La démocratie donne toute sa valeur possible à chaque homme, le socialisme fait de chaque homme un agent, un instrument, un chiffre. - Alexis de Tocqueville
31
Mar 08
publicado por António de Almeida, às 13:11link do post | comentar | ver comentários (7)
PUBLICO - Raúl Castro autoriza cubanos a frequentar hotéis para estrangeiros

-Depois de autorizar os cubanos a adquirirem telemoveis e computadores, Raul Castro permite agora que os cubanos possam hospedar-se nas unidades hoteleiras, até aqui exclusivamente destinadas ao turismo. Um destes dias, ainda serão autorizados a comprar peixe, carne ou medicamentos nas farmácias, fora das senhas de racionamento que o governo atribui a cada família, em função das necessidades básicas de subsistência decretadas pelo regime. A ortodoxia comunista terá de ter cautela com eventual continuação desta política de Raul Castro, pois isto poderá ser o começo da glassnost versão cubana, acabando numa perestroika caribeña, o que deixaria desgostosos cá no burgo, muitos adeptos da "revolução".

publicado por António de Almeida, às 10:04link do post | comentar | ver comentários (2)
Petição a favor da aprovação pela Assembleia da República de uma moção que condene a Violação dos Direitos Humanos e da Liberdade Política e Religiosa no Tibete.
Caso esteja de acordo, assine.

publicado por António de Almeida, às 09:33link do post | comentar | ver comentários (1)
-Jaime Gama, presidente da Assembleia da República, o mesmo que há uns anos apelidou de Bokassa Alberto João Jardim, proferiu agora elogios ao líder social democrata madeirense, considerando-o um exemplo de lutador, com obra feita, uma referência em termos de poder local. Desconheço o exacto contexto, em que Jaime Gama proferiu estas palavras, pormenor que por vezes é importante, mas as mesmas não poderiam deixar de causar incómodo no PS Madeira, como demonstra esta reacção. Um político experiente como Jaime Gama, não profere declarações deste teor inadvertidamente, resta saber se pretendia atingir a actual liderança do PS Madeira, ou a liderança do PSD nacional, da qual Alberto João Jardim se tem vindo progressivamente a distanciar, havendo também que levar em consideração a próxima visita de José Socrates á região, estratégias mais importantes para o PS nacional no imediato, que se mantém no mais absoluto silêncio, do que combater Alberto João Jardim, já que eleições no arquipélago só em 2011, e provavelmente com outra liderança no PSD Madeira.

30
Mar 08
publicado por António de Almeida, às 11:21link do post | comentar | ver comentários (1)
PUBLICO - UE fragilizada para negociar política de vistos com Washington

-Mais uma vez se coloca em causa a necessidade dum tratado político, numa união que não passa duma associação comercial de interesse comum. Como se poderá aprofundar politicamente o funcionamento duma união, quando não raras vezes, cada estado limita-se a defender os seus interesses? Então quando se trata de negociar com Washington ou Pequim, não existe de todo qualquer U.E., como de resto no Kosovo ou Tibete, para falar apenas nas questões mais recentes. Antes de partirem para qualquer tratado, os políticos europeus deveriam começar por ponderar, se existe algum sentimento de ser-se Europeu, a começar nos próprios, e será fácil de constatar que tal sentimento não existe.
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publicado por António de Almeida, às 10:52link do post | comentar | ver comentários (1)
PUBLICO - Carvalho da Silva: "Diabolização" do sindicalismo é "erro estratégico"

-Para Carvalho da Silva, as alterações á legislação laboral, não devem ser feitas sem acordo dos sindicatos, porque em sua opinião estes representam os trabalhadores, estão no terreno, pelo que não será possivel construir um saudável ambiente laboral numa lógica de confrontação. Acontece que o actual sindicalismo português, não é representativo dos trabalhadores deste país, mas apenas duma minoria instalada na administração pública, ou em grandes empresas nacionais, quando detêm capitais públicos. Os sindicalistas actualmente em actividade, fazem parte dos quadros destas empresas, ou da própria administração pública, estando dispensados de exercer as funções laborais, mas continuam a receber mensalmente o seu vencimento, ora é precisamente esta lógica, que mantém muitos deles agarrados ao lugar, sempre contra qualquer reforma ou privatização, lá se ia o cargo sindical, completamente alheados da realidade laboral dos portugueses, nomeadamente os mais jovens, já que defendem precisamente interesses corporativos instalados, que impedem a renovação e modernização. Quando os sindicatos representam de facto os trabalhadores, como no caso da Auto-Europa, é possivel negociar, obter acordos, e normalmente não alinham em greves gerais e outras lutas políticas, já que defendem o posto de trabalho dos seus representados, ao invés, a maioria dos sindicatos representativos dos diversos sectores do estado, sabem que no final do mês o salário está garantido, o posto de trabalho idem, pelo que são muitas vezes mais sensiveis aos interesses políticos dos seus patrocionadores, a quem prestam contas, do que aos trabalhadores que representam. Seria bom alterar a actual legislação que permite este estado de coisas, e colocar os sindicalistas a trabalharem nos seus postos, um sindicalista deveria ser em primeiro lugar um trabalhador, e não apenas tê-lo sido há uns anos atrás, para que não se percam as noções de quem está a ser representado, e talvez até consigam atrair novos filiados ao movimento sindical. De contrário, um dia destes, apenas existirão sindicatos para trabalhadores ligados contratualmente ao estado, de forma directa ou indirecta, já que os demais, não encontram quem os represente.

29
Mar 08
publicado por António de Almeida, às 09:18link do post | comentar
ECONOMIA - PUBLICO - Joaquim Ferreira do Amaral: “A ponte Chelas-Barreiro não resolverá o problema da 25 de Abril”


-Vale a pena ler a entrevista de Joaquim Ferreira do Amaral ao PÚBLICO, sobre o impacto da 3ª travessia do Tejo, caso o governo decida optar pelo traçado Chelas-Barreiro. Não resolve os actuais problemas da pte 25 de Abril, já que muito do actual tráfego tem origem no concelho de Almada, com destino aos concelhos de Amadora e Oeiras. Qualquer solução que coloque mais automóveis em Lisboa, será um desastre para o já saturado tráfego lisboeta, pelo que a opção de construir o túnel Algés-Trafaria, poderá ser a única a contribuir realmente para a resolução dos actuais problemas. Chelas-Barreiro, poderá encontrar justificação como travessia ferroviária, mas está por provar, a necessidade que Portugal tem no TGV. Quanto a mim, seria preferivel apostar no túnel, como prioridade, até pela óbvia necessidade de existir uma alternativa, quando o tráfego na 25 de Abril sofrer obrigatórias restrições, por inevitáveis obras que terão mesmo de ser realizadas, mais cedo ou mais tarde.

28
Mar 08
publicado por António de Almeida, às 15:19link do post | comentar | ver comentários (4)
PUBLICO - Sócrates: baixa do IVA terá efeitos na economia, nos preços e nas expectativas

-"uma descida de impostos é sempre desprezível para quem é rico mas não para quem é pobre".
-A frase acima proferida pelo primeiro ministro, encerra em si mesma uma demagogia inacreditável. Basta fazer contas, em cada 5 Euros, os preços descem 5%, mas apenas nos artigos taxados a 21%. Para preços inferiores, os arredondamentos, deixarão os preços exactamente na mesma, ou descerão 1 a 2 cêntimos. Sabendo á partida, o peso que representam bens e serviços alimentares, no orçamento das famílias mais carenciadas, os quais não irão sofrer qualquer redução, por já serem taxados de forma reduzida, reduções significativas só mesmo no sector automóvel, bem como outros artigos de elevado valor, precisamente aqueles que os mais pobres adquirem, mas só quando entram no reino da fantasia, para visitar Socrates no país das maravilhas. A descida de 1% na taxa de IVA, apesar de benéfica para as empresas, é insuficiente para o crescimento económico, ineficaz para os mais carenciados, servindo principalmente, os objectivos demagógicos e eleitoralistas do governo.

publicado por António de Almeida, às 07:44link do post | comentar | ver comentários (2)
PUBLICO - Sá Fernandes disponível para melhorar proposta do Wind Parade em Lisboa

-Já tinha escrito no início do mês este post, intitulado a cidade do Zé, reagindo á notícia então avançada pelo semanário SOL. Sendo alguém que se tornou conhecido em Lisboa, por lutar contra atentados urbanisticos, alguns dos quais não chegaram a ser construidos, como o célebre elevador, não se percebe a ideia de colocar numa cidade histórica como Lisboa estes verdadeiros mamarrachos, capazes de degradar por completo a bela paisagem da cidade das 7 colinas. Espero que os vereadores da oposição, levem tanto a sério esta proposta, quanto a ideia apresentada no final do verão passado por Sá Fernandes, de explorar comercialmente, as corvinas e conquilhas do Tejo, bem como criar azeite e vinho com marca Lisboa. O Zé faz realmente falta a Lisboa, sem ele, o anedotário da cidade, ficaria bem mais pobre. Agora afirma-se disponivel para melhorar a proposta, mostrando-se sensivel aos argumentos da oposição, só se fôr no sentido de não colocar esta bizarria, numa cidade que tem paisagens bem mais interessantes, como o Castelo de S. Jorge, a Torre de Belém, os Jerónimos, a Ajuda ou o Terreiro do Paço, entre muitos locais admiráveis, não precisando rigorosamente para nada, das turbinas do Zé.

27
Mar 08
publicado por António de Almeida, às 10:22link do post | comentar | ver comentários (2)
J.N. - IVA baixa para 20% a 1 de Julho

-Muitos já vieram a público clamar por descidas de preços, ou alertar para eventuais apropriações da baixa na taxa de IVA, de 21 para 20 por cento. Convém relembrar, que há 3 anos atrás, muitas empresas também não aumentaram os preços ao consumidor, nomeadamente pequenos comerciantes e prestadores de serviços, que face á dificil situação económica, e quebra no consumo, optaram por assumir para si as consequências do aumento no imposto. Será lógico que esses agora não desçam preços, embora sejam as leis da concorrência a ditar regras. Por outro lado, convém não esquecer, que 1 por cento, representa 5 centimos em 5 Euros, pelo que em preços de bens de custo inferior, um café por exemplo, tal descida é logo assumida por arredondamento. Quer isto dizer que o governo não deveria ter baixado o IVA? Não, ao contrário do que defende o BE, aumentar margens de lucro das empresas, muitas delas completamente asfixiadas financeiramente, poderá ser a diferença entre encerrar portas ou manter actividade, sabendo qual a importância social no país real, das pequenas e médias empresas, em termo de criação de emprego e redistribuição da riqueza. Mas esta medida, peca por defeito, 1 por cento não chega, o ideal será voltar aos 17 por cento, em conjunto com redução do IRS e IRC, possibilitando um aumento no consumo, bem como maiores possibilidades de investimento na economia, mas para tal acontecer, será necessário repensar e definir as funções do estado, e principalmente, reduzir a despesa pública. Exactamente o caminho que o governo teima em não seguir, agarrado a complexos ideológicos ultrapassados.

26
Mar 08
publicado por António de Almeida, às 23:44link do post | comentar | ver comentários (1)
PUBLICO-José Sócrates não afasta nova descida de impostos no próximo ano

-Há apena 15 dias, José Socrates afirmou que era irresponsabilidade falar em descida de impostos. É certo que descer 1% na taxa de IVA nada tem de extraordinário, há 3 anos quando chegou ao governo, foi proposta ao país, com base nos resultados daquela duvidosa intervenção do governador do BP, uma subida de 2%, com vista á estabilização das contas públicas. Atingido o objectivo, a acreditar nos números avançados pelo governo, a descida deveria apresentar igual valor, mas claro, 2009 é ano de eleições, logo há que reduzir agora um pouco, para mais tarde, talvez no início do próximo ano, completar a operação, garantindo assim, um ano de campanha eleitoral, sempre a descer impostos, ainda que de forma pífia, sem grandes consequências previsiveis no desenvolvimento económico, que deveria ser a principal questão do país. Claro que registo como benéfico, qualquer alívio da pesadíssima e asfixiante carga fiscal, mas esta medida, será tão eficaz, quanto anunciar a alguém condenado a trabalhos forçados, que a partir da amanhã terá um tratamento mais ligeiro, podendo descansar durante um minuto.

publicado por António de Almeida, às 10:03link do post | comentar | ver comentários (4)
PUBLICO-Mundo: «O pequeno lapso» ou «a desonestidade» de Hillary Clinton


-Vale a pena ler esta notícia do PÚBLICO, bem como ver o vídeo, para ficarmos cientes do calculismo e hipocrisia, fabricados pela candidatura da sen. Clinton. Recorde-se o episódio da lágrima cínica de New Hampshire, por alguém incapaz de verter uma única durante todo o episódio Lewinski, as fotos de Barack Obama no Quénia, ou os ataques pessoais ao sen. do Illinois. Alguém que sai dum avião debaixo de fogo, jamais o esquecerá em toda a sua vida, nem confundirá tal sítio com qualquer outro. Quando apela á experiência, e não é líquido que ser casada com alguém, seja um factor de experiência, deverá estar a pensar na Hillary in wonderland, ou fantasyland, ainda nos tempos de criança.

25
Mar 08
publicado por António de Almeida, às 14:50link do post | comentar | ver comentários (6)
PUBLICO-PSD propõe que definição dos horários do comércio seja competência municipal


-Luis Filipe Menezes vem propôr a passagem para as autarquias, da responsabilidade de definição dos horários do comércio. Não deixa de ser um pouco estranha tal pretensão, no momento em que vieram notícias a público, de que o executivo se prepara para analisar a situação, pelos vistos, o PSD não quer tomar uma opção política, estendendo a mão ao governo, pois caso este aceite, dum ápice sacode a responsabilidade de tomar uma decisão impossível de agradar a gregos e troianos, e coloca o ónus nos ombros dos autarcas, os quais ficarão entalados entre a espada e a parede. Por um lado, pretendem atrair e manter as superfícies comerciais no seu território, fontes de receitas, pelo que inevitavelmente serão pressionados, por outro não podem desprezar o voto dos comerciantes. Será um caso interessante de analisar, caso a proposta vá por diante, parece-me á primeira vista, que o PS terá mais a ganhar com a mesma, do que propriamente o PSD. Sendo contudo um defensor da liberalização dos horários, a questão a meu ver, não será quem emite o licenseamento, mas a revogação imediata da legislação em vigor, razão porque eu, e outros 250.000 portugueses, assinámos uma petição. O facto positivo da proposta do PSD, seria alguns autarcas optarem pela liberalização, representando um aumento na liberdade de escolha.

publicado por António de Almeida, às 09:38link do post | comentar | ver comentários (2)
D.N. - Dívidas aumentam no crédito ao consumo

-Enquanto muita gente vai ficando preocupada com a crise norte-americana, e a consequente desvalorização do Dolar face ao Euro, prejudicando as exportações da zona Euro, e por consequência toda a economia, por cá os portugueses vão esquecendo, que não fora este cenário internacional, com a inflação no actual patamar, já o BCE teria subido as taxas de juro. Acontece, que cada vez que o juro sobe, quanto mais endividadas estiverem empresas e particulares, maior o risco de incumprimento, por vezes chegando a situações dramáticas de insolvência financeira. Não podemos passar a vida a criticar o BCE, mesmo que por vezes não tome as decisões mais acertadas, há que olhar para o actual panorama da sociedade portuguesa, os seus valores, onde a maioria julga que o crédito é um bem e um direito, será um direito é certo, quanto a ser um bem tenho sérias dúvidas, esquecendo que poupar é essencial, em lugar de aumentar constantemente a dívida, e façam-me o favor, para comprar electrodomésticos e viagens? Para adquirirem casas, a preços elevadíssimos, contribuindo assim para a especulação imobiliária, cujos salários não conseguem suportar? A maioria da população, e isso não é culpa dos juros bancários, nem da economia, é culpa individual de cada família, nem sequer previne um eventual infortunio, como desemprego, mesmo que passageiro, doença ou divórcio, qualquer imponderável será fatal face a enorme endividamento, não raras vezes, motivado por banalidades. Quem critica o país, por não ter o nível de vida de outros povos, será bom ficar avisado, que outros povos europeus, não têm o comportamento irresponsável de muitos portugueses.

24
Mar 08
publicado por António de Almeida, às 10:13link do post | comentar | ver comentários (3)
PUBLICO - DGCI ameaça noivos com coimas se não derem informações sobre o casamento


-Li 2 vezes esta notícia do PÚBLICO, pela dificuldade de acreditar na mesma á primeira, tal a bizarria nos métodos de actuação da DGCI. Não serei eu a defender a fuga e evasão fiscal, ainda que possa contribuir para a sua explicação, a mesma deriva em parte da pesadíssima carga fiscal, nomeadamente a que incide sobre o rendimento, a par com o fraco desempenho da economia. Os dois factores em conjunto, levam a que muita gente necessitada de dinheiro, para fazer face a básicas despesas do dia a dia, aceite trabalhar fins de semana ou feriados, os chamados biscates, por vezes em actividades que nem são a sua área profissional, outras, fora da sua entidade profissional. Isto acontece em casamentos, baptizados, noites de fim de ano, e mais alguns eventos esporádicos. Não fora assim, e tudo declarado, muitos nem aceitariam tais trabalhinhos extras, nem sei mesmo se existiriam pessoas para assegurar a realização de tais eventos. Isto não quer dizer que o estado, através da entidade competente, a DGCI, deva fechar os olhos, ou pactuar com a ilegalidade, mas intimidar os noivos? Não terão outros métodos? Não poderão aceder aos locais onde estas actividades decorrem, durante a realização das mesmas, identificar quem lá está prestando serviço, de forma discreta, sem perturbar a cerimónia, e actuar á posteriori? Ou como estas actividades decorrem fora das normais horas de expediente da função pública, opta a DGCI por estes bizarros métodos, para não pagar horas extraordinárias aos seus próprios funcionários? Em qualquer caso, há aqui algo de errado.


Adenda

Em reacção á notícia do PÚBLICO, Finanças vão corrigir “excessos” na informação exigida a recém-casados.

23
Mar 08
publicado por António de Almeida, às 15:15link do post | comentar | ver comentários (1)


-Li na Revista Atlântico deste mês, um artigo de Pedro Sette Câmara, sobre o escândalo que provocou em alguma sociedade brasileira, o facto do BOPE ter passado a ser aplaudido nas ruas, quando no filme de José Padilha, este batalhão tortura e mata. Será bom pensar que a realidade do Brasil, não está tão longe de nós, quanto muitos imaginam, e nos querem fazer crer. Até aceito que as estatisticas apontem no sentido da diminuição da criminalidade em Portugal, mas a que existe, está cada vez mais organizada, atingindo niveis de violência até aqui ignorados na sociedade portuguesa, com fenómenos de carjacking e assaltos á mão armada em plena luz do dia, como na passada semana foi verificado por algumas pastelarias na zona do Cacém. Este sábado é o Expresso, que apresenta uma reportagem com pessoas da linha de Sintra, que saiem armadas ás ruas. O que alguma esquerda teima em não perceber, é que ser bandido é também uma questão de escolha, muitas pessoas em bairros menos favorecidos optam por trabalhar, ganhando a vida honestamente, não raramente sendo as primeiras vítimas de escumalha sem escrúpulos, que não gostando de trabalhar, organiza-se em gangs, parasitando qual abutres, o resultado do esforço e trabalho alheio, pelo que face á ineficácia do nosso sistema policial e principalmente judicial, por enquanto apenas levou a que alguns cidadãos optem por andarem armados, caso não exista vontade política de combater o crime, chegar a uma realidade identica á do Brasil, será uma questão de tempo. Por lá, como demonstram as reacções ao filme "Tropa de Elite", a sociedade aplaude a repressão policial, porque os cidadãos, fartos de serem vítimas, gritam BASTA!

22
Mar 08
publicado por António de Almeida, às 15:06link do post | comentar | ver comentários (4)
J.N. - Seis hipermercados encerrados pela ASAE

-A lei é para cumprir, nada tenho pois a opôr á actuação da ASAE, mesmo tratando-se duma lei absurda, a qual proibe os hipermercados de funcionarem em dias feriados e domingos. Para proteger o pequeno comércio não será certamente, ainda esta manhã me desloquei a uma destas superfícies, a fim de copiar uma chave que ontem á tarde parti, passei em primeiro lugar pela loja da especialidade, aqui na localidade onde resido, encontrando-se a mesma encerrada até á próxima segunda-feira, não me restando outra alternativa que deslocar-me ao centro comercial, onde existe uma loja idêntica, bastou-me esperar meia hora, entretanto aproveitada para comprar alguns artigos que faziam falta cá em casa, no hipermercado, passada meia-hora voltei á loja e já tenho a chave que necessitava. O comércio tradicional não aproveita as oportunidades da actual legislação, practicando por vezes horários parecidos com repartições do século passado, saiem penalizados os consumidores, que estão impossibilitados de adquirir o que precisam, no momento em que precisam. Apesar das petições e recolhas de assinatura, promovidas durante o ano passado, mas que ainda não mereceram atenção por parte do actual governo.

21
Mar 08
publicado por António de Almeida, às 23:17link do post | comentar
Florbela Espanca

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!

publicado por António de Almeida, às 23:10link do post | comentar | ver comentários (1)
Álvaro de Campos

Se te Queres

Se te queres matar, por que não te queres matar?
Ah, aproveita! que eu, que tanto amo a morte e a vida,
Se ousasse matar-me, também me mataria...
Ah, se ousares, ousa!
De que te serve o quadro sucessivo das imagens externas
A que chamamos o mundo?
A cinematografia das horas representadas
Por atores de convenções e poses determinadas,
O circo policromo do nosso dinamismo sem fím?
De que te serve o teu mundo interior que desconheces?
Talvez, matando-te, o conheças finalmente...
Talvez, acabando, comeces...
E, de qualquer forma, se te cansa seres,
Ah, cansa-te nobremente,
E não cantes, como eu, a vida por bebedeira,
Não saúdes como eu a morte em literatura!
Fazes falta? Ó sombra fútil chamada gente!
Ninguém faz falta; não fazes falta a ninguém...
Sem ti correrá tudo sem ti.
Talvez seja pior para outros existires que matares-te...
Talvez peses mais durando, que deixando de durar...

A mágoa dos outros?... Tens remorso adiantado
De que te chorem?
Descansa: pouco te chorarão...
O impulso vital apaga as lágrimas pouco a pouco,
Quando não são de coisas nossas,
Quando são do que acontece aos outros, sobretudo a morte,
Porque é coisa depois da qual nada acontece aos outros...

Primeiro é a angústia, a surpresa da vinda
Do mistério e da falta da tua vida falada...
Depois o horror do caixão visível e material,
E os homens de preto que exercem a profissão de estar ali.
Depois a família a velar, inconsolável e contando anedotas,
Lamentando a pena de teres morrido,
E tu mera causa ocasional daquela carpidação,
Tu verdadeiramente morto, muito mais morto que calculas...
Muito mais morto aqui que calculas,
Mesmo que estejas muito mais vivo além...
Depois a trágica retirada para o jazigo ou a cova,
E depois o princípio da morte da tua memória.
Há primeiro em todos um alívio
Da tragédia um pouco maçadora de teres morrido...
Depois a conversa aligeira-se quotidianamente,
E a vida de todos os dias retoma o seu dia...

Depois, lentamente esqueceste.
Só és lembrado em duas datas, aniversariamente:
Quando faz anos que nasceste, quando faz anos que morreste.
Mais nada, mais nada, absolutamente mais nada.
Duas vezes no ano pensam em ti.
Duas vezes no ano suspiram por ti os que te amaram,
E uma ou outra vez suspiram se por acaso se fala em ti.

Encara-te a frio, e encara a frio o que somos...
Se queres matar-te, mata-te...
Não tenhas escrúpulos morais, receios de inteligência! ...
Que escrúpulos ou receios tem a mecânica da vida?

Que escrúpulos químicos tem o impulso que gera
As seivas, e a circulação do sangue, e o amor?

Que memória dos outros tem o ritmo alegre da vida?
Ah, pobre vaidade de carne e osso chamada homem.
Não vês que não tens importância absolutamente nenhuma?

És importante para ti, porque é a ti que te sentes.
És tudo para ti, porque para ti és o universo,
E o próprio universo e os outros
Satélites da tua subjetividade objetiva.
És importante para ti porque só tu és importante para ti.
E se és assim, ó mito, não serão os outros assim?

Tens, como Hamlet, o pavor do desconhecido?
Mas o que é conhecido? O que é que tu conheces,
Para que chames desconhecido a qualquer coisa em especial?

Tens, como Falstaff, o amor gorduroso da vida?
Se assim a amas materialmente, ama-a ainda mais materialmente,
Torna-te parte carnal da terra e das coisas!
Dispersa-te, sistema físico-químico
De células noturnamente conscientes
Pela noturna consciência da inconsciência dos corpos,
Pelo grande cobertor não-cobrindo-nada das aparências,
Pela relva e a erva da proliferação dos seres,
Pela névoa atômica das coisas,
Pelas paredes turbihonantes
Do vácuo dinâmico do mundo...

publicado por António de Almeida, às 10:54link do post | comentar | ver comentários (3)
-Os burocratas do ministério da educação, sentados nas suas secretárias da 5 de Outubro, puderam ontem assistir, ao resultado das suas políticas implementadas nas últimas décadas, o eduquês em todo o seu esplendor. Aquela turma, julgo que o 9º C, da escola secundária Carolina Michaelis, acabou prestando, ainda que involuntariamente um grande serviço ao país, hoje sabemos exactamente, que as escolas funcionam apelando ao bom senso e colaboração de pais e alunos, sem que os professores exerçam qualquer tipo de autoridade. Não é permitido suspender ou expulsar um aluno, procuram-se todas as formas de facilitismo, que visem evitar reprovações, para orgulhosamente se exibirem estatísticas, permitindo que os jovens sejam formados numa cultura onde impera a bardinagem, o desrespeito pelas mais elementares regras de civismo, educação e respeito pela autoridade. Exige-se ao governo que tome medidas, naturalmente não para resolver este caso concreto, mas que possibilite á escola uma maior autoridade, autonomia, onde os professores saibam exactamente as suas competências, e assumam as responsabilidades, quem não quiser, saia do sistema, existem outras profissões, e os alunos, passem a estar OBRIGADOS a comportamentos sociais aceitáveis, sob pena de suspensão, expulsão para reincidentes. Os paizinhos podem começar por dar chazinhos ás criancinhas, e educarem os seus filhos em casa, não podem é exigir da sociedade, que esta seja obrigada a aturar e corrigir, o resultado dos fracassos e frustrações familiares.

publicado por António de Almeida, às 09:50link do post | comentar
J.N.-"PSD deve abrir-se à Esquerda"


-Em matéria de guinadas á esquerda, não creio que Luis Filipe Menezes necessite dos conselhos do prof. Marcelo Rebelo de Sousa, ou qualquer outra personalidade, afinal já veio publicamente garantir que um eventual governo a que presida, não encerrará qualquer serviço do estado durante uma legislatura. Também é opositor da reforma da justiça, administração ou saúde, tudo o que signifique encerrar serviços, mesmo que inúteis, não contem com o PSD, já que Menezes necessita agradar ás bases, os autarcas do partido, numa lógica populista, carregada de demagogia pelo meio. Mesmo que venha a disputar uma parte do eleitorado á esquerda do partido, com o PS liderado pelo engº José Socrates, o que eu gostaria de perceber, é quem disputará com a abstenção, o voto dos eleitores de direita, entre os quais me incluo, sem vislumbrar no horizonte, qualquer sinal de esperança protagonizado no espaço político e ideológico em que acredito, mas que pelos vistos ninguém pretende representar. Vai sendo tempo, de não nos deixarmos intimidar com os perigos duma governação de esquerda, representada pelo PS, pois que governem, será preferível a continuar na inutilidade do chamado voto útil. Ou alguém apresenta propostas concretas, coerentes, num programa que tenha por objectivo reduzir o peso do estado na sociedade, baixando a asfixiante carga fiscal que pesa sobre particulares e empresas, redefinindo o que pretende ser o papel do estado, ou definitivamente recuso votar.

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