Por Homer Simpson
-Totalmente de acordo caro Jorge Assunção, esta gente vive irresponsavelmente a pedir como se não estivéssemos a viver uma crise financeira internacional de contornos e resultado imprevisível, com estimativas governamentais apontando para 0,6% de crescimento, e sabemos como costumam os governos ser optimistas nestas ocasiões, o FMI prevê 0,1%, havendo quem aponte o perigo de recessão, já li inclusivé que a continuarem as descidas das taxas de juro, das bolsas e das cotações das matérias primas, com as moedas a desvalorizar, corre-se o risco de deflação, um pesadelo para quem perceba minimamente de economia, mas por cá Ana Avóila, que tem o seu posto de trabalho garantido sem ter necessidade de trabalhar, advoga a recuperação da teoria do oásis, pois só assim poderemos compreender esta postura sindical. Se Portugal ouvisse a CGTP, não restaria alternativa senão fechar o país a cadeado, falido, com a CGTP manifestando-se à porta... em Badajoz!
-Esta semana gostei particularmente de ler, e recomendo:
Inflação, a ameaça que paira sobre nós - André Abrantes Amaral
Perguntas sobre os fundos de arrendamento - João Miranda
Serviço Público - Eduardo Pitta
Se um elefante incomoda muita gente - Sofia Galvão
-Os governos injectam capital nas instituições financeiras, os mercados não reagem da forma esperada, verificam-se quedas nas bolsas um pouco por todo o mundo. O Dólar após anos desvalorizando face ao Euro, inverteu a tendência nos últimos dias. A OPEP procura travar a queda da cotação do petróleo, anunciando uma redução da produção, o preço do barril desce nos mercados internacionais. A crise de confiança não será ultrapassada com a sistemática intervenção e regulação dos mercados, isto é um dado adquirido pelo que temos vindo a observar nos últimos dias, desconheço qual será a solução, mas regulação e socialismo certamente não serão opções válidas.
-Constitui cada vez menos surpresa ou novidade as quedas bolsistas um pouco por todo o mundo. Na Ásia as perdas foram acentuadas, 9,6% em Tóquio, na Europa a tendência é um pouco generalizada, Lisboa incluida, não sendo expectáveis grandes notícias do outro lado do Atlântico, ainda que o Dow Jones ontem tenha ganho 2,1%. Mais importante será percebermos os resultados trimestrais que a banca irá apresentar, começando o ciclo hoje pelo BPI.
-Após a rábula da alteração das regras ao financiamento partidário através do O.E., que era para ser, mas não terá passado dum equívoco, ao qual o ministro Teixeira dos Santos mandou por cobro, vem agora Alberto Martins líder parlamentar do PS, admitir que existem negociações com o PSD para revisão da actual legislação, o que terá motivado a reacção de Paulo Rangel, que não terá apreciado ver surgir uma proposta enquanto decorriam negociações. Nestas matérias sou pela transparência, mas julgo que um ano em que decorrem 3 actos eleitorais não será o momento mais oportuno para mexer na legislação em vigor, sendo desejável a obtenção de consensos tão alargados quanto possível, à esquerda e à direita. Recordo que em 1995, quando se pretendeu apressadamente legislar sobre incompatibilidades, todos quiseram ser os campeões da transparência, acabando por resultar numa enorme trapalhada, que teve de ser revista posteriormente. Por mais lacunas que possam existir no financiamento partidário, parece-me prudente esta matéria transitar para a próxima legislatura, a pressa nunca foi boa conselheira.