheheheeheheh
Cara Ana, isto não é uma questão de género, porque brincar, brincam com todos nós...
Todos os dias mais uma confirmação de que vivemos uma anedota de muito mau gosto, em que só uns riem...
O que me parece espantoso é que há pessoas que afirmam descrer da Justiça precisamente porque existe... Justiça.
Muitos dos nossos concidadãos, seguindo a significativa generalidade da comunicação social portuguesa e da opinião que nela ia sendo publicada, se tivesse podido, teria condenado a Senhora sem qualquer julgamento, colocando-a na cadeia ou encostando-a a uma parede, se tivesse podido; quando quem tem que decidir, julga e decide, embora ao contrário da decisão que paulatinamente foi sendo cuspida para o ar pelo "tribunal da Praça Pública", logo verberam aos céus que o Rei vai nú, que a República está caduca e que o país é uma farsa...
Apetece-me dizer, ao jeito de Zola: "Eu Acuso!" - acuso a comunicação social incompetente e leviana que campeia por Portugal; acuso as estruturas judiciais do Estado que gastaram dinheiro e energias na criação de um monstro que nem para meter medo aos miúdos para eles comerem a sopa, afinal, serve; acuso os partidos políticos de se terem aproveitado deste artificial "Felgueirasgate" como cortina de fumo para taparem outros casos, esses sim, bem sórdidos e graves, que lhes estavam a rebentar em casa (debaixo da alcatifa para onde os atiraram, julgando que não se descobriria?), como recentemente temos podido constatar; acuso, finalmente, os meus concidadãos, esses muitos portugueses que embarcaram de forma acrítica nesta má novela, não tendo o bom senso (quanto mais não seja...) de presumir que se é inocente até prova em contrário.
Tão malévola, tão maldosa, tão corrupta, tão velhaca que a Senhora foi, segundo tantos portugueses!...
E se - como a Justiça está paulatinamente a reconhecer - se hiperbolizaram defeitos e se mentiu, porque até chegou a dar jeito?
Quem foram, na realidade, os monstros, os velhacos, os malandros?...
Zé Povão
Zé Povão a 30 de Julho de 2009 às 22:16
O mal em Portugal é condenar-se as pessoas na praça pública, dando crédito barato e quiçá interesseiro a perseguições e vinganças, sem quaisquer provas. Depois... ai jesus...!!!
Sobre a Fátima Felgueiras, veja-se como a maioria do povo que a conhece, na sua terra, sempre acreditou nela... e tem penalizado os acusadores...
A Costa a 30 de Julho de 2009 às 23:35
Caros Zé Povão e A Costa, nunca condenei Fátima Felgueiras, nem Pinto da Costa, Valentim Loureiro, Avelino F. Torres, Isaltino Morais, Dias Loureiro ou quem quer que seja. Registo no entanto que é estranho, o MP não conseguir NUNCA obter em Tribunal uma condenação nestes processos mais mediáticos. Algo está a falhar na acusação.
O que falha na acusão... é a falta de provas. Logo... é perseguição e vingança de quem acuso, ao desbarato...
A Costa a 31 de Julho de 2009 às 00:12