Ora, aí está.
Jorge a 16 de Julho de 2009 às 18:56

Pois! Mas deu muito jeito para todos os outros que eles tivessem boicotado, não deu?
A desobediência civil é só para alguns (os corajosos) mas depopis todos beneficiam (e lavam daí as suas mãos...).
Bem à portuguesa.
zedeportugal a 16 de Julho de 2009 às 19:43

Aí tem inteira razão, caro Zé de Portugal, mas não pior censura que entre colegas, julgo que não será fácil para alguns...

Creio que não é uma questão simples, que não há só essas 2 alternativas e que postas as coisas assim temos uma falácia: o falso dilema.
Mas estou de acordo com o final: rua com eles!
Carlos Pires a 17 de Julho de 2009 às 07:40

Neste momento apenas existem 2 alternativas, cumprir ou não cumprir, passe a redundância, obviamente toda a legislação é passível de alteração, mas apenas na próxima legislatura, a proposta do PS já conhecemos, manter o modelo, venham as restantes, para discutirmos em campanha eleitoral.

Isto só pára quando alguém disser aos professores que não serão avaliados.
Agora fugiu-lhes a boca para a verdade: querem ser todos bons. E querem todos progredir independentemente do seu desempenho.
Vergonhoso.
Mais vergonhoso é que o PSD - meu partido do coração - esteja a dar cobertura a isto por razões eleitoralistas...
João a 17 de Julho de 2009 às 18:00

Falso, meu caro. Isto pára quando a MINISTRA tiver a dignidade de excluir questões que são da exclusiva responsabilidade dos PAIS (Faltas e Abandono Escolar dos filhos) e dos ALUNOS (resultados escolares, pois numa mesma sala há alunos que, como a minha filha, conseguem 19 valores no exame nacional e alunos que se ficam pelo 8 ou menos!), dos EMPRESÁRIOS (responsáveis pelo Abandono Escolar ao empregarem crianças ou jovens em idade escolar), da INSPECÇÃO DO TRABALHO (que não foi capaz de acabar com esta saga vergonhosa) e dos GOVERNOS (que não garantem a todos os alunos as mesmas condições de aprendizagem , seja em temros de instalaçõs seja de recursos. Até que acabem com esta desigualdade, eu RECUSO -ME A SER AVALIADO PELOS CRITÉRIOS que ESTA INCOMPTENTENTE MINISTRA CRIOU... Se os considera justos, bom... gostaria de saber o que faz e quem o avalia... É que aos jogadores do Penafiel não lhes exigem os adeptos o mesmo que aos do Benfic ou do Porto, oius será que estou enganado..? Sabe... Antes de ter este novo título de PROFESSOR TITULAR (que parecendo NOBRE não deixa de ser VERGONHOSO, porque fui incompetentemente nomeado como tal!) já desempenhei funções de avaliador (reconhecido por uma instituição reconhecida no meio político e académico, isto é, pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua. Nessa altura avaliei e houve professores que não progrediram... Não me venham com a MENTIRA de que progrediam todos porque posso provar que alguns professores ficaram SEM OS CRÉDITOS em resultado da avaliação que apresentaram na formação. E, da mesma forma, nem todos são os melhores goleadores do país mas há um melhor goleador em cada clube, tive muitos excepionais. Nessa altura, bem gotra de ter dado BOM e MUITO BOM, ou até EXCELENTE. Mas a LEI, dizia claramente que a nota era o SATISFAZ.. para todos. Nós, os professores apenas cumpríamos a lei. Agora dizem que todos sºão BONS porque a MINISTRA quis dar a IDEIA de que era BOAZINHA. Mas, meu caro, o BOM não permite uma progressão especial. É o mínimo para que possa progredir... Está a ver que até nisto a MINISTRA foi INCOMPETENTE e baralhou a opinião pública. Porquê? Poiis bem., Interessava-lhe passar a imagem de que todos éramos bons. E, como só com MUITO BOM a progressão se nota efeitos reais na progressão, é óbvio que todos aspiram a ter algo de MUITO BOM para progredirem de facto a um ritmo diferente... Ou será que não pretendiam que ninguém progredisse a ritmos mais rápidos? Querem ou não reconhecer ritmos diferentes conforme a competência e o desempenho de cada um (em que não acredito pois sorte dos professores que tiverem alnos como a minha filha (20 a todas as disciplinas e 19 nos exames!) Assim,até podem tocar viola que serão seguramente catalogados de EXCELENTE... Em que ficamos? Concorda com esta palhaçada? Podemos ser avaliados pelos resultados? E quem quererá trabalhar nos bairros onde o abandono escolar é o pão nosso de cada dia (bairros de feirantes ou de etnia cigana, por exemplo!)? Enfim... Para mais, espero ver-vos a comentar no BLOG Não Calarei A Minha Voz... Até Que O Teclado Se Rompa !
J.Ferreira a 18 de Julho de 2009 às 03:10

Sou dos que, com estupefacção e depois com indignação , fui assistindo aos delírios autistas de Maria de Lurdes Rodrigues. Há qualquer coisa de hitleriano na pose desta ministra. Também o ditador de triste memória se mostrava inflexível e convicto da sua razão enquanto, surdo e cego às evidências, conduzia a Alemanha para o abismo. E as ameaças de consequências aos que se recusaram a pactuar com este travesti de avaliação são no mínimo patéticas. Pessoalmente não me preocupam o mínimo. Preocupa-me mais o mau ambiente que se gerou entre pares. O que a ministra conseguiu com estas ameaças foi pôr mais professores na rua antes das legislativas. O PS bem pode agradecer a mais que certa derrota eleitoral a poses prepotentes como a desta senhora...
Pedro a 18 de Julho de 2009 às 09:34

Quanto às vozes que constantemente zurzem os professores e as suas aspirações a um papel social dignificado e respeitado essas, por certo, desconhecem a realidade das escolas de uma sociedade ultra permissiva e demissionária como a portuguesa, onde a transmissão de princípios de boa educação e de valores cívicos vai sendo letra morta. Esses comentadores que aplaudem estas pseudo-reformas, também por pretenderem nivelar tudo por baixo em termos salariais (muita demagogia se tem debitado sobre os´'altos' salários dos docentes porque no fundo da questão existe a intenção de diminuir os gastos com salários) não deveriam antes reflectir mais no tipo de jovens andamos todos a formar?
Pedro a 18 de Julho de 2009 às 09:39