La démocratie donne toute sa valeur possible à chaque homme, le socialisme fait de chaque homme un agent, un instrument, un chiffre. - Alexis de Tocqueville
27
Out 08
publicado por António de Almeida, às 11:33link do post | comentar

 

       -Não pretendo obviamente cortar o direito à palavra e opinião política do dr. Luis Filipe Menezes, mas começa a faltar paciência para a sucessão de entrevistas e artigos onde o anterior líder do PSD aparece a criticar a actual direcção, mesmo após ter prometido aos portugueses em geral e militantes do partido em particular, que iria permanecer em silêncio, por não gostar de fazer a outros o que lhe fizeram a ele. Para mais lendo esta entrevista ao PÚBLICO. ficamos mais uma vez a perceber que continua a trilhar o mesmo caminho errático quando prometia desmantelar o estado em seis meses e horas depois protestava contra o encerramento de qualquer repartição pública. O PSD pode ser um partido sem ideologia nem rumo, um pouco à deriva, mas Menezes e alguns dos seus apoiantes têm contribuído de forma activa para a ambiguidade. Estou cada vez mais convencido da necessidade de refundar o espaço político da Direita liberal e democrática, que não pode encontrar abrigo no actual PSD, mas também não será no PP que conseguirá refugiar-se. Por mim prefiro nem votar.

 

 


26
Out 08
publicado por António de Almeida, às 20:06link do post | comentar | ver comentários (3)

      -Ler mails de funcionários sem que estes tenham conhecimento prévio, de forma arbitrária, sem mandato judicial para o efeito, parece-me uma prática inquisitorial, própria de regimes ditatoriais. Num país democrático as responsabilidades deveriam ser apuradas e os responsáveis pela monstruosidade demitidos. Em Portugal o processo será certamente arquivado sem conclusões. O amigo Jumento ao que parece é um dos visados.


25
Out 08
publicado por António de Almeida, às 23:42link do post | comentar | ver comentários (5)

       -Com as saídas de Quaresma, Bosingwa e principalmente Paulo Assunção, o F.C.Porto perdeu qualidade, descendo ao nível dos rivais Sporting C.P. e S.L.Benfica, que ainda não mostraram consistência. O início da presente temporada está a recordar-me a época de 2004/2005, competitiva mas nivelada por baixo, quando o S.L.B. orientado por Trapattoni conseguiu sagrar-se campeão, após inacreditáveis falhanços por parte de qualquer dos eternos candidatos ao título. Gosto de competitividade, preferencialmente acompanhada por um futebol de excelência, algo que anda afastado dos relvados portugueses há muito.


publicado por António de Almeida, às 12:11link do post | comentar | ver comentários (2)

       -Não subscrevendo de forma alguma a tese de que Portugal não tem dinheiro para nada, considero irresponsável avançar a toda a velocidade para os investimentos nos grandes projectos de obras públicas que o governo afirma serem estruturantes para o país, e com eles conseguir obter crescimento económico e diminuir o desemprego. Obviamente que algumas estradas e auto-estradas estão em fase terminal, ou faltarão poucos quilómetros para serem concluídas, e devem avançar, até para rentabilizar o esforço financeiro realizado até aqui, mas o aeroporto de Alcochete, até pela possibilidade que oferece de construção modular à medida das necessidades em função da saturação anunciada da Portela, deveria ser repensado, e apenas avançar se e quando tal se revele indispensável. A linha de TGV Lisboa-Madrid deve de forma responsável ser negociada com o governo espanhol, poderá não fazer sentido que a rede ferroviária de alta velocidade termine em Badajoz, mas também não será a ligação ao Caia que justificará o investimento. O mesmo princípio se aplica à ligação Porto-Vigo, mas não encontro com a actual conjectura financeira internacional, justificação para ligar Lisboa ao Porto em TGV, e poupar apenas 20 minutos na viagem, porque efectuando 3 ou 4 paragens durante o percurso, nunca será atingida a alta velocidade. Mesmo a calendarização das ligações ao país vizinho deve ser articulada com o governo de Madrid, também ele a braços com uma recessão económica, que poderá levar à alteração de prioridades. Quando o governo anunciou aos portugueses estes mega investimentos, explicou que os mesmos seriam construídos com verbas resultantes de parcerias publico-privadas, com a actual crise financeira que obrigou o estado a avalizar operações bancárias, será prudente reequacionar toda a operação, para que se os privados falharem, ou não avançarem, a dívida pública não venha a atingir proporções inimagináveis, e o futuro das próximas gerações não esteja hipotecado mesmo antes do seu nascimento.


24
Out 08
publicado por António de Almeida, às 19:10link do post | comentar | ver comentários (1)

 

 

Por Homer Simpson


publicado por António de Almeida, às 16:57link do post | comentar | ver comentários (4)

      -Totalmente de acordo caro Jorge Assunção, esta gente vive irresponsavelmente a pedir como se não estivéssemos a viver uma crise financeira internacional de contornos e resultado imprevisível, com estimativas governamentais apontando para 0,6% de crescimento, e sabemos como costumam os governos ser optimistas nestas ocasiões, o FMI prevê 0,1%, havendo quem aponte o perigo de recessão, já li inclusivé que a continuarem as descidas das taxas de juro, das bolsas e das cotações das matérias primas, com as moedas a desvalorizar, corre-se o risco de deflação, um pesadelo para quem perceba minimamente de economia, mas por cá Ana Avóila, que tem o seu posto de trabalho garantido sem ter necessidade de trabalhar, advoga a recuperação da teoria do oásis, pois só assim poderemos compreender esta postura sindical. Se Portugal ouvisse a CGTP, não restaria alternativa senão fechar o país a cadeado, falido, com a CGTP manifestando-se à porta... em Badajoz!


publicado por António de Almeida, às 11:56link do post | comentar | ver comentários (2)

      -Os governos injectam capital nas instituições financeiras, os mercados não reagem da forma esperada, verificam-se quedas nas bolsas um pouco por todo o mundo. O Dólar após anos desvalorizando face ao Euro, inverteu a tendência nos últimos dias. A OPEP procura travar a queda da cotação do petróleo, anunciando uma redução da produção, o preço do barril desce nos mercados internacionais. A crise de confiança não será ultrapassada com a sistemática intervenção e regulação dos mercados, isto é um dado adquirido pelo que temos vindo a observar nos últimos dias, desconheço qual será a solução, mas regulação e socialismo certamente não serão opções válidas.

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publicado por António de Almeida, às 10:12link do post | comentar | ver comentários (1)

     -Constitui cada vez menos surpresa ou novidade as quedas bolsistas um pouco por todo o mundo. Na Ásia as perdas foram acentuadas, 9,6% em Tóquio, na Europa a tendência é um pouco generalizada, Lisboa incluida, não sendo expectáveis grandes notícias do outro lado do Atlântico, ainda que o Dow Jones ontem tenha ganho 2,1%. Mais importante será percebermos os resultados trimestrais que a banca irá apresentar, começando o ciclo hoje pelo BPI.

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publicado por António de Almeida, às 08:52link do post | comentar

       -Após a rábula da alteração das regras ao financiamento partidário através do O.E., que era para ser, mas não terá passado dum equívoco, ao qual o ministro Teixeira dos Santos mandou por cobro, vem agora Alberto Martins líder parlamentar do PS, admitir que existem negociações com o PSD para revisão da actual legislação, o que terá motivado a reacção de Paulo Rangel, que não terá apreciado ver surgir uma proposta enquanto decorriam negociações. Nestas matérias sou pela transparência, mas julgo que um ano em que decorrem 3 actos eleitorais não será o momento mais oportuno para mexer na legislação em vigor, sendo desejável a obtenção de consensos tão alargados quanto possível, à esquerda e à direita. Recordo que em 1995, quando se pretendeu apressadamente legislar sobre incompatibilidades, todos quiseram ser os campeões da transparência, acabando por resultar numa enorme trapalhada, que teve de ser revista posteriormente. Por mais lacunas que possam existir no financiamento partidário, parece-me prudente esta matéria transitar para a próxima legislatura, a pressa nunca foi boa conselheira.

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23
Out 08
publicado por António de Almeida, às 21:57link do post | comentar | ver comentários (10)

 

       -A Cristina Mendes Ribeiro, por quem tenho estima e consideração, autora do excelente colectivo Estado Sentido, a propósito um abraço ao Nuno e ao Samuel, resolveu "alvejar-me" com o PREMIO DARDOS, na foto. Mandam as regras:

 

1. Exibir a imagem distintiva

2.Linkar o blogue que lhe atribuiu o prémio

3. Atribuir o " Prémio Dardos" a quinze blogues

 

    Cumpridas as formalidades dos dois primeiros pontos, para aqueles que julgam que apenas aprecio pessoas de direita, vou começar por 2 excelentes bloggers de esquerda que leio com regularidade:

-O País do Burro

-Ruptura Vizela

-Para que o prémio atravesse o Atlântico:

-Lampejos

-Boca Diurna

-E porque me apetece, são bons e gosto de visitá-los, por ordem alfabética:

-A arte da fuga

-A barbearia do sr. Luís

-Câmara dos Lordes

-Despertar da Mente

-Farmácia Central

-Notas soltas, ideias tontas

-No Sentido...

-O Jumento

-O Silêncio Culpado

-Tomar Partido

-Um jardim no deserto

-Outros poderiam e mereciam ser nomeados, são apenas 15, chegará a sua vez, não faltarão oportunidades. A todos os nomeados cabe dar continuidade à corrente, caso algum já tenha sido atingido com este prémio anteriormente, as minhas desculpas, não me terei apercebido.

 

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publicado por António de Almeida, às 19:31link do post | comentar | ver comentários (2)

       -Sem prejuízo do que ontem escrevi, considero errado mexer no financiamento dos partidos políticos em ano de 3 actos eleitorais. Mas isso nem é relevante, ontem Teixeira dos Santos afirmou que não existia qualquer alteração à lei em vigor, hoje o governo entregou na A.R. uma rectificação à proposta que tinha apresentado no Orçamento de Estado, sem esclarecer as razões que levaram a incluir tais alterações no texto original.


publicado por António de Almeida, às 09:55link do post | comentar | ver comentários (4)

      -Uma parte das pessoas atingidas pela pobreza foram-no devido a fenómenos de exclusão, inevitáveis em qualquer circunstância, alcoolismo, toxicodependência, rupturas familiares, o eterno problema dos inadaptados. No entanto tem surgido nos últimos tempos um novo grupo de pobres, nomeadamente na classe média baixa, os sobre-endividados. O excesso de crédito, para além de estar na origem da actual crise financeira internacional, provocou também a ruína daqueles que não fizeram contas a uma possível subida das taxas de juro, provocando a falência de empresas e a insolvência de particulares. E o pior ainda estará para vir, não me parece que a conjectura vá melhorar nos próximos tempos.

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publicado por António de Almeida, às 09:41link do post | comentar | ver comentários (4)

       -O excesso de funcionários públicos e a desejável redução do peso da administração não podem ser feitos de forma indiscriminada. Por existir um excesso de professores, tal não significa que também exista um excesso de juízes. Se uma repartição possuir um quadro de pessoal superior às suas necessidades, não deverá proceder de forma a ver partir os mais qualificados, parece-me demasiado óbvio.


22
Out 08
publicado por António de Almeida, às 16:14link do post | comentar | ver comentários (2)

A alteração do regime de pagamento do IVA, aplicado apenas no acto de recebimento do dinheiro do cliente e não no acto de emissão da factura, como propõe o principal partido da oposição, seria uma das medidas mais gravosas para o défice público, atingindo um custo de 350 milhões de euros.

 

    -Terá o Ministro das Finanças Teixeira dos Santos, ou alguém por ele, feito as contas por forma a quantificar os custos que atingem as empresas que fornecem o Estado, já nem falo das outras, ao serem obrigadas a pagar IVA por uma factura que não receberam a tempo e horas por parte dum cliente que apesar de presumivelmente ser considerado pessoa de bem, é na realidade um mau pagador? Não darão estes custos alguma contribuição para o aumento do desemprego? Teixeira dos Santos acusa o PSD de demagogia, mas seria bom de olhar para casa antes de atirar pedras ao ar, porque telhados de vidro é algo que não lhe faltam.

 


publicado por António de Almeida, às 10:10link do post | comentar | ver comentários (5)

       -Não concordo que seja o estado, ou de forma indirecta os contribuintes, a subsidiar a actividade partidária. Pelo contrário, sou totalmente favorável a que não existam limites nos donativos que particulares ou empresas possam querer entregar a um, ou mais partidos, desde que realizados com total transparência, tenho alguma dificuldade em perceber como poderá tal ser feito através de pagamentos em dinheiro, que apenas deveriam ser aceites no pagamento de quotas de militância, mediante a emissão de recibo. Eventos como a Festa do Avante no caso do PCP, comícios festa como o Pontal ou Chão da Lagoa no PSD, ou jantares, prática um tanto ou quanto generalizada, devem ser totalmente permitidos, a criatividade de cada um deve determinar a capacidade de angariação de fundos, e não as subvenções estatais, que gostaria de ver progressivamente eliminadas.

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publicado por António de Almeida, às 09:03link do post | comentar | ver comentários (3)

     -As perguntas estão mais relacionadas com o Brasil do que com Portugal, mas dá para responder e descobrir a sua orientação política, segundo a revista Veja.

 

http://veja.abril.com.br/idade/testes/politicometro/politicometro.html

 


21
Out 08
publicado por António de Almeida, às 18:29link do post | comentar | ver comentários (7)

       -Confesso que ainda não percebi como irá resultar toda esta história dos fundos de investimento imobiliário. Os bancos que nunca saem a perder em qualquer negócio, manifestam interesse, quem não paga, tem dificuldades em pagar, ou não consegue vender, tem uma boa oportunidade de se libertar do encargo que irresponsavelmente assumiu. É caso para perguntar, afinal quem pagará a factura? A menos que tenham descoberto a galinha dos ovos de ouro, alguém terá de pagar algo por casas que não me parece possam ter grande valor de mercado, de contrário seriam vendidas. O estado certamente que além da panóplia de isenções fiscais que fornece, ainda será bem capaz de nos colocar a todos mais tarde, a pagar sob a forma de impostos mais esta intervenção na economia, e porque agora é moda falar em regulação, não devem faltar uma série de rapazes e raparigas titulares de cartão partidário, para colocar na função pública ou qualquer outra entidade reguladora a gerir todos estes fundos.

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publicado por António de Almeida, às 15:31link do post | comentar | ver comentários (2)

     -Já todos percebemos que ninguém será condenado no âmbito do processo "apito dourado", eventualmente algumas figuras de segundo plano poderão vir a sê-lo mas com pena suspensa, ou árbitros já retirados impedidos de apitar jogos de futebol. O processo tem custas para o país, e poderá mais tarde dar lugar a indemnizações que serão pagas pelo estado português com dinheiro dos contribuintes. Basta de palhaçada, reformem primeiro a Justiça, e quem sabe um dia, a culpa deixe neste país de morrer solteira. Até lá estes processos mediáticos nunca serviram para mais que promover a vedetas, uns quantos intervenientes da investigação ao MP, passando por juízes e advogados. Camarate, fax de Macau, hemofílicos, Bolsa, Moderna, Felgueiras,  o Casa Pia vai pelo mesmo caminho, vários protagonistas, o mesmo final.

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publicado por António de Almeida, às 14:26link do post | comentar | ver comentários (1)

       -O Ministro das Obras Públicas Mário Lino, considerou disparatadas as declarações de Manuela Ferreira Leite sobre os grandes investimentos que o governo pretende levar a cabo na construção de infra-estruturas. Recorde-se que a líder do PSD tinha afirmado que os mega projectos eram mais úteis ás grandes empresas e construtoras, do que ao país. Onde terá ido M.F.L. buscar tal ideia bizarra? Em Portugal até hoje nunca a utilidade de qualquer obra pública foi colocada em causa, basta lembrar os estádios construídos para o EURO 2004 que domingo a domingo enchem de espectadores vibrando com o maravilhoso futebol português, com particular destaque para o estádio do Allgarve. Os orçamentos são sempre cumpridos, recordo as obras do metro no Terreiro do Paço, que até provocaram prejuízos às construtoras, levando os membros do Conselho de Administração do Metropolitano de Lisboa a recusarem os prémios chorudos a que tiveram direito. Poderia continuar a lista dos investimentos estruturantes que conduziram Portugal à 1ª linha dos países europeus mais desenvolvidos, modernização da Linha do Norte, construção de auto-estradas, ponte Vasco da Gama, Centro Cultural de Belém, Metropolitano do Porto, Expo 98, Casa da Música entre outros. José Sócrates e Mário Lino irão certamente oferecer aos portugueses uma prosperidade e progresso económico, no mínimo idêntica aquela que os seus antecessores nos proporcionaram com os projectos acima mencionados como exemplo.


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