-Um filme de Martin Scorsese merece sempre uma ida ao cinema. Excelente narrativa, suspense, bons pormenores de realização, dei o tempo por bem empregue. Está no entanto longe de poder ser considerado a obra-prima do cineasta.
-Está de parabéns O Insurgente, cinco anos sempre em defesa da Liberdade. Visitá-lo tornou-se uma rotina diária, que não tenciono alterar, é o melhor elogio que posso fazer ao excelente colectivo de autores.
-Já estamos habituados à falta de palavra do PSD. Este é o partido que nos prometeu um choque fiscal em 2002, mas chegado ao governo aumentou impostos. Este é o partido que votou em Dezembro passado o fim do inenarrável PEC, mas afinal era apenas para enganar uma vez mais os portugueses. Este é o partido em que deixei de votar, e assim tenciono continuar, não gosto de quem falta à palavra. Deve ser a isto que chamavam política de verdade, pois!..
-No início da carreira os trabalhadores são forçados, sem qualquer opção de escolha, a contribuir com parte do salário para financiar uma segurança social pública. Em troca esperam receber, algures no futuro, uma pensão que lhe permita manter um nível de rendimentos mínimo, de acordo com as entregas efectuadas. Em nome da chamada universalidade e solidariedade geracional, saem todos a perder, parte das verbas são absorvidas em custos com o funcionamento do próprio Estado. Para cúmulo, o sistema assenta numa base fraudulenta, uma vez que o Estado, não satisfeito com o papel de árbitro e jogador em simultâneo, ainda altera a regra do jogo em seu favor, sempre que tal lhe for conveniente. A diferença entre a segurança social pública e um esquema de Maddof, certamente inspirado na pirâmide de Carlo Ponzi, reside na cobertura legal da primeira...
-José Sócrates pretende apresentar um PEC sem recurso ao aumento de impostos. No entanto reduz ou termina com algumas deduções, o que na prática se traduz por um maior esforço do contribuinte com vista à subida da receita fiscal. Recordo que em 2005 foi eleito com idêntica promessa, imediatamente quebrada após tomar posse, com o auxílio do vidente sentado no BdP, que inventou aquele bizarro episódio do défice estimado. Sobre a credibilidade do nosso primeiro-ministro, hoje lembrei-me deste discurso:
-Não vale a pena continuar a tentar tapar o sol com a peneira, por mais que as estatísticas indiquem não terem aumentado nos últimos tempos os índices de criminalidade, a realidade é que existe na sociedade portuguesa uma sensação de insegurança. É a conclusão a retirar deste estudo. A questão é também de visibilidade, os criminosos podem não praticar mais delitos que anteriormente, mas organizados em gangs serão certamente mais espectaculares nas acções. Não basta a boa vontade, o combate ao crime passa por uma opção política, no sentido de permitir uma resposta mais musculada das nossas forças policiais, necessariamente treinadas e equipadas para o efeito, para além de alterações aos Código Penal e Código do Processo Penal, a fim de retirarmos das ruas quem teima em não aceitar e respeitar as regras mais básicas da vida em sociedade.
-A saída dos boys dos jobs na PT é obviamente positiva, mas será importante escrutinar as credenciais dos sucessores que vierem a ser nomeados pelo governo. Ideal seria acabar com a bizarra golden share, mas não sejamos ingénuos, o problema não se esgota aqui, há por aí muito boa empresa dependente dos negócios com o Estado, onde existem administradores de carácter informal ao serviço do poder político.
-Por pontapear um adversário Pepe, jogador do Real Madrid, foi suspenso por 10 jogos. No mínimo Hulk e Sapunaru terão espancado um segurança no Estádio da Luz, quando este lhes pretendia apenas desejar um feliz Natal. Só assim posso compreender o castigo imposto aos jogadores do F.C.DPorto. Foi isso que aconteceu ou a Comissão Disciplinar da Liga obedece a um vergonhoso fanatismo, aliás já demonstrado em anteriores decisões, basta relembrar as que foram aplicadas a jogadores do Sporting de Braga, cirurgicamente um dia após o término da data para novas inscrições. Não tenho dúvidas que um dos seus membros deveria ser irradiado de tomar decisões no futebol, ao que se diz a besta até é juiz, mas deve ter faltado à aula onde se aprendia o conceito de imparcialidade...
P.S.- Antes que a caixa de comentários fique poluída pelo facciosismo, esclareço que nada tenho a ver com o F.C.P., clube do qual nem sou adepto, apenas me indigno com injustiça, na verdade o juiz tarefeiro do C.DD. procurou prejudicar os atletas, já que é impotente perante a instituição, em particular o seu Presidente, pessoa que até não me desperta qualquer simpatia, diga-se. Não permitirei comentários utilizando linguagem inapropriada ou insultuosa, os quais me reservo no direito de apagar.
-Miguel Castelo-Branco diz o essencial, o país não pode continuar a gastar metade do PIB com o funcionamento do Estado.