-Nada tenho contra a entrada de imigrantes em território nacional, defendo inclusivamente que a U.E. deveria competir com os EUA na tentativa de atrair os mais qualificados, que muito contribuem para o avanço civilizacional e desenvolvimento económico. A maior parte dos que escolhem o nosso país em busca de melhores condições de vida, preenchem lacunas no mercado de trabalho, impossíveis de suprimir por outra forma, e quem não encontra trabalho por cá, acaba por seguir até outras paragens. Não precisamos que a política seja restritiva à entrada, mas sim à permanência, fazendo depender a mesma do cumprimento das regras próprias da vida em sociedade, os que optam pelo crime devem ser pura e simplesmente expulsos, mas apenas esses. Obviamente que a entrada deve respeitar todas as normas em vigor, a imigração clandestina não deve ser tolerada, desde logo para evitar favorecer as máfias do tráfego humano.
-A conta-gotas, e também a contra gosto, Trichet e seus pares voltam a descer a taxa de juro, fixando a mesma em 1%, longe da Reserva Federal e Banco de Inglaterra. Espera-se com curiosidade as declarações do Presidente do BCE, prevendo que seja anunciado um período longo de manutenção dos actuais valores, mas será o comportamento da economia quem ditará as regras, e não a vontade das autoridades monetárias.
-Estas declarações pertencem a um histórico militante e dirigente socialista, dos poucos que não ficou amarrado à sombra do Estado, mas ousou empreender, investir e criar riqueza.
-Manuela Ferreira Leite afirmou o óbvio, o Governo confunde-se com o Partido que o apoia. A reacção surgiu por intermédio do malhão ministro da propaganda, Joseph Goebbels Augusto Santos Silva, que acusou a adversária de querer colocar uma mordaça nos dirigentes socialistas, que têm de facto toda a legitimidade para participarem na luta política, algo que ninguém contesta, mas nenhuma para envolverem nas suas campanhas dirigentes de organismos como o presidente da AICEP, Basílio Horta, ou através do Ministério da Educação filmarem crianças a entoar loas ao Magalhães para fins partidários, como aconteceu recentemente em Castelo de VIde.