... tanto receio da eutanásia...
Não tenho receio da eutanásia, sou contra, ninguém deve poder decidir da minha vida, já o testamento vital, ou suicídio medicamente assistidos, são aceitáveis, sob o meu ponto de vista.
eutanásia = suicídio medicamente assistido.
Não, cara Margarida, eutanásia é o médico administrar um fármaco que provoca a morte, suicídio medicamente assistido é o médico prescrever um fármaco, que o doente toma, sabendo que dele resulta a morte, existe uma fronteira, ténue, mas existe.
...whatever you fancy, dear António...
Provavelmente nem discordamos, apenas rejeito ao médico a decisão de provocar a morte, por iniciativa própria, ou a pedido de familiares, que é diferente de parar um tratamento, que já considero aceitável, sob algumas condições.
Já ouviu certamente falar na organização Dignitas, ajudam o doente a suicidar-se, não o matam, no final é sempre o doente quem leva o copo à boca.
My point EXACTLY.

Tenho a certeza de que não discordamos.
O tema é de uma sensibilidade tal e tem (apesar de poder não o parecer) tantas ramificações e 'possibilidades' que deveria ser mesmo tomado de cautelas...
O médico e os familiares são coadjuvantes da pessoa.
Ela - a própria - que decide (dolorosíssima decisão, sejam quais forem as circunstâncias) e conta com a ajuda de quem pode ampará-la.
Ou então seria suicídio.
Ou então seria homicídio.
Vê como não discordamos?
Apesar deamar as palavras concedo que tantas vezes se interpõem entre a alma e o outro.
Entre o mundo interior e a humanidade.
Possibilidades e riscos; o equilíbrio belo mas perigoso de se ser pessoa neste mundo divino.
O meu problema prende-se sempre com obscuros interesses familiares, que todos sabemos existirem. Sei que algumas pessoas tomariam decisão de aliviar a dor a um ente querido, na melhor das intenções, mas outros, certamente poucos, não enjeitariam a possibilidade de antecipar uma herança, uma Lei deve prevenir todas as possibilidades, o final da legislatura não me parece a melhor altura para tratar esta questão, se o PS, que tomou a iniciativa, assim o entender, pode aproveitar o trabalho, aperfeiçoar o que já tem, e apresentar um projecto no início da próxima legislatura.
A perfeição é inatingível, mas o facto da nossa justiça não funcionar é o que nos deve preocupar. Pois a melhor da legislação sobre este tema, soçobrará a uma justiça lerda e tendenciosa.
Pois, aqui é que divergimos: eu acho imprescíndivel legislação sobre o testamento vital e... urgentíssimo!
Minha cara, não falo em atirar para as calendas, apenas passar para o início da próxima legislatura, sem fazer da questão arma de arremesso político, procurando criar legislação equilibrada, sem erros, como aconteceu no Código do Trabalho, que aprovado à pressa, até os tinha de ortografia...
A próxima legislatura vai estar bastante ocupada.
Também me parece bem, só não percebi bem como vais manter o alçapão fechado.