-A prescrição de medicamentos sujeitos a receita médica é apenas parte dum contrato entre dois sujeitos, médico e utente, baseado numa relação de confiança mútua. Cabe ao utente e não ao farmacêutico questionar o médico, caso assim o entenda, e no limite se entender não estar satisfeito com o serviço, mudar o prestador do mesmo. Pessoalmente nunca autorizei, e não pretendo vir a autorizar que um farmacêutico possa alterar qualquer receita que me esteja destinada. Obviamente não desconheço os interesses que movem uma e outra parte nesta disputa, mas apesar de tudo confio mais num médico que aceita uma viagem de incentivos subsidiada por um laboratório, do que no farmacêutico que pode vir a estar interessado em aumentar a sua margem de comercialização.