Engana-se meu caro. O Movimento Mérito e Sociedade, MMS, é o ÚNICO partido que defende, inclusive está escrito no seu programa, o fim do financiamento de toda e qualquer actividade partidária pelo estado, conforme poderá confirmar nos endereços seguintes:
www.mudarportugal.pt
http://mms-mudarportugal.blogs.sapo.pt
http://atexturadotexto.blogspot.com
Sérgio Bernardo a 12 de Junho de 2009 às 13:45

Não havendo financiamento público, ele terá que vir de privados. Vindo de privados, aumenta-se as probabilidades do pagamento de luvas.

O objectivo do financiamento por parte do Estado é precisamente o de vedar qualquer possibilidade legal de uma pessoa oferecer dinheiro que depois, debaixo da mesa, concretiza uma troca de favores. Como sucedeu durante largos anos e ainda hoje sucede nos Estados Unidos da América. E como sucedeu no passado em Portugal com casos de corrupção que envolveram o PSD.
Héliocoptero a 12 de Junho de 2009 às 14:20

Em primeiro lugar donativos não podem ser considerados luvas. Prefiro mil vezes a transparência, se uma empresa oferecer dinheiro a um partido, escrutinaremos a acção do partido, e gritaremos sempre que existir conflito de interesses, actualmente oferece-se um emprego, e nem sequer sabemos. Nos EUA todos estão atentos aos interesses dos políticos, cá assistimos a uma promiscuidade generalizada, de vez em quando vamos descobrindo algo.

Acho muito bem o presidente da republica ter vetado essa lei que tinha sido aprovada em assembleia! Existe um pequeno conflito de interesses entre os partidos e o dinhero que podem receber!

O PSD, o PS, o CDS/PP, etc., etc.
Não se esqueçam que o saco azul de felgueiras era para financiar as campanhas do PS

Pelo contrário. O financiamento privado, em grande escala, não tornaria a coisa ainda mais promiscua?
Daniel João Santos a 12 de Junho de 2009 às 14:51

Lê resposta ao comentário anterior.

O problema no sistema de financiamento privado é que não há como distinguir donativos de pagamentos de luvas. Podes dizer que são coisas diferentes, mas na prática a distinção não é fácil de fazer. Porque uma empresa pode "oferecer" uma mala de dinheiro a um partido e depois ganhar um concurso público e a suspeita virá automaticamente, seja ela verdadeira ou não. E, como outras empresas terão certamente oferecido a sua quantia, torna-se difícil perceber se houve, de facto, imparcialidade na decisão ou se foi apenas uma questão numérica.

Dito de modo simples, a ideia de empresas patrocinarem financeiramente partidos políticos é simplesmente aberrante. É escancarar as portas à criação de redes de favores e tráficos de influências maiores do que as que já temos! É pôr a leilão o poder legislativo e executivo ao orientá-los segundo a influência de quem dá mais dinheiro.

Nos Estados Unidos estão todos atentos? Pois estão! Mas isso não impediu financiamento partidário por parte de empresas que se opunham à criação de um sistema público de saúde nem evitou os generosos "donativos" de empresas petrolíferas que contribuíram para o adiar do combate ao aquecimento global. O financiamento de candidatos ao poder por parte de empresas e empresários tem destas coisas: verga o interesse comum ao interesse privado de quem mais dá. E já se sabe que, na contabilidade final, quem fica em baixo é quem tem menos. Menos para dar aos partidos, entenda-se.
Héliocoptero a 12 de Junho de 2009 às 16:55

As empresas já podem hoje pagar luvas ou corromper políticos, claro que é crime, continuaria a ser crime se o sistema for privado. E já existem hoje suspeitas várias de financiamento irregular, ou favorecimento em concursos públicos. A questão é que os nossos partidos não seriam capazes de angariar financiadores suficientes, deixemo-nos de falsos moralismos. Não concordo com a análise que faz dos EUA, mas não é aqui o mais relevante para o debate, por isso não argumento.

Pois claro mas os eleitores quando votaram estavam conscientes que esses políticos eram patrocinados por essas empresas e que defendiam o que era melhor para as mesmas, com o financiamento público todos pagamos, eles favorecem na mesma as empresas porque as luvas escorrem na mesma, não para as campanhas mas para as contas pessoais e ainda por cima se arrogam hipocritamente da sua honestidade. É sempre melhor tudo às claras

Uma palavra de apreço para a coragem de António José Seguro... Este sim... Deputado com cabeça, com coragem e que recusa a cobardia socialista e o caciquismo... força. Portugal precisa de deputados com capacidade de pensar e não de carneiros.
J.Ferreira a 12 de Junho de 2009 às 17:27

O António tem toda a razão no seu comentário das 15:02 de ontem.
O problema é fazerem-se estas coisas na ilegalidade. É essa ilegalidade que cria as redes de corrupção, chantagens, dependências, etc.
Actualmente, muitas empresas financiam fundações, escolas e associações de diversos tipos e não o escondem. Muito pelo contrário, porque isso lhes garante um enorme desconto nos impostos ao abrigo da lei do patronato.
É assim que deve ser: tudo às claras, tudo legal. É assim que se pode acabar com esta corrupção, esta promiscuidade entre o interesse público e os interesses privados.
Mas esta solução não agrada nada aos partidos da esquerda, que vivem pendurados no erário público. E não precisava de ser assim: estes partidos podiam ser financiados pelos sindicatos, por exemplo.
zedeportugal a 13 de Junho de 2009 às 12:17

Nem mais, para além de poderem organizar eventos com a sua capacidade mobilizadora, por exemplo a Festa do Avante.

Ops... Lei do mecenato e não "lei do patronato".
zedeportugal a 13 de Junho de 2009 às 13:21