La démocratie donne toute sa valeur possible à chaque homme, le socialisme fait de chaque homme un agent, un instrument, un chiffre. - Alexis de Tocqueville
11
Mai 09
publicado por António de Almeida, às 08:52link do post | comentar

    -Está na moda criticar os bairros sociais como causadores de exclusão, mas convém ter os pés assentes na terra, e tentar perceber um pouco melhor a realidade. A sua construção foi uma decisão política, utilizando dinheiro do contribuinte, um enorme esforço financeiro da sociedade para erradicar os bairros de barracas que cercavam os centros urbanos. Para obter uma casa muitas pessoas não tiveram de se esforçar, para a manter pagam rendas tão simbólicas como 5 Euros, como todos pudemos observar durante os incidentes da Quinta da Fonte no Verão passado. Além da habitação, alguns ainda recebem RSI para assegurar uma sobrevivência com o mínimo de condições. Na escola os jovens não fazem exames nem conhecem uma avaliação de rigor, para evitar serem excluídos, em nome da chamada escola inclusiva que permite ao governo brilhar nas estatísticas. Ora se não é necessário trabalhar para ter casa, ordenado ou boas notas, que impede alguns de pensar o mesmo quanto à melhor forma de obter carro, roupa de marca e vários outros gadgets da moda? Ninguém pode ficar surpreendido que uma cultura de falta de exigência se traduza no aumento da criminalidade. Uma das críticas que se fazem ouvir com maior frequência é a falta de equipamentos, mas vários instalados logo foram destruídos ou vandalizados, como parques infantis por exemplo, e ninguém de bom senso, a começar logo pelos próprios moradores investe abrir um qualquer estabelecimento, que seria uma fonte de problemas. No momento em que assistimos a problemas na Bela Vista, o ministro da Administração Interna afirmou que o Estado não irá tolerar estes comportamentos, será talvez boa altura para perguntar pelos resultados da Quinta da Fonte, quantas pessoas foram acusadas e presentes a Tribunal? Se nenhuma, então Portugal não será um Estado de Direito, mas República das bananas.


Existe em Setúbal uma persistente e continuada demissão da autoridade com a rarefacção de recursos policiais. Isso, aliada a uma política social zero (deste governo) e a crise... deu carnaval!

Agora estou de acordo que antes que se atire dinheiro público para resolver mais este problema social, como se fez com a eliminação das barracas, se pense bem e que qualquer que seja a solução essa tem que passar por um reforço da autoridade e das leis da república.
manuel gouveia a 11 de Maio de 2009 às 10:21

Tive uma conversa interessante, via blogues, com o Carlos Santos do Valor das ideias, aqui fica i link que dá acesso a essa conversa. Só para quem quiser, claro.

http://mms-mudarportugal.blogs.sapo.pt/7439.html
Sérgio Bernardo a 11 de Maio de 2009 às 12:27

Na cama que todos fazemos, todos nos vamos deitar!
A culpa não é só de um outro abstracto - é nossa enquanto sociedade. Os incendiários somos nós!
O primeiro passo para circunscrever o incêndio é essa tomada de consciência - essa responsabilização.
Anónimo a 8 de Dezembro de 2009 às 17:39

E o pior é que se estão a criar as condições ideais para o alastrar do incêndio. Quando o quiserem circunscrever, que se lembrem do que não foi feito.
O grande problema é que na cama que estão a fazer nos teremos de deitar todos ( com excepção dos verdadeiros incendiários ).
Cristina Ribeiro a 11 de Maio de 2009 às 13:14

Na cama que todos fazemos, todos nos vamos deitar!
A culpa não é só de um outro abstracto - é nossa enquanto sociedade. Os incendiários somos nós!
O primeiro passo para circunscrever o incêndio é essa tomada de consciência - essa responsabilização.
Ou a Cristina acredita que nada tem a ver com isso?
Não acende nem apaga o fogo - eu digo-lhe que se alguém o acendeu é nossa responsabilidade apagar.
Anónimo a 8 de Dezembro de 2009 às 17:45

OS BANDOS DOMINAM NOS BAIRROS SOCIAIS

Os partidos de esquerda desculpam sistematicamente a criminalidade com o a pobreza e o desemprego. Parece terem receio de uma atitude mais enérgica na luta contra o crime. Será que ficaram traumatizados desde os tempos do fascismo? Esta postura está a desorientar o seu próprio eleitorado natural: os mais pobres que são também os mais desprotegidos face à criminalidade. Assim, os partidos de esquerda têm muita responsabilidade relativamente ao crescimento da extrema direita que tem um discurso bem mais sensato sobre o combate crime. Barack Obama que prometeu ser implacável no combate ao crime e defender ao mesmo tempo os mais desfavorecidos. Não me parece que isso seja incompatível.

Todos os dias vemos fechar Empresas jogando muita gente no desemprego e na pobreza. Frequentemente, ficam muitos meses de salários por pagar, levando essas pessoas a uma situação de desespero. Se fosse esse o motivo dos desacatos que se têm visto nos bairros sociais, então eles aconteceriam preferencialmente nas manifestações junto aos antigos locais de trabalho, onde se aglomeram muitas pessoas na mesma situação.
Não! o que se viu no Bairro da Bela Vista foi a homenagem a um criminoso abatido em flagrante pela polícia, numa atitude de desafio à própria polícia como que para testar a sua capacidade de reacção e para uma demonstração de força no bairro.

Há 50 anos a pobreza em Portugal não era menor que a de hoje e a criminalidade violenta era praticamente inexistente. Se mais pobreza implicasse mais criminalidade, então não teria sido assim. As estatísticas nem reflectem a nossa realidade porque muitas vítimas já nem se queixam porque sabem que os criminosos são rapidamente postos em liberdade, mesmo quando são capturados e depois ficam sujeitos a represálias. Mela mesma razão, vítimas e testemunhas escondem a face quando são entrevistadas pela televisão.

Já há algum tempo um Mayor de Nova Iorque decidiu que não se deveria menosprezar a pequena criminalidade nem os pequenos delitos, porque a sensação de impunidade se instala nos jovens delinquentes, estes vão facilmente progredindo para infracções cada vez mais graves até que a situação se torna incontrolável. Implementou então a célebre "Tolerância Zero" que, como se sabe, deu óptimos resultados, reduzindo num só ano a criminalidade em Nova Iorque em cerca de metade.

A actual política portuguesa de manter na rua os criminosos, mesmo depois de várias reincidências, faz (como dizia o Mayor ) crescer a sensação de impunidade: o criminoso continua com as suas actividades criminais, vai subindo o nível dos seus delitos e serve de exemplo para que outros delinquentes mais jovens sigam o mesmo caminho.

Mas existem muitas pessoas trabalhadoras e humildes nos bairros sociais que não levantam problemas e que só desejam que os deixem viver em paz, o que não acontece, porque estão reféns dos bandos de criminosos que dominam nesses bairros. Não se pode contar com essas pessoas para testemunharem qualquer acto criminoso a que assistam porque têm medo, medo de represálias porque não se sentem convenientemente protegidas pela polícia que também não pode estar sempre presente. Lembra as favelas brasileiras...só que no Brasil polícia e militares juntam esforços para combater o domínio dos bandos nas favelas e tem havido baixas parte a parte mas a polícia começa a chegar onde antes não se aventurava. Por cá, enquanto o crime cresce e toma posições de domínio, a polícia, apesar de vontade, nada pode fazer porque lhe falta a autoridade. Entretanto, Governo, Partidos, e outras organizações não compreendem o que se está a passar e fazem conjecturas absurdas sobre o motivo dos desacatos que é por demais evidente. Será que temos que cair no fundo?

Zé da Burra o Alentejano
Zé da Burra o Alentejano a 11 de Maio de 2009 às 15:25

Não conhece de todo a realidade de uma favela brasileira, nem mesmo a de um bairro social português - posso garantir-lhe que são escalas tão distintas que se torna impossível essa sua comparação simplista. O Brasil está longe de conseguir resolver ou mesmo controlar o fenómeno das favelas, os nossos bairros perto de uma favela são - brincadeira de moleque!
E nos nossos bairros existem PESSOAS, umas trabalhadoras e humildes como diz, mas não existem só essas - sabe porquê? porque num bairro social existem PESSOAS, como a mesma diversidade que em qualquer outro lugar - os seus vizinhos são todos trabalhadores e humildes?
Anónimo a 8 de Dezembro de 2009 às 17:54

PROMETER combater o crime e defender ao mesmo tempo os mais desfavorecidos não é certamente incompatível... Resta saber se FAZÊ-LO será também compatível...
Epitácio Lemos a 16 de Dezembro de 2011 às 13:32

Ninguém alega que sejam só a pobreza e o desemprego que causam a criminalidade nos bairros sociais e outros, mas não há dúvidas que a facilitam.
A maioria das pessoas não se transformam em criminosos nem deixam de dar atenção ao filhos se ficarem desempregadas. Mas se calhar num bairro social com características de gueto, onde sempre houve muita pobreza, que sempre foi um mundo à parte, excluído, onde nunca se tentou fazer nenhum programa de integração social, onde sempre que algum equipamento se estraga demora-se sempre anos a ser substituído, onde nunca se tentou fazer policiamento de proximidade, aí acredito que numa altura em que o desemprego sobe muito a criminalidade também aumente.
Qualquer explicação alternativa a esta derrapa inevitavelmente para o racismo.
Epitácio Lemos a 16 de Dezembro de 2011 às 13:56

entao diga.m uma coisa porque que os barrios sociais sao afastados da cidade?
rute a 30 de Janeiro de 2010 às 12:25

Os bairros estão afastados, pela mentalidade descriminatoria do povo português, começando pelas elites mais altas, nomeadamente os políticos. Concordo que haja problematicas relevantes em alguns bairros sociais, contudo é importante frisar que nem todas as pessoas são iguais...
A mudança, passa pela tentativa de incutir alguns valores e hábitos a determinadas pessoas residentes em bairros, como também a toda a sociedade prevalecida ainda com mentalidade estereotipada.
lucia a 1 de Junho de 2010 às 21:55

Concordo plenamente........... Não digamos que a questão da criminalidade não é uma problemática constante, no entanto, ela teve de começar por algum lado. Se os bairros sociais foram construídos pelos contribuintes em prol da reinserção social dos mais desfavorecidos, então o porquê do isolamento dos mesmos. "Dis-me com quem andas que eu dir-te-ei quem és"- É normal que este isolamento, descentralize as comunidades residentes nos bairros sociais, na medida em que elas não têm contacto com o dito "mundo exterior" aptos a novas experiências e conhecimentos de modo a mudar a sua posição social.
Helena Semedo a 10 de Maio de 2011 às 16:13

mais sobre mim
Maio 2009
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9






comentários recentes
comunismo=fascismo
Gostam de falar sobre os mamarrachos mas esquecem ...
Muito Bom post. Realmente, este flagelo agrava em ...
Muito Bom post. Realmente, este flagelo agrava em ...
A Censura anda muito activa nos comentários dos bl...
Posts mais comentados
pesquisar neste blog
 
arquivos
links
Twingly BlogRank
blogs SAPO