Também eu compreendo as razões do descontentamento socialista. Queriam por, exemplo, que a lei do financiamento partidário com o seu milhão de euros em dinheiro vivo fosse aprovada e Cavaco queimou-lhes o negócio.
Jorge a 1 de Julho de 2009 às 11:11

Caro Jorge, entrei por uma reflexão mais profunda sobre o nosso sistema político, mas claro que tem razão.

Não estava a refutar o que tinha escrito. Concordo com o que diz, de facto.
Jorge a 1 de Julho de 2009 às 12:21

Embora Sócrates queira manter as coisas em banho maria, no PS há quem tenha percebido que Cavaco está a antecipar para o primeiro mandato presidencial a guerra que normalmente vem de Belém contra S. Bento no segundo mandato.

E tendo-o percebido, queira começar a marcar o terreno pensando em galvanizar o povo da Esquerda para, numa hipotética recandidatura de Cavaco, o derrotar nas urnas.

Por seu turno, Cavaco sente-se tão confiante que aposta em derrotar o PS nas Legislativas (nas Autárquicas a derrota é certa), transformando o País num bastião do PSD, atirando-se depois a novo mandato.

Seria a concretização da velha aspiração da Aliança Democrática de ter “uma maioria, um Governo, um Presidente”.
Conhecendo o PSD como se conhece, daí só podia vir borrasca e bosta!
Ferreira Pinto a 1 de Julho de 2009 às 12:04

E conseguida a primeira parte do objectivo, quem nos garante que Cavaco renovará o mandato? Até poderá ser ele o primeiro PR a falhar a reeleição...

Meu caro António, também essa parte a deixei ali expressa quando escrevi que " ... queira começar a marcar o terreno pensando em galvanizar o povo da Esquerda para, numa hipotética recandidatura de Cavaco, o derrotar nas urnas."

Aliás, há quem diga que o súbito desvelo socialista de Alegre passa por almejar desta vez somar aos votos que teve os que o PS não lhe deu da outra vez.

Ainda muita água há-de passar debaixo da ponte, mas lá que a corrente aumentou, aumentou.

Lateralmente, e como já por aqui disseram, a arquitectura do sistema constitucional é, em teoria, perfeita e visa compensar eventuais desmandos de um órgão com os poderes tutelares de outros. Os actores políticos é que não têm sabido interpretar condignamente o que se esperava de cada um.


Um membro da comissão política nacional do PS falou da "coincidência" das referências à política de verdade, na mensagem de ano novo de Cavaco e no discurso de Manuela Ferreira Leite.

Não é natural que PR e presidentes de partidos falem de VERDADE ??!! Sabemos que no PS isso não é muito valorizado, mas numa democracia TODOS deviam falar de VERDADE. PR, PSD, PS, PCP, CDS, BE, etc.

O mal deste país é que há muitos políticos que, ao contrário de Manuela Ferreira Leite, só falam mentiras. Mas o que vale, é que o povo já não cai noutra. Em 27 de Setembro a tal "Política de verdade" vai vencer.
Luis Melo a 1 de Julho de 2009 às 12:06

Caríssimo, há uma ligeira, subtil mas importante diferença entre política de verdade e política da verdade.
Suponho que saiba qual é!

Não sei. Quer esclarecer-me?
Mas por favor, não seja como o Sócrates, não se ponha a fazer jogos de palavras.
Aviso já que comigo não resulta

Lamento que não saiba.
Apenas e só.

Pois, bem me parecia que ia ficar sem resposta. Típico. Obrigado por me dar razão.

Tenho por norma não discutir com pessoas que, à partida, partem do pressuposto que elas têm a razão toda e os demais nenhuma.
É só por isso.
De resto, se é assim tão importante para si ficar com a razão, tenha a fineza.


Mas alguém disse que tinha razão? muito pelo contrário. Eu disse: "Não sei. Quer esclarecer-me?"

Quer?... não me pareceu, até agora. Se quiser, faça a fineza.

Se não consegue esclarecer sem um "jogo de palavras" à là Sócrates... então não responda.
Luis Melo a 1 de Julho de 2009 às 19:16

Vivemos uma crise de pessoas e não de regime!
manuel gouveia a 1 de Julho de 2009 às 12:29

Também, mas o regime manifestamente não serve, afasta os melhores...

Não é resposta, é apenas para que saiba que gostei e lhe respondi que essa sua bondade de colocar José Sócrates a Presidente só mesmo vinda de si!
Conhecendo-lhe a ironia como conheço ... agora, faça-me o obséquio de não me considerar tão obtuso assim.

O regime ou os que se foram instalando?

Concordo com o Manuel.
As pessoas já não são pessoas, são coisas.
Uma crise humanitária
Ana Campos a 1 de Julho de 2009 às 14:11

Boa Ana! É isso mesmo.