-Abriu a caça ao voto. Na última campanha eleitoral José Sócrates prometeu 150 mil postos de trabalho, agora mais contido, em tempos de crise promete 5 mil estágios remunerados por ano na função pública.
-27 de Setembro, o dia escolhido por Cavaco Silva para que os portugueses ofereçam um novo emprego a José Sócrates. Com esta decisão o Presidente da República evitou uma excessiva colagem à posição de Manuela Ferreira Leite, mostrou independência, dando a entender a todo o país que preferia outra solução, mas não quis afrontar o governo, nem os restantes partidos, evitando posteriores desculpas ou aproveitamento político na procura da vitimização por quem quer que seja. Esteve bem!
-Como é óbvio, ninguém acreditaria que uma empresa fortemente condicionada pelo Estado, como é a PT, pudesse realizar um negócio com a envergadura da compra da TVI, sem dar conhecimento à tutela, para cúmulo numa área delicada, como a comunicação social.
-Como previsto o governo escolheu a data de 11 de Outubro para a realização das eleições autárquicas, ficamos agora à espera da decisão do Presidente da República, a quem compete marcar as legislativas. Pessoalmente estou convencido que apesar de ter deixado em aberto a hipótese de agendar para o mesmo dia, face à oposição de todos os partidos, com excepção do PSD, seria bom que Cavaco Silva não ficasse excessivamente colado à posição do seu partido de origem. Hoje ficámos a conhecer a primeira sondagem que coloca o PSD à frente do PS. Também o Expresso avança que o governo conhecia o negócio da PT com a Prisa, desde o início do ano, acabando por vetar o mesmo após uma enorme trapalhada. Parece estarmos a viver o final do actual ciclo político.