-O PSD vai hoje a votos escolher a liderança. Votei várias vezes no partido, a última das quais em 2002, a promessa não cumprida do choque fiscal somada ao abandono de Durão Barroso para dirigir a Comissão Europeia, levaram-me de então para cá a procurar outras paragens na hora de depositar o boletim de voto na urna, em boa hora o fiz, porque o PSD tem faltado sucessivamente aos compromissos assumidos com os eleitores, se dúvidas existissem ontem foi dado mais um exemplo com a viabilização do PEC. Mas não fico naturalmente indiferente às eleições directas, até porque voltar a votar PSD será sempre uma possibilidade em aberto, dependerá da análise que conscientemente farei em cada momento, analisando os três candidatos mais fortes à liderança, sem apoiar alguém em particular, digo apenas que jamais entregarei o meu voto a quem afirma não existir ética na política, afirma e coloca em prática diga-se, a forma como avançou para a candidatura desrespeitando o acordo de cavalheiros que mantinha com o líder parlamentar é disso exemplo. Pode haver quem se entusiasme com uma retórica trauliteira de conteúdo oco, mas certamente não serei a rever-me no estilo.