A lei não está mal, diz que o que deve prevalecer é o supremo interesse da criança, o problema são as pressões e a dificuldade de agir imparcialmente, que alguns juízes revelam. À uma colisão de interesses entre os direitos da criança e os direitos dos pais biológicos. Portugal é um país atrasado, continuando a considerar que as crianças são propriedade dos pais. Se a aplicação da lei fosse outra, muitos pais comportar-se-iam de forma diferente, pois teriam medo de perder as suas crianças e estas só teriam a ganhar.
isabel ferreira a 28 de Maio de 2009 às 17:23
Concordo inteiramente com o que escreve, mas falta um pormenor, a questão das famílias de acolhimento que não podem ser candidatas à adopção, pois de contrário seria uma forma de contornar obstáculos, passando à frente de pessoas que esperam e desesperam por uma oportunidade. A questão é complexa.
Considero isso uma questão lateral, o que está em causa é o interesse da criança, se o Estado considera que as famílias de acolhimento são melhores para as crianças do que as instituições, então têm que enquadrar legalmente o seu funcionamento e cumprir à risca a lei. Não acho admissível que uma criança fique mais de 6 meses numa família de acolhimento, nem que ande a saltar de casa em casa, nem que fique anos a fio institucionalizada, portanto, o que está errado não é culpa das famílias de acolhimento, nem das crianças, é das oportunidades que se dão aos pais biológicos, arrastando as decisões durante anos, tornando insuportável para a criança a desvinculação daqueles que ama ou condenando-a a uma instituição até á idade adulta. Este sim é o problema e alguém tem que fazer alguma coisa para o resolver.
Isabel Ferreira a 28 de Maio de 2009 às 17:44