Basta ler o discurso e os links para se perceber que é de direita. Daqueles que gosta de ver o país como está, privilegiando os ricos e desprezando os pobres.
Pedro a 5 de Junho de 2008 às 12:33

-Meu caro Pedro, estou muito longe de ser rico, com trabalho evito ser pobre, mas não desprezo ninguém.

Meu caro ... não sei quem é nem o que faz ... o que lhe digo é que há hoje Portugueses seus concidadão e tão humanos como o Sr. que não tem dinheiro para comer uma sopa por dia.
Enquanto como e por exemplo ... a rapaziada que nos governa gasta á "tripa forra" como no caso do sistema "SIRESP" de que se falou nos últimos dias em que um sistema é avaliado para custar 80 M e acaba por custar 500 M , sinceramente ..... ultrajante ..... é só um exemplo.
Quanto aos trabalhadores ..... meu caro .... trabalho sem direitos?( talvez seja preferível não trabalhar) onde impera a vontade do patrão no seu feudo .... nem pense.. Se tivéssemos um tecido empresarial diferente como há noutros países e até como cá já vai havendo embora pouco não havia necessidade de alterar as leis ... que a meu ver estávam muito bem até vir o Sr,. Bagão ... que aliás n\ao fez mais que acatar as ordens de Bruxelas. Não vê que isto são manobras concertadas por toda a CE para retirar direitos a quem trabalha para facilitar a vida aos patrões a às empresas? Isto é feito a todos os níveis desde direitos Sociais a direitos no trabalho... até o Sub. de desemprego já está indexado a um index novo mais baixo que o ordenado minímo nacional, criaram um "index de abonos sociais" onde o dito sub. está indexado...... enfim .... uma roubalheira.
Não se esqueça ..... normalmente quando se começa a mexer na dignidade do ser humano e por mais repressivas que as sociedades sejam é vulgar as coisas acabarem mal.
Cumprimentos.
Jorge P a 5 de Junho de 2008 às 14:53

-Subscrevo sem hesitação muitas das suas afirmações, não posso é confundir legislação laboral com casos de polícia. Quanto ao resto o fundamental é a economia crescer, de contrário ninguém tem nada a não ser uma elite, veja-se Angola ou o Zimbabwe, países onde não existe mercado de trabalho. Não é com legislação, nem garantindo direitos, para lá dos óbvios é claro, não deturpar, não estou a defender qualquer forma de servidão ou escravatura, é trabalhando que conseguimos melhorar as nossas condições de vida.

Caro António,
Tenho muita estima por si, mas neste caso, tal como o outro comentador, não posso concordar consigo. As dificuldades das empresas em Portugal não são resultado da legislação laboral, nem se resolvem baixando mais os níveis salariais ou tornando mais fácil o despedimento. O problema das empresas em Portugal é o Estado, controlador e sugador. Faça o meu amigo as contas para saber que percentagem dos resultados de uma empresa seguem directamente para os cofres públicos: os impostos, os descontos para a S. Social, as taxas, as licenças, as obras compulsivas permanentes para ajustamentos a normas sempre em mudança, etc, etc.
Há alguns anos atrás tive oportunidade de trabalhar em 2 outros países europeus (antes mesmo de Portugal fazer parte da CEE), em empresas de pequenas dimensões que podiam pagar bem aos seus empregados (eu acho até que faziam questão em pagar bem) sem grande esforço contabilístico. Muitas encomendas eram feitas pelos serviços da administração pública desses países, que pagavam escrupulosamente o acordado dentro dos prazos estabelecidos. Sei que algumas dessas empresas tinham benefícios fiscais e outras compensações em função das necessidades sociais dos seus empregados (nascimento de filhos, casamento, famílias com idosos doentes, etc).
O sucesso de uma empresa é, tem que ser, também o sucesso daqueles que nela trabalham, sentindo que vale a pena fazê-lo com lealdade, porque a resposta é leal, com honestidade, porque a resposta é honesta.
Acabe-se com a exploração abusiva (porque é disso que se trata) do Estado sobre aqueles que ainda têm a coragem de produzir alguma coisa neste país, e d^-se-lhes oportunidade para prestarem o maior dos serviços sociais - pagarem bons salários - e vai ver se a economia não apresenta melhoras rápidas.
Bem, isto já está maior do que o post, pelo que me fico por aqui.
zedeportugal a 5 de Junho de 2008 às 23:36

-Caro Zé de Portugal, as nossas posições não divergem muito, eu não defendo diminuição de salários, estaremos em desacordo quanto á flexibilidade laboral, o que até seria uma questão menor se o país tivesse outro desempenho económico. Também não confundo empresários com patrões que infelizmente por aí proliferam, e estou completamente de acordo que temos uma excessiva carga fiscal, sobre as pessoas e empresas. Claro que reduzir a fiscalidade significa reduzir despesa pública, mas não apenas despesa social, alguns investimentos como TGV's, SCUT's , aeroportos, poderiam e deveriam ser repensados. Só que não é na rua pedindo medidas avulsas que lá vamos, nem confundo as coisas, o descontentamento com a governação existe e justifica-se, mas é aproveitado pela CGTP politicamente, que está e sempre esteve nos ultimos 30 anos contra tudo, mas nunca apresenta propostas, porque o modelo político que defende está falido.

Dizer que a CGTP não apresenta alternativas é de uma profunda desonestidade intelectual ou de alguém que atira umas bocas só porque sim e sem nunca ter lido as propostas da Intersindical.

Se calhar valia a pena perder umas horas no site da CGTP a ler as suas propostas para depois sim, apresentado razões, as criticar.
HB a 6 de Junho de 2008 às 11:06

IMUNE... Mas até quando?
Código do Trabalho 05-06-2008 22:45
José Sócrates contra os motivos do protesto
Imune à quantidade de pessoas que hoje saiu à rua está o Primeiro-ministro, que não concorda com os protestos de em Lisboa, nem como facto da CGTP ter convocado a manifestação.

“Não me impressiona o número, o que me impressiona são os argumentos. Discordo que a CGTP, estando envolvida num processo negocial, a primeira coisa que faz é vir para a rua manifestar-se contra qualquer solução que saia da concertação social. Eu acredito e estou empenhado na concertação social e em conseguir um acordo, e não desisto disso, porque acho que essa reforma é essencial (…)” – afirmou o Primeiro-ministro.A manifestação contra a revisão do Código Laboral juntou hoje cerca de 200 mil pessoas em Lisboa, segundo a polícia.


Já vamos estando habituados à indiferença com que os nossos governantes, tendo à cabeça José Sócrates, vão comentando as diversas e gigantescas manifestações e provas de descontentamento que nos vêm dos mais diversos sectores da nossa sociedade. É certo, que os mesmos senhores, uma vez mais com o seu chefe à cabeça, também já nos demonstraram inequivocamente que, como mentem com a maior desfaçatez e à vontade, já nada nos deve fazer espantar. Porém, não deixemos de ir sublinhando algumas dessas pérolas, sendo, a de hoje, a repetição já gasta por todos os membros deste governo: “não me impressiona o número, o que me impressiona são os argumentos.” A minha pergunta vai no seguinte sentido? Com quem julgam estes fulanos que estão a falar? Terão a coragem de quando chegarem à campanha eleitoral voltarem a dizer o mesmo, isto é, que não lhes interessam os números, mas sim os argumentos? Ou aí voltar-se-ão a esquecer destes quase quatro anos de vergonhosa ditadura de promiscuidade e compadrio e regressarão às mentirosas promessas com que no passado conseguiram enganar um povo analfabruto e ignorante mas que, ainda assim, compreendeu que o Santana Lopes e companhia só serviam para comentar futebol, ter ideias parvas e pouco mais.
Eis o nosso grande problema… como podemos viver num país onde os nossos governantes são cada vez piores, que quando julgamos que já não é possível fazer pior, vem o seguinte e nos faz desejar o que partiu como se tivesse tratado de um mal menor? A grande questão é que essa sequência de convergência para o negativo, ou se preferirem, esta capacidade de fazer sempre pior do que o anterior, retira a esperança a qualquer um… Poderíamos pensar no presidente… mas é igual, ao invés de exercer o seu papel moderador limita-se a comportar-se como um lacaio que quer ver o seu contrato renovado no final do mandato… Com que legitimidade nos vem falar de justiça social e moralidade nos salários dos altos funcionários privados enquanto ele, que deveria dar o exemplo, enquanto mais elevado funcionário público do país que deveria ser um exemplo em quem se pudessem pôr os olhos, acumula não sei quantas reformas, mais o vencimento de Presidente e todo o conjunto de alcavalas que eu nem consigo imaginar…
Enfim, o que fazer com tudo isto e como viver aqui sem ser indignado e revoltado com toda a parasitagem de que somos vítimas? Eram estes argumentos que eu queria ver respondidos, fosse por quem fosse.
quink644 a 6 de Junho de 2008 às 12:59