-Estou politicamente nos antípodas de Joana Amaral Dias, mas entre a palavra da antiga deputada e dirigente do BE e José Sócrates, escolho acreditar na primeira, não é intuição, mas o PM faz lembrar o Pedro da história com o lobo...
-Estou politicamente nos antípodas de Joana Amaral Dias, mas entre a palavra da antiga deputada e dirigente do BE e José Sócrates, escolho acreditar na primeira, não é intuição, mas o PM faz lembrar o Pedro da história com o lobo...
-Se desconhecesse o engº José Sócrates, perguntaria a mim mesmo onde iria conseguir dinheiro para cumprir todas as promessas que tem feito nos últimos dias, e são várias, mas conhecendo o personagem, a resposta é simples, basta recordar a criação de 150 mil novos postos de trabalho, e também a palavra que não aumentaria impostos.
"Nunca vi um cão a acasalar com outro cão, nem um cavalo com outro cavalo"..., o que vejo "são machos a lutar pelas fêmeas"...
-Todos nos lembramos do discurso de Horácio Cunha, delegado ao Congresso de Espinho por Coimbra. De Miguel Vale de Almeida ao PS profundo, os socialistas assemelham-se cada vez mais com um albergue espanhol.
-A governação socialista provoca o êxodo. Mais 4 anos com o engº Sócrates, e teríamos o deserto, já não apenas o de Mário Lino na margem sul, mas um pouco por todo o país.
-Para estancar a previsível hemorragia de votos que se adivinha virem a ser perdidos para os partidos à sua esquerda, em especial o BE, José Sócrates opta por incluir nas listas de candidatos a deputados pelo círculo de Lisboa, Miguel Vale de Almeida, ex-dirigente do BE e conhecido activista na defesa do casamento homossexual, tema que não está a ser discutido na campanha eleitoral, mas que deverá constar no programa eleitoral do PS, e ser aprovado na próxima legislatura, sem recurso a referendo. O antigo dirigente bloquista vinha a dar sinais de aproximação ao PS, escrevendo no seu blogue este post.
-O resultado da governação falhada, tivesse optado pela descida de impostos, e muito possivelmente estes números não seriam tão alarmantes. A crise não explica tudo.
-O balanço da presente legislatura só pode ser um, Portugal caminha para o abismo, não é uma tempestade perfeita como José Sócrates nos pretende fazer acreditar, deixando no ar a ideia que a seguir poderá vir a bonança, mas o resultado de 4 anos de má governação, marcada por sucessivas mentiras e trapalhadas, começou logo pela promessa de não aumentar impostos, subindo o IVA com a desculpa do relatório falacioso, elaborado com a cumplicidade do governador do Banco de Portugal. A partir daí, desde os 150 mil empregos, até aos relatórios tipo OCDE, passando pelos painéis solares que não passavam de bombas de calor, da famigerada taxa Robin dos Bosques, ao aeroporto na Ota que afinal era em Alcochete, terminando no escandaloso negócio com a Liscont, se tiver de definir estes quatro anos numa só palavra, esta terá de ser MENTIRA.
-Esta música já antiga, beneficiou com a soberba interpretação de Caetano Veloso, para o filme de Pedro Almodóvar, Hable con ella.
-Confirma-se o que escrevi anteriormente, Lopes da Mota irá recorrer para o plenário do Conselho Superior do Ministério Público, onde previsivelmente voltará a ser derrotado na pretensão de afastar Vítor Santos Silva da instrução do processo disciplinar, mas o inquérito sobre as alegadas pressões no âmbito do dossier Freeport, apenas conhecerá o termo após as legislativas.
-Deve existir algum equívoco, ou insuficiente informação na divulgação desta investigação a Dias Loureiro, o recebimento de luvas por um negócio entre privados, não constitui ilícito criminal, excepto se o mesmo configurar uma situação de abuso de confiança, o que carece de apresentação de queixa por parte das entidades lesadas. O lucro obtido por esta via, é perfeitamente legal, estando obrigado á sua declaração para efeitos fiscais, sendo passível de tributação. Não se percebem razões para a abertura do processo pelo Ministério Público, a não ser que exista algo mais, que por agora desconhecemos.
-O PS pode continuar a estratégia de enterrar a cabeça na areia, fazendo de conta que os problemas não existem, vale tudo na tugolândia para não questionar o querido líder na sua infinita sabedoria, já o resultado das políticas estão bem à vista, os portugueses sentem-no diariamente, no dia 27 de Setembro farão a sua avaliação, a mais importante. Está quase!
-Poderia lá esquecer-me deste ícone, ao som do qual passei parte da adolescência, ainda que ouvindo músicas posteriores, esta pérola descobri mais tarde.
-Vítor Bento é um prestigiado economista, observador atento da sociedade, correcto na análise dos problemas do país, tem tudo a favor para ocupar um lugar no Conselho de Estado. Boa escolha do Presidente da República.
-Testamento Vital é diferente de suicídio medicamente assistido, ou eutanásia, mais uma vez teríamos uma trapalhada legislativa, onde se misturam conceitos, abrindo portas ao que não se pretende. Ainda bem que a questão foi adiada para a próxima legislatura, e que de uma vez por todas, saiam diplomas claros, sem equívocos nem duplas interpretações, se querem de facto resolver os problemas das pessoas. Não faltam juristas na Assembleia da República, em todos os grupos parlamentares, será possível que pessoas como João Lobo Antunes ou Daniel Serrão, não estamos a falar propriamente de políticos interessados em questões partidárias, considerem o texto do diploma, confuso, contraditório, e ameaçador do bem-estar das pessoas doentes?
-O controlo das contas públicas foi bandeira do governo, mas apostando no aumento das receitas em vez de diminuir despesas, o sistema teria forçosamente de sucumbir. O Estado é demasiado grande, gastador e ineficiente, um verdadeiro sorvedouro da riqueza nacional, assim não vamos lá, com empresas e particulares asfixiados, o resultado está à vista...
-O Conselho Superior do Ministério Público deliberou por unanimidade, rejeitar o pedido de afastamento do inspector Vítor Santos Silva, apresentado por Lopes da Mota. Trata-se sem qualquer margem para dúvida, de mais uma derrota do Primeiro-Ministro Presidente do Eurojust, que poderá ainda recorrer para o plenário do CSMP, o que muito provavelmente fará, atirando a conclusão do inquérito às alegadas pressões no sentido do arquivamento do caso Freeport, para depois das legislativas. Mas o país já percebeu a manobra.