Ora aqui está um tema quentíssimo!! Discordo de alguns pontos porque acho que a opinião pública está muito mal informada sobre o que se está a passar no ensino. Agora, concordo plenamente, e acho esse o ponto mais importante, que se está a promover a mediocridade, a mascarar o insucesso escolar, a criar inadaptados ao mercado de trabalho (adorei a expressão e comungo da ideia 100%) e não vejo nada a ser feito para promover o conhecimento, a capacidade de ler e interpretar. Está caótica a educação em Portugal. Estamos no advento da nova iliteracia!
Blondewithaphd a 10 de Setembro de 2008 às 11:32

Afrontar os sindicatos, António? Não era melhor propor que os sindicatos se reconvertessem e se tornassem mais ágeis, produtivos, corresponsabilizados pelos próprios professores, pais e agentes sociais?

O afrontamento dos sindicatos, como método e ainda para mais entregue, como propões, ao Governo/poder político, não me parece que vá conduzir a melhorias no sistema e é estatizante e vertical, muito pouco liberal no que a arbítrio e não intervenção estatal diz respeito.

A entropia do sistema está toda no que se prende com a contempoirização da mediocridade, está no pacto pelo fast-diploma em detrimento do saber efectivo, no nivelamente por baixo, na banalização do mérito e do saber como coisa massificada, garantida e aleatória. Está, em suma, na troca-traição das estatísticas abonatórias e lisonjeiras por pessoas concretas diminuídas nas suas competências.

A estupidez

PALAVROSSAVRVS REX
PALAVROSSAVRVS REX a 10 de Setembro de 2008 às 12:12

Joshua , quando falo em enfrentar os sindicatos, refiro-me aos seus dirigentes, o que será conseguido se a escola tiver uma maior autonomia, e liberdade para escolher o seu corpo docente. Sei que eventualmente irão surgir problemas, mas os professores serão tentados em responder pontualmente a um problema real, localizado, em lugar de protestos generalizados, pouco objectivos, e politicamente utilizaveis.

As empresas privadas têm sindicatos especializados, o mais das vezes em sinergia e à medida dos reais interesses viabilistas e laborais e penso que esse deverá ser o caminho a seguir numa reforma do sindicalismo dos diversos ramos da função pública. A maior fragilidade reside justamente no generalismo das críticas e insatisfações e da contestação por grosso.

PALAVROSSAVRVS REX

De acordo, mas é precisamente o que menos interessa ao PCP, e à sua correia de transmissão, CGTP.

O PCP não é dono da cgtp. Esta tem docentes independentes, bloquistas, socialistas e comunistas reformistas.

Caro, António, está mesmo a imaginar os milhares de todos-poderosos directores a seleccionarem os professores!

-Estou a imaginar alguns directores arvorarem-se em todos poderosos, e serem colocados no lugar, os tiranetes podem existir em qualquer parte, não quer dizer que sejam tolerados. Em relação à CGTP, ela tem de facto pessoas fora da órbita da Soeiro Pereira Gomes, mas é de lá que continuam a partir as directivas, mas já foi pior, reconheço. Acredito que os sindicatos não se devem imiscuir na política, e sim responder aos problemas dos trabalhadores, um bom exemplo o sindicalista António Chora, por sinal ao que julgo, do BE.