-Alguém acredita que o CEO da PT avance para a compra de 30 por cento do capital da Prisa, sem informar previamente o principal accionista? Apesar da participação residual na companhia, convém relembrar que o Estado detém, e está disposto a lutar em Bruxelas, por uma aberração chamada "golden share", que permite manter o controlo estratégico, ou seja, na prática decidir o destino da companhia, sem pagar por isso. A Prisa, tida como próxima do PSOE, atravessa graves dificuldades económicas, pelo que o negócio merece também a análise profunda dos especialistas. No aspecto político, todos nos lembramos da polémica à volta da saída de Marcelo Rebelo de Sousa, da estação de Queluz de Baixo, entre os indignados estava o então líder da oposição, José Sócrates, quero acreditar que não existe aqui qualquer ambição editorial, ou vingança pessoal, escondida por trás desta operação, que acabará paga pelos contribuintes, ou também será considerada investimento público?