La démocratie donne toute sa valeur possible à chaque homme, le socialisme fait de chaque homme un agent, un instrument, un chiffre. - Alexis de Tocqueville
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Abr 08
publicado por António de Almeida, às 11:28link do post | comentar | ver comentários (1)
           -Vou agora fazer um pouco, o papel de advogado do diabo. Admitindo qua as lutas fraticidas, independentemente dos cenários, conduzem o PSD a um resultado negativamente histórico, admitamos por exemplo, abaixo de 20%, estaria o CDS-PP em condições de aproveitar tal hecatombe? Julgo que não, em primeiro lugar por estar o partido ainda a pagar junto da opinião pública, aquele regresso de Paulo Portas de forma no mínimo pouco elegante para com Ribeiro e Castro, em segundo lugar, porque a mensagem do partido não passa em parte alguma, não passa na A.R. porque o circo mediático de 15 em 15 dias está montado em torno dos duelos Socrates/Santana, e mesmo nos noticiários, a crise no PSD ocupa toda a agenda noticiosa. Uma eventual implosão do PSD, com o abandono do partido por parte de figuras mediáticas prestigiadas, teria como consequência a criação dum novo partido, o qual iria apoiar-se grandemente na base quer de PSD, quer de CDS-PP, refundando o espaço político da direita portuguesa, um fenómeno que já ocorreu em Espanha há muito tempo, e mais recentemente em Itália, onde aliás, a esquerda poderá agora vir a passar por algo semelhante, face ao enorme revés sofrido pelos partidos tradicionais. No fundo talvez até fosse possitivo clarificar quem é o quê, num partido onde convivem centro-esquerda com centro-direita, sociais democratas com liberais, e falar em programa ideológico será um manifesto exagero, o que explica muitas das contradições e convulsões, pelas quais o partido passou ao longo da História, ficando apenas unido nos momentos de governo, quando existe poder para distribuir, e todos querem o seu quinhão. Tenho para mim, que todos os cenários são possíveis...

publicado por António de Almeida, às 10:06link do post | comentar

Menezes: Chegou a altura de Ferreira Leite, António Borges e Rui Rio serem candidatos         

        - Luis Filipe Menezes insinuou que Manuela Ferreira Leite, Rui Rio ou António Borges são os autores morais das críticas, que têm surgido um pouco de todo o lado, desafiando-os a apresentarem a candidatura á liderança do partido. Deixando um pouco á margem Pedro Passos Coelho, o qual segundo Menezes apresenta uma candidatura coerente, os outros têm-se comportado como mandantes, ás ordens dos quais os franco-atiradores têm estado ao serviço. Também afirma que não é candidato, mas que sente o apoio das bases, e que o seu sucessor mão passará duma segunda escolha. Como interpretar estas declarações? Julgo que Menezes estará convencido que o eleitorado nacional não lhe reconhece credibilidade suficiente para derrotar José Socrates, preferindo resguardar-se, fazer com que outros avancem, provavelmente para perderem as legislativas, enquanto Menezes conseguirá uma nova e esmagadora vitória em Gaia, para depois, aparecer a lutar pela liderança do partido, reclamando que não terá sido por ele, a culpa da eventual derrota, a qual será atribuida aos qua agora o criticam. A não ser que Rui Rio avance, o que me parece pouco provável, aí Menezes e Rio que não têm qualquer simpatia mútua, para ser brando, poderão sentir-se tentados a medir forças. Em qualquer caso, perante um eventual cenário de derrota social-democrata, liderados até ás legislativas por Ferreira Leite, Aguiar Branco ou Passos Coelho, no dia seguinte ás mesmas, será o tempo político de Menezes, e também de Rio, tornando então o duelo inevitável. Julgo que Menezes permanecerá estrategicamente quieto, deixando aos adversários a responsabilidade de liderar o partido até ás legislativas, a surpresa a acontecer, poderá sair de Pedro Santana Lopes, caso sinta ter apoios no interior do partido, ponderará o ajuste de contas com a história, sentindo-se tentado a defrontar novamente José Socrates. Tudo ficará brevemente clarificado, por enquanto as pressões certamente que estarão a acontecer, os telefones não devem parar de tocar.


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