Obviamente que estamos de acordo quanto ao referendo.
Já sobre as alterações legislativas apenas porque uma nova maioria sucede a outra, não acha que de alterações legislativas constantes estamos todos nós cheios?
O que o País precisa é que a legislação seja posta em prática e executada conforme deve ser.
Na questão da IVG (onde votei SIM), qual a justifcação para novo referendo?
Não será apenas a necessidade de (re)ganhar o que se perdeu?
Quando introduzi esta questão foi precisamente para assinalar que na sociedade portuguesa existem sectores (em ambos os lados do arco constitucional) que convivem um bocado mal com a derrota.
Quanto à Igreja Católica tomar posição, também não a quero impedir mas convinha que, primeiro, se recordasse que o poder temporal e o espiritual há muito se separaram; que vamos ter três actos eleitorais e que cada um é um momento próprio pelo que misturar alhos com bugalhos não conduz a nada; depois a fiabilidade das pessoas e das organizações não se mede por uma proposta nem por uma prática, pois se assim fosse estava a Igreja Católica muito mal com os casos de pedofilia em que elementos seus se envolveram!
Ferreira-Pinto a 11 de Fevereiro de 2009 às 14:28

Na questão da IVG (onde votei SIM), qual a justifcação para novo referendo?

-Da primeira vez ganhou o NÃO, qual foi a necessidade de segundo referendo? Não defendo referendos a toda a hora, mas passado um tempo a questão pode ser reavaliada, e confirmada ou não, depois vamos lá a ter calma.
-Em relação à IC acho muito bem que defenda a não legalização de casamentos homossexuais, mas já tenho dificuldade em perceber indicações de voto, julgo que fui claro, os casos de pedofilia que fala, responsabiliza os próprios e não a instituição, da qual não me considero membro. Aliás perderia mais o país, e o próprio PS se permitir que a campanha eleitoral se torne um plebiscito a esta questão, que nem sequer será consensual no interior do partido, e mesmo o PCP tenho dúvidas, conheço bem os feudos comunistas no Alentejo, e alguns dirigentes locais, não creio que o eleitorado vá todo na mesma onda...

Por partes, por partes ....
Não leve como ataque pessoal qualquer coisa que eu escreva. Calma.
Ficam aqui mais umas perguntas apenas:
- O referendo a que alude foi vinculativo?
- Insisto: a não legalização da IVG trazia a felicidade de quem?
- Quantos dos que comodamente defendem o NÃO tomam ou tomaram medidas de apoio à infância?
- Estamos de acordo quanto à não indicação de voto por parte da Igreja (mas, queira ou não, foi já dada de forma mesmo indirecta que seja);
- A pedofilia só foi chamada à baila como lembrete e se vir bem eu também deixei bem claro que não tomo a nuvem por Juno;
- Mas, já agora, quais as sanções da Igreja instituição aos prevaricadores e, aos olhos da Lei, criminosos?
- O PS devia gerir estas coisas com cautela pois este é um daqueles domínios em que está a por-se a jeito para nada!
Ferreira-Pinto a 11 de Fevereiro de 2009 às 15:31

Nenhum referendo foi até hoje em Portugal vinculativo. No entanto a tradição e boa prática até hoje, sempre permitiram respeitar os resultados, fossem eles quais fossem. Espero que assim continue. A não legalização da IVG trazia desde logo os cofres da segurança social mais saudáveis, porque agora permite-se engravidar à experiência, e se não estiver satisfeita no final de 10 semanas nós pagamos. Só essa razão bastaria para me fazer votar NÃO. Tenho dúvidas quanto ao resto, mas inclino-me para considerar um feto como forma de vida, e não vi até agora ninguém provar o contrário, não vamos inverter o ónus da prova, na dúvida decido a favor da vida, mesmo que suposta. Quanto ao resto passa-me ao lado, se um membro do clero for pedófilo deve responder criminalmente perante um Tribunal, se responde também perante um Bispo, Cardeal, Papa ou Deus, já não me diz respeito, enquanto cidadão basta-me que responda na Justiça. Quanto ao resto, caro Ferreira-Pinto , não levo nada a peito, gosto de debater, quando o interlocutor apresenta argumentos, e claro, quando tenho tempo.

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